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Saiba como evitar ser assaltado no trânsito

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Com a violência urbana, ficar preso no trânsito e dirigir em lugares desertos pode causar medo em muitas pessoas. Quem está distraído se torna uma vítima ainda mais vulnerável aos olhos dos criminosos. Para minimizar os riscos de enfrentar uma situação desagradável como um assalto, conversamos com o especialista em segurança pública e privada Jorge Lordello, que indicou algumas estratégias preventivas. Confira aqui dicas de como se proteger ao conduzir seu carro.

Faixa da esquerda é uma das posições em que o motorista está mais vulnerável (Fotos: Divulgação)

Faixa da esquerda é uma das posições em que o motorista está mais vulnerável (Fotos: Divulgação)

Veículo protegido

Faça um check list para se certificar de que seu carro está seguro. Travar as portas pode ajudar a prevenir que o criminoso as abram. “Nem todo assaltante está armado. Se não estiver e tentar abrir o veículo para pegar um pertence, vai obter sucesso”, diz Lordello.

Vidros levantados e com película de proteção inibem a aproximação de suspeitos. “Ao planejar um assalto, o ladrão faz uma pré analise do risco. O criminoso quer saber quantas pessoas estão dentro do carro, se é homem ou mulher, e a janela fechada oferece menor visibilidade”, afirma o especialista.

De acordo com Lordello, motoristas que estiverem sozinhos no carro apresentam mais chances de sofrerem este tipo de crime do que se estiverem acompanhados. Já as mulheres são as vítimas preferidas de assaltantes, pois elas costumam carregar objetos de valor em suas bolsas, como carteira, celular, óculos, tabletes. “De uma maneira rápida, o ladrão furta objetos caros de uma só vez”, diz.

Celular no painel, bolsa em cima do banco e blusas expostas podem chamar a atenção de quem passa do lado do carro, portanto devem estar sempre escondidos, para que não despertem o interesse de alguém mal intencionado.

Ao comprar um carro, a sugestão do especialista é de que se cheque com o corretor de seguros a tabela de sinistralidade para verificar quais são os modelos mais roubados na área em que o comprador mais frequenta. Além do seguro ser mais barato, desta maneira o veículo escolhido não sofre tanto riscos quanto os mais visados.

Ruas com trânsito

Ao parar em um semáforo, algumas posições colocam o motorista em mais riscos que outras. Para minimizar as chances do crime acontecer, Lordello recomenda que o condutor pare em lugares estratégicos. “O assaltante tem menos de um minuto para avaliar quem será a vítima e agir, portanto fica mais fácil para ele abordar as duas faixas da frente e toda a lateral esquerda”. Ao condutor escolher outra posição, ele diminui de 80 a 90% as chances de sofrer um assalto, de acordo com o especialista.

Permanecer colado no veículo da frente também não é uma boa ideia. “O criminoso gosta que o motorista encoste seu carro no veículo dianteiro, pois assim ele fica imobilizado, não tem para onde fugir”, garante Lordello. O ideal é parar em uma distância em que o condutor possa ver os pneus do próximo automóvel. Assim, segundo o profissional, o piloto mostra ao assaltante que está pensando em segurança, o que pode inibir um ataque.

Se aproximar do carro que está à esquerda também é uma tática de segurança sugerida pelo especialista. “O assalto normalmente acontece pelo lado do motorista. Ao bloquear a passagem, o agressor não tem como ter acesso à porta do condutor”, diz o especialista.

Ao observar que o semáforo está fechando, diminua a velocidade para não precisar ficar com o carro parado

Ao observar que o semáforo está fechando, diminua a velocidade para não precisar ficar com o carro parado

Vias desertas

“Quando o assaltante aborda um motorista em rua movimentada, ele, provavelmente, quer somente os pertences da vítima. Já nas vias desertas, é possível que ele queira o carro”, informa Lordello. É preciso, portanto, permanecer atento na hora de parar em um semáforo, principalmente à noite. “Muitos acreditam que a melhor estratégia é ultrapassar o vermelho, mas, para isso, é preciso quase parar o carro completamente para observar se vem um automóvel do outro lado. Se, por ventura, o cruzamento estiver movimentado, o condutor terá que esperar parado, o que não é uma boa ideia”, diz. A recomendação do especialista é de que se diminua a velocidade ao avistar o sinal fechado e então acelere quando o verde ficar disponível. Neste caso, o ponto morto do carro não é acionado, ele continua em movimento.

Nunca reaja!

