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Ford New Fiesta brasileiro tem opção de câmbio automático de dupla embreagem

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New Fiesta é fabricado em São Bernardo do Campo (SP) e deve chegar às lojas em abril (Fotos: Divulgação)

New Fiesta é fabricado em São Bernardo do Campo (SP) e deve chegar às lojas em maio (Fotos: Divulgação)

O novo Ford New Fiesta, que troca a nacionalidade (de mexicano para brasileiro), entra na fila de estratégia da marca (como Nova Ranger, Novo Fusion e Novo EcoSport) para transformar todos os produtos em modelos globais até 2015. O novo hatch deu um leve tapa no visual e ganhou mais itens de série, mas no quesito motorização há uma novidade importante - o câmbio automático de dupla embreagem de seis velocidades (mesmo que equipa o irmão SUV) acoplado ao motor Sigma, por um valor atraente, em relação ao restante do mercado.

O hatch tem seis opções de cores para carroceria

O hatch tem seis opções de cores para carroceria e três anos de garantia

São duas opções de acabamento (S e SE) para o motor 1.5 de 111 cv e (SE e Titanium) para o propulsor Sigma 1.6 de 130 cv. O primeiro só é oferecido com câmbio manual de cinco velocidades; já o mais potente está disponível com transmissão mecânica ou automática.

De acordo com a Ford, o trem de força 1.6 recebeu melhorias e está 7% mais potente e 5% mais eficiente. São 15 cv a mais, em relação ao modelo mexicano, além de mudanças no duplo comando de válvulas, introdução do sistema Easy Start (que elimina o tanquinho auxiliar e dá agilidade na partida) e ajustes para redução de combustível, como no compressor do ar-condicionado.

O motor 1.6 flex recebeu nota A no programa do Inmetro. Segundo a marca, o hatch chega a fazer até 13,9 km/l na estrada e 11,4 km/l

O motor 1.6 flex recebeu nota A no programa do Inmetro. Segundo a marca, o hatch chega a fazer até 13,9 km/l na estrada e 11,4 km/l

A versão de entrada parte de R$ 38.990 e vem bem equipada de série com dois air bags, freios ABS com EBD (controle eletrônico de frenagem), ar-condicionado, direção elétrica, travas e vidros elétricos (dianteiros), rodas de 15 polegadas e sistema My Conection (geração 3).

Para-choque dianteiro está mais incorporado à frente do carro

Para-choque dianteiro está mais incorporado à frente do carro

A topo de linha (só com motor 1.6) de R$ 54.990 acrescenta câmbio Powershift, faróis de neblina, acabamento diferenciado nos bancos, controles de tração e de estabilidade, acendimento automático dos faróis, assistente de partida em rampa, sete air bags, rodas de 16 polegadas, banco e volante revestidos em couro, piloto automático, sensores de estacionamento e de chuva e sistema My Key, que permite configurar a velocidade máxima, o volume do som, por exemplo, para que o manobrista não abuse com veículo.

Não houve mudança nas dimensões do New Fiesta

Não houve mudança nas dimensões do New Fiesta

A principal mudança na carroceria é a grande frontal trapezoidal, que segue a identidade de outros modelos da montadora americana. Na traseira chama atenção o aerofólio maior e novas lanternas. Na cabine, as alterações também são sutis, como a nova iluminação do painel de instrumentos (um tom de azul mais claro - nomeado de Ice Blue).

Motor do New Fiesta é produzido em Taubaté (SP)

Motor do New Fiesta é produzido em Taubaté (SP)

O sedã do New Fiesta, por ora, continua com passaporte mexicano. Ele deve ser reformulado como o hatch, mas ainda não há data. A previsão é para junho. O Fiesta Rocam, de acordo com a Ford, continua disponível para venda. Seus principais rivais são Hyundai HB20 e Chevrolet Onix, que ocupam na tabela da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores), a 4ª e 9ª posição, respectivamente.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR - Rodamos com a versão 1.5 SE (R$ 42.490) por cerca de 70 km, em trecho urbano, e o propulsor mostrou sua vontade de acelerar em ultrapassagens e retomadas. O torque desta configuração é de 14,9 kgfm aos 4.250 rpm (quando abastecido com etanol), de acordo com a Ford, e ele não se intimidou quando o hatch foi submetido aos 100 km/h. A força do modelo com motor 1.6 é de 16 kgfm aos 5.000 rpm, quando utilizado álcool para abastecer.

