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Lula anuncia acordo sobre condições de trabalho na cana

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Genebra - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje que governo, empresários e trabalhadores brasileiros assinarão um acordo para garantir condições mínimas de trabalho no setor de cana-de-açúcar. Lula participa da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, Suíça. Cerca de 600 empresas já aderiram aos princípios propostos no acordo, que inclui nível de renda, proteção aos trabalhadores e benefícios.

O objetivo é lidar com os casos de trabalho escravo no setor da cana-de-açúcar. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, estimou que as empresas que assinarão o acordo representam pouco mais de 70% da produção de cana no Brasil. As empresas que aderirem ao processo serão certificadas. A maioria das empresas está no Estado de São Paulo.

XENOFOBIA - Lula também alertou hoje para o “crescimento da xenofobia” diante da crise econômica mundial. Em discurso na Organização Internacional do Trabalho (OIT), Lula estimou que, só em 2009, “50 milhões de trabalhadores poderão perder seus empregos”. “Alguns tentam transferir o ônus da crise para os mais fracos e é aí que aparece a face oculta e cruel da globalização. Os trabalhadores imigrantes se tornam os bodes expiatórios e a comunidade internacional não pode permitir que isso ocorra”, afirmou.

Zona do euro tem queda recorde de emprego no trimestre

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Londres - O número de pessoas empregadas na zona do euro diminuiu em 1,2 milhão durante o primeiro trimestre deste ano, o que representa o maior declínio no mercado de trabalho dos países europeus que compartilham o euro desde que os registros começaram, em 1995, segundo dados da agência de estatísticas Eurostat. Em termos porcentuais, o número de trabalhadores ativos na zona do euro caiu 0,8% nos primeiros três meses de 2009, no terceiro trimestre consecutivo de queda no emprego. Em comparação anual, o emprego caiu 1,2% no período entre janeiro e março deste ano.

Entre os 16 países membros da zona do euro cujos dados estão disponíveis, a Espanha sofreu a maior queda no emprego, de 3,1% no primeiro trimestre de 2009 em relação ao quarto trimestre de 2008 e de 6,4% na comparação com igual período de 2008.

Na União Europeia (UE) como um todo, que abrange 27 países europeus, o número de empregados diminuiu 1,9 milhão no primeiro trimestre de 2009, equivalente a um declínio de 0,8%.

As informações são da Dow Jones.

Governo quer regulamentar emprego doméstico

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Genebra - O governo vai apresentar um projeto de lei no segundo semestre para regulamentar a situação de cerca de 6 milhões de empregadas domésticas no Brasil que trabalham sem carteira assinada. O debate em torno de um projeto já vem ocorrendo desde 2006.

Segundo o Ministério do Trabalho, existem cerca de 7 milhões de empregadas domésticas no país hoje. Dessas, apenas um milhão está em situação regularizada. No fim de 2008, o governo estudava um projeto que tornaria obrigatório o recolhimento ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 8% sobre o salário de empregados domésticos.

O projeto de lei criará mecanismos para incentivar famílias a registrar empregadas, pagando contribuições sociais e outros benefícios. Já a resistência ao projeto alerta que a pressão por uma formalização poderia ter um impacto inverso, já que um custo maior poderia significar mais demissões.

Os dados da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas apontam que a classe quase duplicou em menos de dez anos. Segundo a entidade, o número de empregadas domésticas hoje no país chegaria a 9,1 milhões. Em 2001, era de 5 milhões. Cerca de 80% desses trabalhadores são negros e 94% são mulheres.

Os indicadores apontam que o salário médio de uma doméstica não passa de 1,2 salário mínimo. Em alguns Estados, a renda é maior. Mas, mesmo assim, não supera a marca de 2,5 salários mínimos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Prazer X Dinheiro: qual deve pesar mais?

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Foto: darktaco / stock.xchng

(Foto: darktaco / stock.xchng)

Quando questionadas sobre qual fator deve pesar mais na escolha da carreira, todas as profissionais da área de consultoria entrevistadas pelo ZAP responderam sem titubear: a satisfação profissional. Elas concordam que o prazer gera melhores resultados na carreira em um espaço de tempo maior.