Se, apesar de todos os cuidados, houver um assalto, a vítima nunca deve reagir. “Quem está assaltando está mais nervoso que a vítima”, lembra Lordello. De acordo com pesquisas realizadas pelo especialista, somente 0,08% das vítimas morrem durante o furto. A intenção do criminoso, segundo o profissional, é levar os pertences, por isso é preciso colaborar para não se machucar.

“Durante o crime, é preciso que a vítima não faça movimentos bruscos e narre todos os seus passos, como destravar a porta, alcançar a bolsa e tirar o cinto, por exemplo”, ressalta Lordello. Se o motorista mantiver o carro engatado e for abordado, ele pode esquecer e deixar que o carro dê um tranco involuntário, o que pode assustar o bandido. “Quem dirige com atenção, sem perder o foco com celulares e maquiagem, atento ao que acontece à sua volta, diminui muito o risco de ser assaltado”, finaliza.

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Chevrolet Cruze é o carro mais seguro contra furto, afirma Cesvi

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O índice divulgado pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) mostrou que o Chevrolet Cruze (foto) é o veículo mais seguro e difícil de furtar. De cinco estrelas, o Cruze possui 4,5. Na segunda posição está o Ford Ka, com 3,5.

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Chevrolet Cruze é o carro mais difícil de ser furtado, de acordo com o Cesvi (Foto: Agência Estado)

Chevrolet Cruze é o carro mais difícil de ser furtado, de acordo com o Cesvi (Foto: Agência Estado)

Nas últimas posições, que trazem os veículos mais vulneráveis, estão o Jac J6 e o Chery QQ, ambos com meia estrela.

Segundo a entidade, o objetivo do índice é classificar os veículos quanto a dispositivos de segurança e nível de dificuldade de invasão.


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Motociclista: Veja dicas para garantir a segurança no trânsito

Motociclista: Veja dicas para garantir a segurança no trânsito

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Pilotar uma moto exige perícia e atenção, especialmente no trânsito caótico das grandes cidades, que aumenta o risco de o motociclista sofrer um acidente. “É preciso saber reagir diante de várias e inesperadas situações”, afirma o instrutor do Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH) Robson Sigrist Clauss.

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“Deve-se conhecer técnicas, ter precisão nos movimentos, cautela e atenção”, explica o especialista. Ele ressalta a importância de o motociclista utilizar vestuário adequado, de modo a ficar visível aos motoristas. ”Roupas de cores claras, como amarelo, laranja e branco, facilitam a visualização tanto durante o dia quanto à noite”, explica. Ele lembra que é importante fugir dos chamados pontos cegos, locais em que o motorista não consegue enxergar a motocicleta, mesmo com a ajuda do espelho retrovisor.

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Sinalizar a manobra que vai ser realizada é obrigatório. Isso permite que os motoristas e outros motociclistas antecipem alguma reação para evitar acidentes. “A capacidade de decisão também é fundamental para uma condução segura.”

Em uma ultrapassagem, por exemplo, ao decidir fazer a manobra, ela deve ser executada com firmeza e rapidez e dentro dos limites de velocidade estipulados para a via. “Em cruzamentos, deve-se diminuir a velocidade e redobrar a atenção. Ajuda se a frenagem sempre for feita com os ‘três’ freios: motor, traseiro e dianteiro”, afirma Clauss.

O instrutor de pilotagem da Motoschool Gian Calabrese afirma que fazer a manutenção periódica da moto garante o bom funcionamento do conjunto e a segurança do motociclista. “É fundamental observar os intervalos adequados de check-up para manter o bom desempenho de cada componente.”

Calabrese recomenda que, antes de utilizar a moto, o condutor inspecione, todos os dias, o funcionamento das luzes de freio, piscas, lanterna, farol e painel, buzina, alavanca da embreagem, freios e pneus. “Em uma blitz, problemas nessas peças são considerados infração média, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, sujeito a multa.”

Outro item importante é o nível do óleo do motor.”É o elemento que mais afeta o desempenho e a durabilidade do motor. Caso esteja abaixo do indicado, deve-se completar com o tipo específico para o modelo ou efetuar a troca completa.”

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Carros terão piloto automático em até dez anos para reduzir mortes no trânsito

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Imagine-se voltando da viagem do feriado prolongado de Corpus Christi: trânsito congestionado, cansaço e sonolência. Você aperta um botão e o piloto automático assume a direção durante parte do trajeto. A cena, hoje futurística, será real num período de seis a dez anos, quando tecnologias similares àquelas adotadas pela aviação vão estar disponíveis nos automóveis.