Porta-malas tem capacidade de 281 litros

Porta-malas tem capacidade de 281 litros

Apesar de o trecho percorrido não ter oferecido muitos desafios na via, a suspensão se mostrou bem ajustada para a cidade. Em curvas, o hatch também reagiu muito bem e não apresentou rolagem na carroceria. A direção elétrica oferece ao motorista respostas rápidas e é bastante eficiente na hora de auxiliar o condutor a fazer uma manobra. As trocas de marcha são fáceis, devido ao engate preciso do câmbio manual que esta versão oferece.

Além do ótimo desempenho, o New Fiesta brasileiro é um modelo que agrada pelo visual. Assim como as linhas externas esbanjam capricho, a Ford cuidou para que o acabamento interno recebesse a mesma atenção. O material utilizado no revestimento é de boa qualidade e não deixa a desejar em relação aos concorrentes do segmento. A unidade avaliada não apresentou rebarbas nem tampouco peças mal encaixadas.

Modelo oferece, desde a versão de entrada, travas, espelhos e vidros dianteiros elétricos, ar-condicionado, freios ABS com EBD, alarme e direção elétrica

Modelo oferece, desde a versão de entrada, travas, espelhos e vidros dianteiros elétricos, ar-condicionado, freios ABS com EBD, alarme e direção elétrica

Apesar de oferecer ótima ergonomia, visibilidade e também proporcionar ao motorista facilidade para encontrar uma boa posição para dirigir, o New Fiesta não é assim tão primoroso em espaço interno para quem senta no banco de trás. Os passageiros podem se sentir um pouco “espremidos”, caso o assento da frente seja ocupado por alguém alto que posicione o banco para suas pernas ficarem acomodadas.

* Viagem feita a convite da marca

Por R$ 92.990, Ford Fusion ganha motor flex 2.5 como modelo de entrada

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Após a chegada do Ford Fusion com propulsor Ecoboost no final do ano passado, a marca apresenta agora o modelo com motor flex 2.5, que chega ao mercado brasileiro por R$ 92.990 como carro de entrada da linha.

Ford Fusion com motor flex 2.5 custa R$ 92.990 e traz somente teto solar como opcional, por R$ 4 mil (Fotos: Divulgação)

Ford Fusion com motor flex 2.5 custa R$ 92.990 (Fotos: Divulgação)

A marca está apostando neste tipo de motor no Brasil. O propulsor flex que equipa o Fusion é uma variação do trem de força da Ranger. Ele foi desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro e tem bloco e cabeçote de alumínio, o que contribui na redução de peso, de acordo com a Ford. O Duratec de 4 cilíndros conta também com comando variável de abertura de válvulas de admissão (iVCT) e recebeu a adição de uma bobina de ignição por cilindro.

Ao todo são 4,87 m de comprimento, 1,91 m de largura, 2,85 m de entre-eixos e 1,48 m de altura, em um veículo que pesa 1.572 kg

Ao todo são 4,87 m de comprimento, 1,91 m de largura, 2,85 m de entre-eixos e 1,48 m de altura, em um veículo que pesa 1.572 kg

Apesar do trem de força ser 2.5, enquanto a versão Titanium é 2.0, o Fusion Flex perde 65 cv, oferecendo potência nesta configuração de 175 cv, quando abastecido com etanol, a 6.000 rpm. O torque de 24,16 kgfm a 4.500 rpm é maior do que seu rival Hyundai Sonata 2.4, (R$ 105 mil, disponível apenas a gasolina), que tem força de 23,3 kgfm a 4.000 rpm.

Assim como a versão Titanium, a opção Flex é equipada com câmbio automático de seis marchas, mas a configuração bicombustível não oferece paddle shift. De acordo com Eduardo Barreto, gerente de Engenharia da montadora, a direção elétrica também foi recalibrada para possibilitar uma melhor resposta.

