
Rav4 é oferecido nas opções 4x2 e 4x4. Os modelos com tração nas quatro rodas podem ser identificados pelo friso cromado na grade dianteira (Fotos: Divulgação)
A retirada do estepe da tampa do porta-malas não foi a única mudança que a quarta geração do Toyota RAV4 recebeu. O utilitário esportivo que estreou no Brasil em 1999 chegará às lojas em junho deixando o motor 2.4 para trás. O modelo passa a oferecer duas novas opções de propulsores: 2.0 e 2.5.
São três versões disponíveis que o novo RAV4 oferece. Tanto a opção de entrada (R$ 96.900) quanto a intermediária (R$ 109.900) são equipadas com motor 2.0 Dual VVTi (Comando variável na admissão e no escape), mas o primeiro tem tração 4×2, enquanto o segundo é 4×4. A configuração mais cara (R$ 119.900) traz sob o capô um trem de força 2.5 DVTi e também tem tração nas quatros rodas.

SUV passa a oferecer opções de motores 2.0 e 2.5. O modelo anterior era equipado com propulsor 2.4
O motor 2.0 que equipa as versões iniciais do RAV4 tem potência de 145 cv, enquanto o propulsor 2.5 tem 179 cv. O primeiro desenvolve torque de 19,1 kgfm a 3.600 rpm, já o segundo pode gerar força de até 23,8 kgfm aos 4.100 giros.
Para brigar com os concorrentes Honda CR-V, Hyundai ix35 e Mitsubishi ASX, a Toyota tem a intenção de tornar as vendas mais agressivas. A meta da marca é de dobrar o volume mensal vendido em 2012 e comercializar 800 unidades do RAV4 por mês.

Novo RAV4 não tem mais o estepe na tampa do porta-malas
As versões equipadas com motor 2.0 têm câmbio CVT com modo sequencial de sete marchas. Já a transmissão da configuração mais cara é automática com modo sequencial de seis marchas com inteligência artificial.
As medidas do RAV4 diminuíram, embora a distância entre os eixos tenha permanecido a mesma (2,66 metros). O SUV tem 4,62 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,72 m de altura.
Todas as configurações são equipadas com ar-condicionado, banco do motorista com ajuste de altura, volante com regulagem de altura e profundidade, computador de bordo, desembaçador do vidro traseiro, conjunto elétrico de travas, vidros e retrovisores, rodas de liga leve, air bags, faróis de neblina e freios ABS nas quatro rodas. Os que apreciam teto solar, poderão adquirir o equipamento somente na versão com motor 2.5.

Rádio e painel de instrumentos da versão de entrada poderiam ter visual mais moderno
IMPRESSÕES AO DIRIGIR - Em um trecho de cerca de 100 km, o ZAP Carros rodou com a versão de entrada (2.0, com tração 4×2), a qual a marca espera que seja responsável por cerca de 60% das vendas do modelo (a expectativa é de que a opção intermediária represente 30% e a topo de linha 10% do mix).
Embora o percurso não tenha apresentado muitos trechos irregulares, nos poucos desníveis do solo a suspensão pareceu bem ajustada. O SUV enfrenta curvas sem apresentar rolagem na carroceria.
O motor 2.0 é esperto e obedece bem o motorista em aceleradas e retomadas. O propulsor desenvolve bem sem precisar usar uma rotação muito alta. Aos 120 km/h, o conta giros marcou 3.000 rpm. O câmbio CVT colabora com o conjunto mecânico e oferece trocas macias e sem trancos. A direção é eletroassistida progressiva, o que facilita muito as manobras.

Passageiros encontram excelente espaço para as pernas. Revestimento do banco em couro, só para as versões mais caras
O acabamento é bem trabalhado. No painel de instrumentos falta um atrativo, no entanto. Ele é um pouco sem graça, o que não combina com um carro tão interessante quanto o RAV4. Ele merecia mais. Por fora ele é tão imponente… algumas linhas internas mais ousadas só teriam à acrescentar.
O espaço para os passageiros, sim, merece elogios. Mesmo com os assentos dianteiros posicionados na última posição para trás, quem senta no banco traseiro não passa aperto. Os que se acomodam na frente também não, pois há espaço de sobra para que o motorista e a pessoa que senta ao seu lado ficarem com as pernas confortáveis.
O motorista encontra boa posição ao dirigir, mas, quando o condutor coloca o banco mais para cima, a regulagem da coluna de direção não segue proporcionalmente. Ela sobe, mas não o suficiente para quem gosta de dirigir “nas alturas”.

Porta-malas é espaçoso, mas é menor do que o do CR-V. O compartimento tem espaço de 476 litros
O espaço do porta-malas, de 476 litros, é muito bom, mas está longe de comportar tanto quanto o rival CR-V, que tem volume de 589 l.
A tampa do porta-malas melhorou muito sem o estepe preso a ela. Agora o compartimento tem abertura vertical; a geração passada ainda abria para o lado, o que dificultava a ação em estacionamentos de vagas pequenas. Além da visibilidade ter aumentado e diminuir o risco de roubo do equipamento, o proprietário vai encontrar muito mais praticidade ao abri-la.
Mesmo que a versão testada seja a mais barata da gama, ainda assim estamos falando de um carro que custa quase R$ 100 mil. Portanto, sente-se a ausência de itens como câmera de ré, assento do motorista com aquecimento e ajuste elétrico, bancos de couro e controle de velocidade de cruzeiro. Tais equipamentos estão presentes somente na opção intermediária e topo de linha.
* Viagem feita a convite da Toyota
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