Protótipos de sete veículos automatizados com diferentes funcionalidades foram testados na semana passada na cidade sueca de Boras, vizinha a Gotemburgo. Um consórcio formado por 17 montadoras, fabricantes de autopeças, centros de pesquisas e universidades, com patrocínio da União Europeia, passou três anos e meio trabalhando num projeto para tornar a mobilidade veicular mais segura.

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Ao todo, foram investidos 28 milhões no projeto que envolveu quatro automóveis, dois caminhões e um ônibus. Entre as principais conclusões está a de que a máquina comete menos erros que o ser humano. Segundo pesquisas, 90% dos acidentes de trânsito ocorrem por erro do motorista, 30% pelas condições das estradas e 10% por problemas nos veículos. Alguns índices se sobrepõem.

Diante do desafio, o consórcio denominado HAVEit (sigla em inglês para Highly Automated Vehicles for Intelligent Transport ou Veículos Altamente Automatizados para Transporte Inteligente) criou novas tecnologias e juntou-as a outras já existentes para tornar o automóvel mais seguro e mais confortável e, com isso, reduzir o índice de mais de 1,2 milhão de mortes por ano em acidentes de trânsito no mundo. Também foram desenvolvidos sistemas para reduzir emissão de poluentes.

O sistema apresentado pela Volkswagen permite acionar o piloto automático temporariamente em situações de congestionamentos em estradas ou longas distâncias em linha reta, quando o dirigir torna-se monótono.

O motorista tem três opções. Um é acionar um sistema de assistência que informa a distância dos carros da frente e obstáculos e avisa se o motorista ultrapassou a faixa de segurança da pista. Outro é semiautomático, em que o condutor controla o volante, mas não usa os pés para frear ou acelerar o carro. O terceiro é o sistema altamente automático, em que ele tira as mãos do volante e o carro segue o trajeto numa velocidade de até 130 quilômetros por hora.

Responsabilidade. “Não é um carro robotizado, o motorista mantém responsabilidade de condução e está sempre no controle”, adverte Jürgen Leohold, diretor executivo do grupo de desenvolvimento da Volkswagen. Ou seja, o sistema ainda não permite que o condutor leia jornal ou durma enquanto o piloto automático estiver acionado. Uma câmara instalada no veículo detecta a distração do condutor e o programa computadorizado chama sua atenção.

Segundo Leohold, o carro totalmente automatizado, que pode percorrer longas distâncias sem intervenção do motorista e pode circular por vias urbanas “é para o futuro mais distante, daqui a uns 20 anos”. Já o altamente automatizado pode estar nas ruas em “seis a dez anos”, ao menos da Europa. “O custo é muito alto”, admite o executivo, sem revelar números.

Um carro sem piloto está sendo testado pelo Google. A Volkswagen apresentou, há quatro anos, uma experiência similar nos Estados Unidos em que o veículo percorreu um trajeto de seis horas sem controle humano. Mas são experiências específicas, com soluções inviáveis para produção em série.

Os sistemas apresentados pelo HAVEit podem ser adotados em veículos de diversos fabricantes. Dos quatro automóveis usados para testes por um grupo de jornalistas na última terça-feira, dois eram Passat Volkswagen e dois sedãs Volvo. Eles têm sistemas similares, mas com aplicações diferenciadas. Também foram apresentados dois caminhões e um ônibus da Volvo, adaptados com tecnologias criadas por empresas como Continental (câmaras e radares), Haldex (freios elétricos), Sick (scanners a laser), Efkon (sistemas de comunicação) e softwares do Centro Espacial da Alemanha (DLR).

As novas tecnologias foram associadas às já disponíveis em alguns veículos, como sistemas que mantêm distância segura do veículo à frente, que avisam se o motorista sai da faixa da rodovia, se está com sono, alcoolizado ou a presença de veículos nas laterais, como forma de evitar o ponto cego.

Para caminhões, o piloto automático pode ser adotado apenas nos congestionamentos. A Volvo Technology desenvolveu um sistema chamado AQuA que, se acionado, controla os movimentos do veículo. Ele para quando necessário e segue o fluxo do tráfego. Quando detecta que o movimento voltou ao normal, avisa o motorista para reassumir o controle.

No caso do ônibus, toda a tecnologia para segurança foi agregada à híbrida, resultando num veículo menos poluente.

