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Saiba quais são os itens do carro que mais contribuem para a poluição do ar

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O outono está muito seco na região sudeste e no inverno a qualidade do ar das grandes cidades fica ainda pior, por isso é importante que os motoristas de carros, caminhões e as empresas de ônibus fiquem atentos para que o veículo não fique desregulado, aumentando a emissão de monóxido de carbono e hidrocarbonetos.

poluicao

Os itens que mais comprometem a emissão de gases dos carros são:

1 - Velas de ignição com mais de 20 mil km,

2 - Óleo do motor vencido

3 - Filtro de ar sujo

4 -  catalizador com miolo deteriorado

5 - Sistema de injeção eletrônica com alguma anomalia

6 - Carburadores desregulados

7 - Cabos de velas e bobinas danificados

8 - Escapamento furado

“O motorista também pode contribuir para reduzir a emissão de poluentes, evitando manter o motor ligado desnecessariamente, principalmente dentro de garagens e locais fechados. Outro ponto importante, na hora de trocar de carro, é dar preferência para veículos com injeção eletrônica, pois um motor com carburador chega a poluir dez vezes mais em relação a um motor alimentado por injeção eletrônica”, orienta Denis Marum.

* É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros

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Defeitos que não existem mais no carros

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A indústria automobilística se desenvolveu muito nos últimos 20 anos. Depois da famosa abertura do mercado pelo ex- presidente Fernando Collor de Melo, a indústria nacional teve que se atualizar, melhorou a qualidade, importou tecnologia e se atualizou. Na época não havia muita escolha, ou se atualizava ou desapareceria.

Na década de 70, 80 e início dos anos 90, os veículos saíam de fábrica com muitos problemas crônicos, talvez você não saiba, mas os motores do Opala da GM, por exemplo, vazavam óleo de motor, as latarias da Brasília da Volkswagen enferrujavam e os motores  do Corcel da Ford superaqueciam. Era um verdadeiro festival de carros retornando às concessionárias depois de alguns dias de uso.

Toda segunda-feira  formavam-se filas de carros na porta das oficinas das concessionárias, em busca de atendimento em garantia. Além dos defeitos que mencionei , tínhamos portas desreguladas, entradas de água pelo para-brisa, guarnições deformadas, carburadores com boia defeituosa, acredite se quiser, mas alguns carros saíam de fábrica com falta de tinta.

Nesta época as concessionárias mais bem cotadas eram as que tinham as melhores equipes nos respectivos departamentos de serviço e isso alavancava as vendas de carro zero. As montadoras, por sua vez, eram mais maleáveis no trato com seus clientes, os atendimentos se estendiam mesmo depois dos prazos de garantia, havia uma tolerância maior de ambos os lados. Não foram poucas às vezes que presenciei a troca de carro em garantia, consequência de uma produção equivocada e sem controle de qualidade, veículos que jamais deveriam ter saído da fabrica.

Geralmente os defeitos crônicos e repetitivos eram descobertos primeiro pelas concessionárias, pois a fábrica não fazia testes de longa duração. Quando uma montadora lançava um novo modelo, todos queriam adquiri-lo, pois as mudanças mais significativas levavam anos para serem implementadas, mesmo assim muitos compravam o lançamento para ser um dos primeiros a ter a novidade. Infelizmente,  os ?apressadinhos? pagavam por incansáveis retornos em garantia até que seu carro estivesse em boas condições de uso. Até hoje quando se fala em comprar um Monza ou Opala, os mais bem cotados, são aqueles produzidos nos dois últimos anos de fabricação.

Portanto se seu carro zero tem algum problema, não fique tão irritado, pois seu avô e seu pai já se aborreceram muito mais do que você.

*É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros

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Período de férias: redobre a atenção na estrada

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Segundo estudos, 24 mil pessoas morrem por ano em nossas estradas, 65 por dia. Muitos são os motivos que levam aos acidentes, porém a imprudência atrelada a falta de manutenção têm sido os grandes responsáveis.  Quando se está a uma velocidade de 100 km/h o motorista tem pouco mais de 3 segundos para desviar de um obstáculo que está a 100 metros da sua frente.

Faça a manutenção preventiva antes de viajar

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Vários são os imprevistos que podem ocorrer, como a travessia de um animal na pista, o estouro de um pneu do carro que está ao seu lado ou simplesmente uma pane seca (falta de combustível) do veiculo que está a sua frente. Diante de uma situação assim, quem consegue escapar? Suas chances de se livrar de um acidente serão maiores se você estiver:

- Dentro da velocidade recomendada

- Com atenção total voltada para a estrada

- Com os pneus em boas condições

- Com as revisões em dia (freio , amortecedores e luzes)

- Possuir freios com sistema ABS

- Com a atenção redobrada em dias de chuva

Muitas pessoas morrem ao trocar o pneu no acostamento, muitos carros capotam em função do desnível que existe entre a pista e o acostamento, infelizmente informações como estas não são passadas nas autoescolas.

