Por causa das novas regras de emissões de poluentes para veículos a diesel, em vigor no País desde o início do ano, as fabricantes tiveram de atualizar seus motores e adotar o combustível S-50. O problema é que encontrar postos com o produto de menor teor de enxofre (50 partes por milhão, ante as 500 ppm e 1800 do ‘normal’ ) na capital não é uma tarefa simples e, segundo as montadoras, usar outro tipo de diesel pode causar danos ao propulsor.

Combustível é difícil de ser encontrado (Fotos: Jornal do Carro)
A Petrobras informa que há mais de 1.400 pontos de venda com sua bandeira no Brasil. No site (www.br.com.br) constam apenas 21 na cidade. Na página da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (www.anp.gov.br) há quatro postos em São Paulo, sendo que dois deles também constam no site da distribuidora.
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“O crescimento do consumo de diesel S-50 ocorre de forma progressiva, acompanhando a renovação da frota”, diz o presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto. Ele afirma que o produto responde por 8,8% desse combustível vendido no mercado brasileiro.

Para ampliar a distribuição, os postos precisam de adequar, explica o presidente da BR Distribuidora
Segundo o executivo, a dificuldade na distribuição por causa do tamanho do País e a necessidade de adequar os postos para vender o S-50 atrapalham a ampliação da oferta. Ele afirma que a BR investiu mais de R$ 500 milhões para “popularizar” o novo combustível.
RISCO - Conforme a área de engenharia da Volkswagen, o uso prolongado do diesel com maior teor de enxofre pode gerar depósito dessa substância no filtro de material particulado do sistema de escapamento. Isso levará à perda de eficiência do elemento, comprometendo sua durabilidade e reduzindo o intervalo de troca. Em concessionárias, o preço da peça pode passar de R$ 10 mil.
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