INFRAESTRUTURA - Desenvolvidos para as estradas europeias, os sistemas precisarão de avanços para rodar em regiões menos desenvolvidas, como estradas brasileiras deterioradas. “Certamente teremos de trabalhar nisso, pois alguns dos sistemas precisam de infraestrutura para funcionar, como as faixas no chão”, diz Achim Beutner, especialista em automação da Volvo.

“Somos empresas globais, vemos pela perspectiva europeia, mas precisamos adaptar os projetos a cada realidade”, acrescenta Malin Persson, presidente da Volvo Technology. Ela lembra que os países em desenvolvimento apresentam tráfego cada vez mais intenso. “Há diferentes desafios para cada realidade, mas o propósito é único: morte zero no trânsito”, diz a executiva.

Para Francisco Ferreira, diretor da Comissão Europeia para a área de transporte, atingir morte zero é idealista, mas “precisamos diminuir os índices o máximo que conseguirmos pois a morte por acidente no trânsito é estúpida”.

Em outubro, os membros do HAVEit vão se reunir para debater formas de implementação das novas tecnologias. Ferreira defende ações políticas por país e sugere a redução de impostos para veículos com automação voltada à segurança. A ideia é preparar, no encontro, um plano de adoção dos sistemas de segurança para o período de 2014 a 2020.

Equipamentos de segurança para carro movimentam indústria

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A obrigatoriedade de instalação de sistemas de segurança nos automóveis brasileiros, especialmente air bags, freios ABS e rastreadores, movimenta a indústria de componentes e as montadoras. Este ano, 15% dos carros novos produzidos no País e importados precisam ter ABS e airbag para motorista e passageiro. Em 2012, essa fatia sobe para 30%, vai a 60% no ano seguinte e atinge a totalidade em 2014.

A Takata Petri, maior fornecedora local de airbags, passará de uma produção anual de 800 mil peças para até 6 milhões. Amanhã, a empresa lança a pedra fundamental de uma fábrica que produzirá bolsas para air bag em San José, no Uruguai, projeto orçado em US$ 10 milhões e com 100% da produção destinada ao Brasil.

Air bag da Takata será feito com bolsa vinda do Uruguai (Clayton de Souza/AE)

Air bag da Takata será feito com bolsa vinda do Uruguai (Clayton de Souza/AE)

Hoje as peças vêm do México, da Romênia e das Filipinas. Segundo Airton Evangelista, vice-presidente da Takata, a unidade entrará em operação no início de 2012, com capacidade para 7 milhões de peças ao ano, das quais 6 milhões serão usadas na produção de air bags na fábrica de Jundiaí (SP)e o restante deverá ser vendido a terceiros.

O executivo calcula que Brasil e Argentina vão produzir, juntos, cerca de 5 milhões de veículos a partir de 2014. E, no caso do Brasil, a obrigatoriedade aprovada em lei em 2009 é de instalação de airbag duplo (para motorista e passageiro), o que dá uma ideia do potencial de mercado.

“Queremos manter nossa participação atual, de 50% das vendas”, diz. A outra metade é importada pelas próprias montadoras e pela TRW - que, desde 2008, estuda a montagem local, agora prometida para 2012. A Autoliv  também detém pequena fatia de vendas, com bolsas montadas com itens importados.

A Takata escolheu o Uruguai porque o custo de produção é menor, diz Evangelista. Para importar o tecido usado nas bolsas, a taxa de importação no Brasil é de 26%. Lá, “é quase zero”. Os salários são em média 10% mais baixos e os encargos sociais, 37% inferiores. Quando operar a plena capacidade, a fábrica terá entre 500 e 600 funcionários.

Em Jundiaí, onde também são produzidos volantes e cintos de segurança, a Takata vai investir US$ 25 milhões em novos equipamentos e ampliação de prédios. Outros US$ 10milhões serão gastos em um centro tecnológico, que deve ficar pronto em dois anos. Hoje, grande parte da engenharia de produtos é desenvolvida nos EUA, Alemanha e Japão.

O grupo também tem uma unidade em Piçarras (SC), que produz cadarços para cintos, e outra em Mateus Leme (MG), que faz volantes. Evangelista não descarta uma quinta filial no Nordeste.

PRODUÇÃO - A Bosch, única fabricante de freios ABS na América do Sul, vai mais que triplicar a produção nos próximos três anos, além de nacionalizar o motor do equipamento. Inaugurada em Campinas (SP) em 2007, a fábrica de ABS opera com duas linhas de montagem e está perto do limite da capacidade de 650 mil módulos por ano. No início de 2012, a empresa inaugura uma terceira linha, com produção adicional de 800 mil peças e, dois anos depois, outra linha para mais 800 mil peças.