O Ford Fusion oferece garantia de 3 anos

O Ford Fusion oferece garantia de 3 anos

Quem adquire um sedã premium faz questão da presença de equipamentos de segurança e conforto, e nisso o Fusion se garante. Mesmo sendo o modelo de entrada da linha, ele é bastante completo. Seu único opcional continua sendo o teto solar, que custa R$ 4 mil. O modelo já sai de fábrica com bancos, volante e manopla do câmbio em couro, sistema de navegação com comando de voz, ar condicionado individual para passageiro e motorista, bancos dianteiros aquecidos, ajuste de altura e profundidade da coluna de direção e assento, oito air bags (frontais, laterais, cortina e joelhos), piloto automático e computador de bordo, entre outros.

Motor flex 2.5 foi produzido com bloco e cabeçote de alumínio e quatro válvulas por cilindro

Motor flex 2.5 foi produzido com bloco e cabeçote de alumínio e quatro válvulas por cilindro

Na pista - Dirigir o Fusion Flex é uma atividade prazerosa, devido ao seu conforto interno e desempenho bastante eficiente. O ZAP Carros avaliou o modelo com novo motor em um percurso de aproximadamente 100 km. Na estrada, o sedã se comportou muito bem em arrancadas e ultrapassagens. Durante trechos de subida, o sedã da Ford exibiu seu torque com muita garra, sem demonstrar o menor cansaço. Aos 100 km/h foi possível observar que o ponteiro não passava dos 2.000 giros.

Fusion tem direção elétrica, freios ABS, assistente de partida em rampa, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro e faróis com acendimento automático

Fusion tem direção elétrica, freios ABS, assistente de partida em rampa, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro e faróis com acendimento automático

A nova suspensão traseira - a Ford afirma que ela seja 15% mais rígida que a versão anterior - garante conforto aos passageiros. Os pneus foram otimizados para melhorar a estabilidade. Enquanto as rodas da versão Titanium são de 18″, as do Flex são 17″.

O modelo não recebeu alterações no visual em relação à versão Titanium apresentada em outubro. Apesar de seus 4,87 metros de comprimento, o sedã oferece boa visibilidade ao motorista. Encontrar uma boa posição de dirigir também é muito fácil no Fusion, devido ao seu ajuste de 10 posições e três memórias. Tanto o motorista quanto quem pega carona no sedã encontra a oportunidade de se acomodar confortavelmente; são 1.125 milímetros de espaço para as pernas na parte dianteira e 973 mm para as pernas de quem senta atrás. O enorme porta-malas tem capacidade de 514 litros.

Sedã é completo e oferece somente teto solar como opcional, por R$ 4 mil

Sedã é completo e oferece somente teto solar como opcional, por R$ 4 mil

A ausência de paddle shift na coluna de direção desta versão faz falta, mas quem desejar trocar as marchas manualmente pode fazê-la através do botão na alavanca do câmbio, quando estiver dirigindo em modo S (esportivo). A transmissão automática que o Fusion oferece é bastante suave e as trocas são praticamente imperceptíveis.

Para completar a linha, entre maio e junho a Ford irá trazer ao Brasil o Fusion Hybrid, com motor elétrico 2.0.

* Viagem feita a convite da Ford

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Nova Ford Ranger tira o posto da Nissan Frontier de picape mais forte do mercado

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Versão 3.2 diesel da Ford Ranger pode ser manual ou automática de seis velocidades, enquanto a 2.5 flex tem câmbio mecânico de cinco marchas (Fotos: Divulgação)

Versão 3.2 diesel da Ford Ranger pode ser manual ou automática de seis velocidades, enquanto a 2.5 flex tem câmbio mecânico de cinco marchas (Fotos: Divulgação)

As picapes que já estavam incomodadas com o apelido de “pôneis malditos” dado a seus motores, por trazerem um conjunto de cavalaria menos potente que a Nissan Frontier, têm agora mais um motivo para se sentirem intimidadas. A estreia da nova Ford Ranger com motor a diesel de cinco cilindros oferece a maior potência da categoria, 200 cavalos, enquanto sua concorrente japonesa, que era até então a mais forte do seguimento, traz 190 cv.