Precisamos redobrar o cuidado ao ir para estrada, o clima de descontração diz respeito apenas aos passageiros, os motoristas devem ter a responsabilidade e a consciência de que respeitar os limites de velocidade e manter seu veiculo revisado é a melhor maneira de não fazer parte das estatísticas de acidentes de final de ano.

*É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros

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Colecionar carros antigos exige tempo e dedicação

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Nos EUA e na Europa muitas pessoas colecionam carros antigos, no Brasil, apesar da grande quantidade de clubes, somente agora essa prática começa a tomar força. Várias são as razões, como a diminuição do valor dos impostos para veículos com mais de 30 anos, atrelado ao bom momento econômico que o País vive, faz com que cada vez mais pessoas procurem realizar o sonho de ter um pedaço da história em sua garagem.

E necessário lembrar que colecionar carros antigos demanda tempo, dedicação e alguns cuidados. O primeiro passo seria escolher a marca e o modelo. Para fazer uma boa compra, é aconselhável procurar o clube que representa a marca desejada. O valor de um carro antigo é formado pelo estado geral, tipo de motor, originalidade e, principalmente, aspectos históricos.

Em alguns casos ano de fabricação, quantidade de veículos produzidos e proprietários anteriores acabam por multiplicar várias vezes o valor do carro, portanto procurar um especialista poderá lhe ajudar a pagar o preço justo.

Outra dica interessante antes de começar a procurar seu sonho de consumo, é ter um local para guarda-lo, coberto e fechado. Algumas peças decorativas de carros antigos possuem alto valor no mercado e você vai ficar muito chateado de, por exemplo, ter um Mustang sem o famoso “cavalinho”. Além de guardar seu carro com segurança, você precisará ter uma boa caixa de ferramentas à disposição, essa história de dizer que “agora o carro está perfeito” não existe.

Ford Mustang

Ford Mustang

Os entusiastas que me desculpem, mas um carro com mais de 30 anos é uma verdadeira caixa de surpresas, veja se na sua casa existe algum equipamento ou aparelho eletrônico com mais de trinta anos. Não tem jeito, peças sofrem de fadiga, muitas vezes parecem estar em boas condições  por fora, mas por dentro podem ter uma trinca pronta para faze-lo voltar ao guincho. Não se abata, faz parte da alegria de cuidar de um “velhinho”.

Agora se você não quer passar por esses contratempos, escolha outro tipo de coleção, como as raridades, ou seja, carros antigos com baixíssima quilometragem (como este Fusca da foto, com 1.700 km), pois nesse caso, a probabilidade dele voltar ao guincho é pequena. O problema é que o valor do carro está ligado à baixa quilometragem e se você ficar passeando por aí, seu patrimônio irá desvalorizar.

VW Fusca com 1.700 km

VW Fusca com 1.700 km

Para terminar, vou dar a dica de um programa bem legal, para você que curte carros antigos, chama-se “Leilão em Paris”, no Discovery Turbo, diversão garantida.

* É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros

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Conheça alguns problemas que seu carro pode apresentar

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Muitas pessoas esquecem-se de fazer as manutenções preventivas em seus veículos, às vezes  por falta de tempo, outras por falta de conhecimento. Para evitar uma surpresa inconveniente de ficar parado na rua, confira o check list com objetivo de identificar alguns indícios de que algo não vai bem no seu carro:

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Fique atento aos problemas do seu carro (Foto: Agência Estado/ arquivo)

Fique atento aos problemas do seu carro (Foto: Agência Estado/ arquivo)

1) Seu carro possui mais de 50.000 km e você ainda não trocou a correia dentada? Corra para fazer a substituição, pois se ela quebrar você gastará aproximadamente vinte vezes o valor da correia

2) Na estrada seu veículo puxa para um dos lados ou você nota a direção trepidando, isto é sintoma de falta de alinhamento ou balanceamento. Se você não corrigir o problema, poderá ter um desgaste prematuro dos pneus dianteiros

3) Regularmente confira o consumo de combustível, calcule a média pelo menos a cada três meses, consumo alto pode indicar velas cansadas, combustível de má qualidade ou mesmo pneus murchos

4) Alguns postos de combustíveis possuem elevadores, aproveite para erguer seu carro a cada três meses e verificar se há algum tipo de vazamento de óleo ou água. Vazamentos de óleo de câmbio costumam gerar grandes prejuízos, pois você só descobre que o vazamento existe quando a transmissão começa a fazer barulho

5) Você está sentindo seu carro instável em curvas? Verifique os amortecedores. Veja se há vazamentos ou mesmo se a quilometragem passou dos 50.000 km

6) Ruído nos freios indica desgaste acentuado das pastilhas. Se você não substitui-las, além da falta de segurança, você poderá comprometer os discos de freio, aumentando significativamente a sua conta

7) Para finalizar, se você quer dar vida longa ao seu motor, siga rigorosamente as quilometragens de troca do óleo do motor e dos filtros

É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carro

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