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Concurso para 600 vagas de agente fiscal

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Um dos concursos mais aguardados da área fiscal acaba de ser aberto. A Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz/SP) divulgou hoje o edital para selecionar 600 agentes fiscais de rendas em todo o estado. Desse total de vagas, 475 são destinadas à área de gestão tributária e 125 à de tecnologia da informação. Para concorrer a ambas as funções, o candidato deve ter formação superior. O salário oferecido é de R$ 6.806,25, podendo chegar à cerca de R$ 12 mil devido aos benefícios e critérios de produtividade.

As inscrições começam no dia 24 de junho e prosseguem até 17 de julho por meio do site da Fundação Carlos Chagas (www.concursosfcc.com.br), empresa responsável pela organização do processo seletivo. A taxa de participação cobrada é de R$ 75.

O concurso obedecerá a duas etapas, sendo a primeira composta de três provas objetivas (conhecimentos gerais, básicos e específicos), cada uma com quatro horas de duração. As avaliações são de caráter eliminatório e classificatório e estão previstas para os dias 15 e 16 de agosto. Os candidatos que ascenderem à segunda fase passarão por um curso, aplicado pela Escola Fazendária do estado de São Paulo (Fazesp), que terá caráter unicamente eliminatório.

Air France KLM pode perder mais 3 mil postos

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Rio - O diretor-geral da companhia aérea Air France KLM, Pierre-Henri Gourgeon, deu a entender que a empresa pode perder mais três mil postos de trabalho este ano, em entrevista à rede de rádio e tevê RTL, citada nesta sexta-feira pelo site do jornal francês Le Figaro. 

“Acredito que a redução deva acontecer nesta ordem, para um grupo que tem cerca de 100 mil funcionários. Tem ficado em torno de 2% a 3%, conforme observamos no ano passado. Não existe um percentual extremamente preciso ainda, mas é nosso objetivo, com base em saídas que ocorrem naturalmente”, afirmou. No ano passado, o quadro da empresa perdeu 2.700 pessoas.

No ano fiscal 2008-2009, a Air France registrou um prejuízo fiscal de 824 milhões de euros, o primeiro desde a fusão com a holandesa KLM em 2003. Segundo um jornal econômico, a empresa tem negociado com a Agência Nacional de Aviação e o Ministério do Trabalho franceses medidas para lidar com a dispensa do seu pessoal.

Bosch demite cerca de 900 trabalhadores em Curitiba

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Curitiba - A Bosch demitiu nesta quinta-feira, 18, cerca de 900 funcionários da unidade que possui na Cidade Industrial de Curitiba e concedeu licença remunerada até o dia 28 para as outras 3 mil pessoas que prestam serviço, entre metalúrgicos e trabalhadores administrativos. Segundo a empresa, a crise reduziu a demanda no mercado automotivo, o que afetou a empresa, líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba pretende suspender as demissões com uma liminar no Tribunal Regional do Trabalho, ao mesmo tempo em que chamará o Ministério Público do Trabalho para buscar uma alternativa.

Em uma nota, a empresa afirmou que desde o último trimestre de 2008 o número de pedidos de clientes vem diminuindo, o que a obrigou a uma redução forte no volume de produção, sobretudo de peças destinadas à exportação. A Bosch acentuou ter tentado algumas alternativas como cancelamento temporário de novas contratações, adequação de turnos, férias coletivas e restrição de gastos. Ainda segundo a empresa, o sindicato não aceitou a redução de jornada e salário. “A Bosch lamenta as cerca de 900 demissões efetivadas hoje e informa que esta ação foi necessária para garantir a competitividade da fábrica de Curitiba em longo prazo”, disse a nota.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sérgio Butka, afirmou que foi uma surpresa o anúncio de ontem. Segundo ele, em 12 de maio o sindicato havia se reunido com a direção da empresa em razão de algumas pessoas que estavam ociosas na fábrica serem obrigadas a fazer outros serviços, inclusive limpeza de banheiros. “O objetivo era fazer com que eles pedissem demissão”, disse Butka. Depois de algumas conversas em que o sindicato pretendia que fossem adotadas medidas alternativas para garantir os empregos, a empresa teria avisado que não haveria demissões. “Por isso fomos surpreendidos”, ressaltou. Ele disse considerar “difícil” o caminho da Justiça para reverter as demissões. Se não houver resposta positiva, uma assembleia já está marcada para o dia 29.

O bom profissional é “engajado”

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Para ser um bom assistente social, o profissional deve estar envolvido politicamente na sociedade em que atua. “A militância é necessária tanto para que seu trabalho tenha resultados efetivos, quanto para garantir o mercado de trabalho”, explica a presidente do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo, Áurea Fuziwara. Ela ainda diz que, sem esse envolvimento, é difícil propor projetos ou soluções que atendam às necessidades reais da população.

Do ponto de vista de manutenção do mercado de trabalho, a atuação junto aos Conselhos (da Saúde, da Criança e do Adolescente etc.), garantem o controle e a fiscalização da aplicação das políticas sociais.

Esse envolvimento tornou-se um critério ético a partir do Congresso Nacional de 1979, que marcou a história da profissão. “Em face da situação política do país, os profissionais decidiram criar um novo código de ética, baseado na atuação política em defesa dos direitos do cidadão e da sua conscientização”, explica Ana Cristina Abreu, do Conselho Federal de Serviço Social.

O serviço social ainda é uma atividade exercida na sua maioria por mulheres, mas isso vem mudando, assim como a faixa salarial. Pesquisa realizada em fevereiro de 2008 por Ademir Silva, professor de Políticas Públicas da PUC-SP, mostra que os salários pagos variavam de R$ 927 a R$ 5.549. “Uma variação grande”, diz o professor.