Ford Ranger tem ângulo de entrada de 28° e 26° de saída

Ford Ranger tem ângulo de entrada de 28° e 26° de saída

Enquanto a adversária Frontier tem torque de 45,8 kgfm a 2.000 rpm, o propulsor do Ford gera 47,92 kgfm entre 1.750 e 2.500 rpm. A picape tão esperada pelo mercado traz três tipos de motores: 3.2 diesel, 2.5 flex e 2.2 diesel, porém esta última é exclusiva para frotistas. Há quatro linhas de acabamentos (XL, XLS, XLT e Limited, na ordem crescente) e o veículo oferece configurações 4×2, 4×4, com cabine simples ou dupla, além de opção de câmbio manual e automático de seis velocidades para a versão 3.2. Neste último quesito a Volkswagen Amarok ganha, já que sua versão topo de linha tem transmissão automática de oito velocidades.

Capacidade de imersão da picape é de 80 centímetros, de acordo com a marca

Capacidade de imersão da picape é de 80 centímetros, de acordo com a marca

Durante o lançamento da picape, a Ford ofereceu test drive de aproximadamente 80 km aos jornalistas do setor. O motor se mostrou realmente mais forte que seus concorrentes e encarou os desafios propostos pela montadora sem nenhum susto. Apesar do modelo ser a diesel, não é uma picape barulhenta. A configuração testada foi a topo de linha manual Limited (tanto a versão manual quanto a Limited chegará no País, mas não nesta combinação), de cabine dupla, e ela enfrentou estrada e trechos off road oferecendo sempre confiança ao motorista.

Versões Limited e XLT têm tampa da caçamba cromada e com chave

Versões Limited e XLT têm tampa da caçamba cromada e com chave

Ao ser submetida a subidas íngremes, a picape mostrou toda sua força, além de entrar em trechos com bastante água sem se afogar. Sua capacidade de imersão é, de acordo com a fabricante, de 80 centímetros. A tração reduzida colaborou muito nas ladeiras, assim como o controle eletrônico de descida.

Picape traz motor de até 200 cavalos (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

Picape traz motor de até 200 cavalos (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

As picapes de cabine simples e dupla possuem as mesmas dimensões de tamanho em relação ao comprimento (5,35 metros), largura total com espelhos (2,16 m) e entre-eixos (3,22 m). Porém, a altura do veículo de cinco lugares (1,84 m) é 4 centímetros mais alta do que a que cabe menos pessoas. Os retrovisores do veículo são grandes e proporcionam ótima visibilidade ao motorista.

Ranger parte de R$ 61.900

Ford Ranger parte de R$ 61.900 (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

Nova plataforma - A intenção da Ford foi de reinventar a Ranger. A plataforma da picape é totalmente nova e o projeto global custou U$ 1,1 bilhão, o que é, de acordo com a montadora, um dos maiores investimentos feitos pela marca. “A suspensão foi preparada para atender o mundo inteiro”, afirma o diretor de desenvolvimento da Ford, Milton Lubraico. Realmente a picape se revelou eficaz neste departamento durante testes realizados pela reportagem. Bem acertada, ela se manteve estável mesmo em trechos com buracos. Quem senta atrás no carro de cabine dupla, porém, sofre um pouco mais com as chacoalhadas inevitáveis que a Ranger transmite em percursos sinuosos.

Volante tem regulagem de altura, mas não de profundidade

Volante tem regulagem de altura, mas não de profundidade

Apesar do balanço maior, os passageiros do banco traseiro são beneficiados pelo excelente espaço interno disponível para as pernas (90 cm). O assento do motorista é confortável e ergonômico, mas a alavanca de ajuste da lombar é frágil e dá a impressão de que pode ser quebrada facilmente. Na unidade avaliada, o descanso de braço para os passageiros que sentam atrás ofereceu bastante resistência e não conseguiu ser puxado para fora.

Tração pode ser modificada através de um botão

Tração pode ser modificada através de um botão

No geral, o acabamento da Ranger agrada e atende a sua proposta. Mesmo que a picape ofereça bastante força e seja imponente, seu design lembra muitas vezes um carro de passeio internamente. O painel não é tão refinado quanto o da Chevrolet S10, mas não é tão robusto quanto o da Frontier. A tela de LCD onde o GPS está exposto é um pouco voltada para baixo, o que dificulta (de leve) a visibilidade do motorista ao checar os dados. Por fora, os traços ficaram mais interessantes. As linhas laterais são ascendentes e o para-brisa é bastante inclinado, o que ajuda na aerodinâmica, segundo a montadora.

