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Motoristas trocam GPS por internet e guias de papel

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Os navegadores GPS se popularizaram, mas ainda estão longe de ser unanimidade - pelo menos os aparelhos veiculares. Para encontrar o caminho até um destino que não conhecem, muitos motoristas preferem checar os mapas no computador antes de sair de casa ou pelo telefone celular. E há quem continue recorrendo aos guias de papel.

Rafael Pereira estranhou o modo de visualização do GPS (Fotos: Sérgio Castro/ AE)

Rafael Pereira estranhou o modo de visualização do GPS (Fotos: Sérgio Castro/ AE)

Uma explicação para isso é que problemas de adaptação são comuns e acabam levando alguns usuários a desistir do aparelho. O coordenador de marketing Rafael Pereira estranhou o modo de visualização do GPS, que, segundo ele, lembra o cockpit de um carro de corrida.

Ele estuda o mapa pelo celular antes de sair e só volta a consultar o telefone em caso de contratempo. “Não gosto da sensação de ser guiado às cegas. Prefiro conhecer o percurso de antemão.”

Para a maquiadora Carolina Franco, as instruções do GPS do carro são um incômodo. “É muito chato ouvir aquilo falando com você o tempo todo”. Para traçar a rota, ela consulta mapas na internet, examina fotos de satélite do percurso e anota pontos que possam servir de referência, como lojas grandes.

Uma falha que depõe contra alguns GPS são as propostas de trajetos absurdos. A psicóloga Sílvia Ferrari foi surpreendida por uma sugestão desse tipo enquanto dirigia pela Marginal Tietê a caminho da zona leste. “O GPS me mandou pegar a Via Dutra, seguir por vários quilômetros, entrar em um retorno e voltar para a Marginal. Ainda bem que não fiz isso”, conta.

Segundo Melissa, o GPS para ela funciona na cabeça

Segundo Melissa, o GPS para ela funciona na cabeça

Para que o sistema fique em dia com as frequentes alterações feitas na cidade, como mudanças no sentido das vias, é preciso atualizar os mapas do aparelho, orientação que Sílvia não segue. “Não sei fazer e tenho preguiça de aprender”, reconhece.

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O gerente de vendas Emiliano Rocha viveu um pesadelo no Rio de Janeiro. “Meu amigo ensinou um caminho, mas segui o GPS, que indicou outro mais rápido, e caí em um bairro barra-pesada. Só notei o perigo quando surgiram 20 caras armados”. Rocha escapou ileso e depois soube que uma família fora metralhada ao fazer o mesmo percurso alguns dias antes. “Depois desse susto, quando o GPS me manda sair da rua principal, não obedeço mais. A menos que esteja com alguém que conheça bem o local.”

ANALÓGICOS  AVENTUREIROS - Na contramão dos avanços tecnológicos, o bom e velho guia de papel resiste. Andrea Calmon, da On Line Editora, que produz os tradicionais “Mapograf” e “Cartoplam”, diz que a disseminação dos navegadores GPS não afetou as vendas dos livrinhos.

Entre os consumidores fiéis estão os taxistas. “No GPS, você tem de digitar o nome da rua aos poucos e filtrar os resultados, o que leva tempo. No guia, basta ir ao índice”, afirma Andrea.

Alguns preferem confiar no senso de localização. “Meu GPS é na cabeça”, diz a jornalista Melissa Rossi. Ela conta que bastam uma olhada rápida no Google Maps e poucas anotações. “Quando acerto o caminho, é muito gostoso.”

Melissa diz que o navegador transformaria seu prazer ao dirigir em algo mecânico. “Gosto de experimentar caminhos, ter liberdade”. Se algo der errado, ela afirma que pede ajuda sem hesitar. “Mulher tem esse lado positivo de parar e perguntar. Os homens, não”, compara.

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3 comentários sobre “Motoristas trocam GPS por internet e guias de papel”
  • Murilo Ferreira disse:    ( 22.06.2012 às 9:08 )

    Um desconto deve ser dado na credibilidade do GPS, muitas vezes ele indica sim um caminho absurdo mas, pode ser por erro na percep??o: vire a direita, muitas vezes n?o ? pegar a via imediatamente a direita, reparando bem no desenho (real) da via, reparamos que o GPS est? indicando que a via em que estamos faz uma curva bem acentuada a direita.

    Amo meu GPS “TOM Tom” (o mais barato da Tom Tom, simples, vagabundinho) que em uma emerg?ncia, para socorrer algu?m por ex., ele me leva diretinho ao Hospital mais pr?ximo (ou selecionado) sem precisar ligar computador, imprimir, decorar, estudar trajeto al?m do que, um impresso vai requerer aten??o total que no tr?nsito pode ser fatal).


  • WALDOMIRO LISA JUNIOR disse:    ( 22.06.2012 às 5:02 )

    Bom dia,
    Estou escrevendo para defender um pouco o sistema GPS, seja via aparelho ou telefone celular.
    Se temos umda ideia espacial da cidade onde vivemos e temos um caminho curto a percorrer, entendo que o GPS as vezes atrapalha por nos dar rotas alternativas aquelas que estamos acostumados. Mas, para eu que moro na Holanda e nao tenho a minima ideia espacial da Europa, este aparelhinho e o meu guia fiel. Ja rodei milhares de quilometros por varios paises diferentes, orientado pelo aparelho GPS. Muitas vezes o Navigator do celular nao funciona ou funciona se comprar um pacote de bases de dados em Roaming. Sempre cheguei onde precisei. Nao consigo me imaginar olhando toda hora um mapa em papel para chegar a qualquer lugar que necessito. Imagino que sera apenas questao de tempo para que o brasileiro se adapte ao sistema GPS.


  • Alencar disse:    ( 21.06.2012 às 14:44 )

    Caros excelente mat?ria

    Sem contar os trajetos que o GPS prop?e que acabam jogando o condutor em locais perigosos, como becos e favelas.


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