Serviço social está mais valorizado

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(Foto: andyreis / Stock.xchng)

(Foto: andyreis / Stock.xchng)

O mercado de trabalho para assistentes sociais vem sendo gradativamente ampliado nos últimos cinco anos no Brasil. “É um reflexo direto da evolução das políticas públicas”, diz a assessora especial do Conselho Federal do Serviço Social (CFESS), Ana Cristina Abreu. É resultado do que Cristina chama de “evolução” das políticas públicas com, por exemplo, a instalação, a partir de 2005, do Sistema Único de Assistência Social (Suas), que, a exemplo do SUS, municipaliza as ações na área.

O impacto do Suas no mercado de trabalho ocorre com a criação de postos de atendimento municipais. Desde 2005, segundo o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que coordena os trabalhos, foram criados 5.142 centros de referência de assistência social (Cras) e outros 1.434 centros de referência especializados. Cada um deles emprega ao menos dois assistentes sociais.

Há ainda a ampliação da demanda nos Núcleos de Atendimento à Família (Naf) e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), na Saúde. O Caps substitui as internações em sanatórios de doentes mentais e é reflexo da evolução na política de atendimento dessa população.

Como o Suas e o SUS municipalizaram as ações, as vagas estão concentradas nas prefeituras, mas há movimentação grande também em autarquias e nos poderes públicos federais. “Um relatório feito por um grupo de trabalho interministerial em 2007 apontava para a necessidade de contratação de 1,6 mil assistentes sociais pelo Instituto de Previdência Social, apenas para garantir acesso da população à reabilitação profissional”, conta a presidente do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (Cress-SP), Áurea Fuziwara. A Previdência realizou concurso no ano passado, depois de uma lacuna de 30 anos, mas chamou apenas 886, dos 1,6 mil necessários.

Situação semelhante é encontrada no Poder Judiciário - um dos maiores empregadores do setor e o que oferece os melhores salários, segundo Ademir Silva, professor de Política Social da PUC-SP -, obrigado a ampliar as vagas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“O estatuto determina a criação de um grupo interdisciplinar, com profissionais como psicólogos e assistentes sociais, que devem subsidiar o trabalho do juiz”, explica Áurea.

Com a publicação no ano passado de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça determinando a contratação desses profissionais, foi realizado um concurso público. “O Judiciário, no entanto, ainda não convocou os profissionais alegando falta de recursos”, conta Áurea.

EMPREGO PÚBLICO - Pesquisa realizada em 2005 pelo CFESS mostra que mais de 80% dos então 74 mil assistentes sociais com registro no conselho estavam empregados em postos do poder público; de 6% a 7% nas Organizações Não-Governamentais (ONGs) - um campo de trabalho crescente -; e outros 10% nas empresas privadas, que também estão ampliando as vagas no setor em função da adoção de políticas de sustentabilidade, que envolvem ações de responsabilidade social. O assistente social é, portanto, basicamente um “funcionário público”, e Cristina diz que é assim que deve ser. “Nossa missão é garantir o cumprimento dos direitos do cidadão, conscientizá-lo desses direitos e ajudá-los a se organizar coletivamente. Portanto, o campo de trabalho sempre estará centrado no poder público”, explica.

O conselho deve iniciar uma nova pesquisa nesse sentido, para atualizar os dados, mas Cristina não acredita que essa proporção tenha mudado significativamente, mesmo com a ampliação das atividades de ONGs e das empresas na área. “Teremos, sim, aumento considerável no número de profissionais registrados”, diz.

Até setembro de 2008, o CFESS tinha 84 mil assistentes sociais registrados, sendo 22 mil deles apenas no Estado de São Paulo. “Hoje, esse número deve ter aumentado em pelo menos 3 mil novos profissionais ou mais”, diz.

O número de registros é usado pelo conselho como um termômetro do mercado, já que, para trabalhar, o assistente social precisa dele, por determinação legal. “Em geral os profissionais buscam o registro quando encontram um trabalho”, explica Áurea. Em São Paulo, foram feitos 985 registros em 2004. Em 2008 esse número subiu para 1.445, um aumento de 18%.

O conselho registra também um aumento na oferta de cursos de Serviço Social, especialmente pelas universidades privadas, o que é considerado outro indício de aumento do mercado de trabalho. Na Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), por exemplo, as matrículas no curso Serviço Social cresceram 122% este ano, em relação a 2008.

PERFIL DO ASSISTENTE SOCIAL - Segundo o manual “A profissão de Assistente Social”, de Ademir Silva, editado pela PUC-SP, este é o perfil do assistente social:

Campo de atuação - É um profissional do setor de serviços, a maioria no poder público. Trabalha no meio urbano, como assalariado. Os autônomos são apenas 1,2% do total. A jornada de trabalho é de 30 horas a 40 horas semanais

Vínculos Empregatícios - 11,07% têm mais de um emprego. A maioria trabalha em instituições públicas: 40,97% municipais, 24% estaduais e 13,19% federais. Nas instituições privadas são 13,19%, e no terceiro setor, 6,81%

Gênero e idade - Cerca de 3% dos profissionais são do sexo masculino, 5% têm entre 20 anos e 24 anos; 25% de 45 a 49 anos; 30% de 25 a 34 anos e 38% de 35 a 44 anos

Religião - 67,65% são católicos; 12,69% protestantes; 9,83% espíritas kardecistas, seguidos pelos demais, dentre os quais 7,92% se declaram agnósticos

Renda familiar - Mais de nove salários mínimos para 37,12%; de quatro a seis salários para 30,53%; de sete a nove salários para 21,95% e até três para 10,4%S




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