Principais concorrentes listadoss pela Ford são: Chevrolet S10, Mitsubishi L200, Nissan Frontier, Toyota Hilux e Volkswagen Amarok

Principais concorrentes listadoss pela Ford são: Chevrolet S10, Mitsubishi L200, Nissan Frontier, Toyota Hilux e Volkswagen Amarok

A versão flex parte de R$ 61.900. O modelo mais caro da picape é a Limited 4×4 automática, que custa R$ 130.900. Ela sai de fábrica com trio elétrico, air bags, ar-condicionado digital de dupla zona (que poderia ter também saídas de ar para os passageiros de trás), freios ABS com EBD (Controle Eletrônico de Estabilidade), câmera de ré, faróis de neblina e piloto automático, entre outros itens. Todas as configurações têm três anos de garantia sem limite de quilometragem.

Consumo na estrada da versão 3.2 a diesel é de 12,8 km/l, de acordo com a montadora

Consumo na estrada da versão 3.2 a diesel é de 12,8 km/l, de acordo com a montadora

A Ford anunciou que começará a vender a Ranger em agosto deste ano, porém ainda não divulgou qual é a expectativa de venda para a picape.

* Viagem feita a convite da marca

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Em versões topo de linha, Amarok e S10 se enfrentam

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Chevrolet S10 e Volkswagen Amarok têm a mesma potência: 180 cv (Fotos: Sergio Castro/AE)

Chevrolet S10 e Volkswagen Amarok têm a mesma potência: 180 cv (Fotos: Sergio Castro/AE)

Quase dois anos após seu lançamento no País, a Volkswagen Amarok ganhou versão com câmbio automático. A qualidade da caixa de oito marchas compensou a espera. Disponível na configuração Highline da cabine dupla, tabelada a R$ 135.990, a novidade chega para disputar espaço no topo do segmento de picapes médias, cuja líder é a Chevrolet S10 - que acaba de mudar de geração e tem tabela de R$ 135.250 na versão mais refinada, LTZ.

Neste duelo, apesar de vir com motor mais forte e ter melhorado bastante em relação à geração anterior, a S10 não conseguiu superar a Amarok. A VW tem melhores desempenho, suspensão e câmbio.

Acerto de suspensão da Amarok é impecável

Acerto de suspensão da Amarok é impecável

As duas trazem motores de quatro cilindros a diesel em conformidade com as novas normas de emissões. O propulsor argentino da Amarok tem 2 litros de cilindrada e usa dois turbos para entregar 180 cv. O 2.8 da S10, que é feita em São José dos Campos, no interior paulista, traz uma só turbina e também gera 180 cv. A diferença está no torque, maior na picape Chevrolet e que lhe dá desempenho mais “bruto”.

Amarok traz sistema de tração 4×4 permanente

Amarok traz sistema de tração 4×4 permanente

Embora menos poderosa, a Amarok supera a rival no conjunto. Sua direção tem relação “de automóvel”: é rápida e precisa. A da S10, típica de utilitários, é lenta e demanda grande movimento para alterar a trajetória.

Na terra, a Amarok continua à mão e é bastante ajudada pelo sistema de tração 4×4 permanente (na S10 o recurso é acionado por botão no console). Em situações normais, a força é dividida entre os eixos em 60% atrás e 40% na frente.

Assim como a rival, a S10 traz motor de quatro cilindros a diesel

Assim como a rival, a S10 traz motor de quatro cilindros a diesel

Dependendo das condições do piso, o traseiro pode receber até 80%. E o dianteiro, 60%. Basta virar o volante e a Volkswagen aponta para a direção desejada, sem surpresas. A rival tem maior tendência a sair de frente.

O acerto de suspensão da Amarok é impecável. Assim como a S10, é pouco incomodada pelas irregularidades do piso. Sua vantagem é conter melhor a movimentação da carroceria em curvas (a Chevrolet inclina mais).

Na S10 a tração é acionada através de um botão no console

Na S10 a tração é acionada através de um botão no console

Com duas marchas a menos, o câmbio da S10 é mais longo que o da VW. À mesma velocidade, permite ao motor trabalhar em menor giro. Desagrada o fato de a caixa pular para neutro quando o motorista para de acelerar.