Segundo o gerente de vendas e marketing da Bosch para a América Latina, Carlo Gibran, o sistema que será produzido a partir do próximo ano é mais avançado que o atual. “Tem maior capacidade de processamento, é mais aprimorado, mais leve e entre 10% a 15% mais barato”, diz. O preço do ABS hoje é metade do que era há cinco anos, calcula Gibran.

“Há produto sendo vendido a R$ 790 como opcional.” Hoje, todos os componentes do ABS são importados e a Bosch faz a montagem e a usinagem do bloco de alumínio. Com o cenário de ampliação de demanda, a empresa decidiu produzir localmente o motor do sistema antibloqueio de frenagem e estuda a nacionalização de outros itens.

Segundo Gibran, o índice de nacionalização do ABS hoje é de 20% a 25%, fatia que irá a mais de 60%, o que permitirá a exportação do componente. O valor do investimento no projeto ainda não foi anunciado.

A Delphi está ampliando a produção de módulos eletrônicos para air bags e ABS e já tem pronto um sistema de rastreamento integrado que dificulta fraudes. No caso do rastreador, ainda não há data para o início da obrigatoriedade por questões de infraestrutura, como as antenas de transmissão de dados.

MODELOS NOVOS ADAPTADOS; ANTIGOS SAIRÃO DE LINHA -A maioria dos novos modelos desenvolvidos pelas montadoras já está preparada para receber como itens de série air bags, freio ABS e rastreador, hoje oferecidos, em grande parte, como opcionais. Os automóveis já em produção terão seus projetos alterados para se adaptarem à exigência.

Os mais antigos, como Mille, Classic e Kombi devem sair de linha, pois os custos para a introdução dos sistemas de segurança não são viáveis. No caso da Kombi, a Volkswagen busca uma solução mas, segundo fontes, ainda não encontrou uma alternativa viável. Uma das preocupações das fabricantes é como custo.

De acordo com cálculos das empresas, os três itens devem encarecer o preço final do carro entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil, o equivalente hoje a mais de 10% do valor de um modelo popular. Uma alternativa defendida pelas empresas é a desoneração de impostos para itens de segurança. A maior escala produtiva também ajudará a reduzir preços.

“Não somos contra a instalação de itens de segurança, mas nos preocupamos com os custos”, diz o diretor da Ford, Rogelio Golfarb. Ele lembra que o setor já enfrenta uma escalada nos custos e, por causa da competição, inclusive com produtos importados, não tem repassado aumentos aos consumidores.

Segundo o executivo, em 2010 a inflação medida pelo IPCA foi de 5,9%, enquanto os preços médios dos carros novos, seguindo o mesmo índice, tiveram queda de 1%. O diretor da Ford lembra ainda que há uma pressão governamental para a diminuição do consumo de combustíveis e de emissão de poluentes, ações que podem ser obtidas, em parte, com a redução do peso dos carros.

“Ocorre que a introdução desses itens de segurança aumenta o peso do veículo, o que nos coloca uma necessidade de investir mais no desenvolvimento de tecnologias que atendam todas as exigências”, ressalta.

Segundo Golfarb, os modelos da Ford já estão preparados para receber air bag e ABS, hoje vendidos como opcionais. A empresa importa as bolsas infláveis dos Estados Unidos e o sistema inteligente de frenagem da Bélgica.

REGRAS - Para Vagner Galeote, presidente da SAE Brasil, em termos de tecnologia da segurança “o Brasil está se igualando às montadoras globais”. Mas alerta que o motorista brasileiro “ainda tem muito a aprender”, pois nenhum equipamento pode evitar acidentes se o condutor não seguir regras. “A segurança é uma combinação de infra estrutura, veículos e condutor”.

Do total de modelos vendidos pela Renault no País, 25,3% são equipados com air bag - hoje importados, mas a partir do fim do ano serão adquiridos da Takata - 20,2% com ABS, fornecidos pela Bosch. O modelo Clio, o mais barato da marca, não tem nenhum dos dois itens. Já o sedã médio Fluence, que começou a ser vendido em março, já vem de fábrica com os dois sistemas em 100% da produção.

Como opcional, a Renault disponibiliza um kit composto por dois air bags frontais, freio ABS, volante revestido em couro e terceiro apoio de cabeça traseiro ao preço de R$ 2,65 mil.




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