De acordo com Adriana Fellipelli, sócia-diretora da Fellipelli Instrumentos de Diagnóstico e Consultoria organizacional, isso não significa que o aspecto financeiro deva ser deixado de lado, e sim que o ideal é o jovem pensar a longo prazo na hora de tomar a decisão. “Se a felicidade pessoal não for considerada um fator prioritário, ao longo do tempo, a vida daquele indivíduo pode se tornar vazia e frustrada.”

Mais do que isso, o jovem que ignora a satisfação pode ter dificuldades em lidar com os problemas recorrentes do trabalho. Afinal, como diz Vera Sylos,  diretora da empresa de seleção de executivos Alexander Mann Brasil, “toda profissão tem os seus ””ossos do ofício””, só que, para quem não gosta do que faz, eles incomodam mais que o normal”. Vera ainda explica que, como a pessoa não consegue lidar com os pontos negativos, fica muito irritada, o que pode refletir de forma prejudicial na sua saúde.

Para a diretora, outro problema gerado pela supervalorização do dinheiro é o controle excessivo de agentes externos na vida do jovem. Na visão da profissional, na maioria dos casos é o mercado e aqueles que estão ao redor que ditam o salário necessário para alguém ser bem-sucedido, sendo que, na verdade, o ideal é o cidadão se perguntar “de quanto eu preciso para ser feliz?”. “Às vezes uma pessoa não se importa de viver de aluguel, então ela vai buscar uma remuneração que contemple suas necessidades financeiras.”

QUANDO O PRAZER NÃO É UMA OPÇÃO - Mesmo que a satisfação deva ter maior influência, não são todos que podem optar somente pelo prazer. “Existe o caso em que a pessoa ou sustenta a família ou se banca sozinha e que, por isso, precisa fazer algo que gere remuneração imediata”, conta Meiri Inoue, coach e consultora do Instituto EcoSocial.

Nessas circunstâncias, o conselho da consultora é o indivíduo pensar que está em uma situação temporária e que, depois de trabalhar e reunir uma boa quantia de dinheiro, ele pode investir naquilo que realmente gosta. Já Vera dá outra dica: “a pessoa que, de imediato, não pode fazer aquilo que lhe dá prazer deve buscar uma alternativa para aliar o retorno financeiro a satisfação como profissional. Isso pode ser feito por meio de um curso na área que ela gosta, por exemplo”.

Juliana de Oliveira, instrutora do curso de Assistente Administrativo da S.O.S Educação Profissional, aponta uma sugestão para esse problema e diz que o jovem pode tentar conciliar dois trabalhos ou ainda, dependendo da profissão, tentar a atividade de freelancer. Há também outra alternativa: “Uma opção é tentar achar aspectos positivos na função que desempenha. O trabalhador deve tentar encontrar coisas que gosta naquilo que é rentável”, diz.

PROFISSÕES DO MOMENTO

Se na moda existe tendências a serem seguidas, no mercado de trabalho não é bem assim. De acordo com Juliana, boa parte dos jovens pesquisa o que está em alta e, então, opta por algo. “Às vezes ele não gosta ou não tem o perfil daquela profissão, mas mesmo assim a escolhe porque está pensando no aspecto financeiro.”

 

Para evitar esse tipo de comportamento, a consultora Meiri recomenda que a pessoa passe por um processo de autoconhecimento e identifique suas habilidades a fim de analisar em qual trabalho poderá aplicar suas competências. “Quando o jovem sabe no que é bom escolhe uma profissão na qual sabe que terá um bom desempenho. E esse desempenho gera não só uma satisfação pessoal, mas dá retorno financeiro.”

 

Ministério da Justiça abre concurso para 450 vagas

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O Ministério da Justiça abriu concurso público. São 450 vagas de nível médio e superior para qualquer área de graduação e formação específica. Os salários são de R$ 2.967, 30 e R$ 2.643, 26, respectivamente.

As inscrições começam vão até o dia 17 de julho por meio do site da organizadora do processo seletivo, a Fundação de Apoio à Pesquisa , Ensino, e Assistência da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Funrio): www.funrio.org.br. A taxa de participação é de R$ 48,00 ou R$ 63, 00, de acordo com o cargo pretendido.

Os novos servidores irão atuar em Brasília, mas as provas serão aplicadas em várias cidades do país: Manaus (AM), Goiânia (GO), Curitiba (PR), Salvador (BA), Belo Horizonte (BH) , Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Belém (PA) Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Recife (PE) e São Paulo (SP). A data provável da prova é 23 de agosto.




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