Ainda no fim deste semestre está prevista a chegada da Ford Ranger, concorrente das duas picapes.

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Mais de 40 carros chegam às ruas brasileiras neste ano

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O ano novo está apenas começando, mas quando 2012 terminar, mais de 40 “caras novas” estarão nas ruas das cidades brasileiras, número que inclui modelos inéditos, atualização de gerações e reestilizações. As duas maiores marcas americanas, Ford e GM, devem se destacar, ofuscando Fiat e VW.

As marcas ianques começam a chamar a atenção já neste mês, com a apresentação das próximas gerações de suas picapes médias, Ranger e S10, respectivamente. Haverá ainda frutos de novas fábricas, como as que Toyota e Hyundai estão construindo no interior de São Paulo.

A alta do IPI para importados adiou, mas não cancelou, os planos de algumas empresas, como a BMW. Uma das estreias esperadas é a da chinesa Great Wall. Confira parte do que está por vir.

CHEVROLET

versão hatch do Cruze (Fotos: Divulgação)

Versão hatch do Cruze (Fotos: Divulgação)

Serão quatro lançamentos importantes no decorrer deste ano. A agenda começa nos próximos dias, com a apresentação da nova geração da picape S10. Seu derivado, o utilitário-esportivo Blazer, será lançado no segundo semestre. Antes, em meados do ano, virão dois automóveis. O Sonic, que deverá ser feito no México, vai brigar com compactos como o Fiat Punto. A versão hatch do Cruze tem a missão de suceder o Vectra GT, assim como ocorreu com o sedã.

FORD

Picape Ranger

Picape Ranger

Ao lado da Chevrolet, promete se destacar em 2012. Terá novas gerações de três carros. Um deles é o próximo EcoSport, que está sendo revelado hoje, em Brasília, e deve chegar às lojas do País no meio do ano. Também estão na fila a picape argentina Ranger e a renovada linha Focus.

TOYOTA

Toyota Prius

Toyota Prius

Sem um novo modelo de impacto há muitos anos, a japonesa terá no segundo semestre sua grande aposta para o Brasil, o Etios, nas versões hatch e sedã. A linha será produzida em Sorocaba. Antes dele vem o híbrido Prius. Outras estreias serão a próxima geração do Camry e as versões flexíveis da Hilux e do Hilux SW4.

VOLKSWAGEN

Passat CC

Passat CC

A alemã terá um ano ?insosso?. O ponto alto de 2012 será a reestilização do Gol (que deve ganhar versão de duas portas) e de seus derivados, o sedã Voyage e a picape Saveiro. Dos importados há o Passat CC , cujo visual ficou em dia com o do sedã e da perua. Há chance de a próxima geração do Beetle vir em 2012.

MERCEDES-BENZ

Classe B

Classe B

O modelo mais esperado da Mercedes é a segunda geração do Classe B, que passará a ser o carro de entrada da marca até a chegada do Classe A, em 2013. O monovolume virá no primeiro semestre. Outra estreia da marca é o SLS Roadster AMG.

MINI

Roadster

Roadster

O sexto integrante da marca inglesa controlada pela BMW chega ao mercado nacional no primeiro trimestre. Trata-se do Roadster, que é o primeiro conversível de dois lugares da Mini. Ele virá com o motor 1.6 turbo de 184 cv de potência.

KIA

Optima

Optima

O destaque da sul-coreana será o Optima, sucessor do Magentis. O sedã deveria ter chegado no ano passado, mas atrasou por causa da alta do IPI. Ele trará motor 2.4 de 180 cv e vai brigar com o Hyundai Sonata até no preço, na mesma faixa: R$ 110 mil. Outra estreia da Kia será o hatch Rio.

FIAT

Fiat vai investir na renovação do Palio

Fiat vai investir na renovação da família Palio

Depois de fazer barulho em 2011, quando completou uma década na liderança de mercado e 35 anos de Brasil, a Fiat deverá ser mais “tímida” em 2012. A marca vai investir na renovação da família Palio, iniciada em novembro com o hatch: serão lançadas as próximas gerações de Siena, Strada e Palio Weekend.

HONDA

Honda CR-V

Honda CR-V

Desde meados de dezembro é possível encomendar a nona geração do Civic, que começa a ser entregue este mês. Entre março e abril chegará o CR-V, que recebeu renovação visual. O jipe vai continuar sendo importado do México e manterá o motor 2.0, a gasolina, que gera 150 cv de potência.

PEUGEOT/CITROËN

Citroën C3

Citroën C3

Serão oito lançamentos das marcas do Grupo PSA, número que inclui versões de carros que já estão nas lojas. Da Peugeot, neste mês deve chegar o 408 com o motor 1.6 turbo de 156 cv. Em março será lançado o 308, sucessor do hatch 307. Da Citroën, a nova geração do C3 é o maior destaque.

RENAULT/NISSAN

Clio será reestilizado

Clio, da Renault, será reestilizado

As duas marcas da aliança franco-nipônica se destacaram em 2011, mas neste ano terão participação discreta em termos de lançamentos. Da Renault, haverá reestilizações do veterano Clio e dos sedãs Logan e Symbol. A Nissan vai investir em novas versões de modelos atuais e deve lançar o próximo Pathfinder.

GRUPO CHRYSLER

Dodge Durango

Dodge Durango

O Compass, nova opção de entrada da Jeep, estava nas autorizadas, desde dezembro, mas só começa a ser entregue agora, com preço abaixo de R$ 100 mil. Em seguida virá o sedã Chrysler 300 com propulsor V6 Pentastar. Em meados do ano esse motor estará também no Dodge Durango.

OUTRAS JAPONESAS

Da Mitsubishi, a linha Lancer com motor 2.0 de 160 cv passa a ser feita no Brasil no fim do ano. A Suzuki também vai nacionalizar o jipinho Jimny, que atualmente é importado do Japão. Já a Toyota prepara o relançamento da Lexus, sua marca de luxo. Terá autorizadas exclusivas e vai ampliar a oferta de modelos.

Suzuki vai nacionalizar o jipe Jimny

Suzuki vai nacionalizar o jipe Jimny

BMW

Série 3

Série 3

A atração da BMW em 2012 será a próxima geração do Série 3, que chega em maio com as versões 328i (R$ 198 mil) e 335i (R$ 341 mil). A mais em conta, 320i, deverá ser lançada apenas no segundo semestre e ainda não tem preço definido. Também virão o Série 1M Coupé e o Série 6 Cabriolet.

HYUNDAI

Azera

Azera

O compacto que será produzido na nova fábrica da marca em Piracicaba (SP), fruto do projeto HB, chega no fim do ano. O ?time? dos importados também terá bons representantes em 2012. Dois modelos de sucesso da marca, o i30 e o Azera virão em nova geração. O sedã deverá custar mais de R$ 100 mil.

AUDI

Jipe compacto Q3, da Audi

Jipe compacto Q3, da Audi

A marca alemã anunciou que terá 15 novidades neste ano. A principal, prevista para chegar em abril, é o jipe compacto Q3, que terá motor 2.0 turbo e brigará com o X1, BMW mais vendido no País. Entre as outras estreias estão as versões esportivas S5, S6, S7 e S8, além do TT RS.

OUTRAS CHINESAS

Picape Wingle, um dos modelos que a Great Wall trará para o Brasil no segundo semestre

Picape Wingle, um dos modelos que a Great Wall trará para o Brasil no segundo semestre

A Chery pretendia lançar o S18 e o Fullwin no ano passado, mas a alta do IPI a fez mudar os planos. O primeiro virá nos próximos dias por cerca de R$ 32 mil. O outro chegará até junho. Já a Great Wall estreia no segundo semestre. Trará quatro modelos ao Brasil: o jipe Haval, a picape Wingle, o sedã Voleex C30 e o hatch C20R.

JAC

Hatch J2

Hatch J2

A chinesa que começou a atuar no País no ano passado tem dois lançamentos confirmados para 2012. Um é o sedã médio J5, que chegaria em outubro, atrasou e virá nos próximos meses. Por causa da alta do IPI, seu preço deverá ficar acima dos R$ 55 mil previstos inicialmente. O hatch J2 estará las lojas no segundo semestre.

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