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Pedidos de auxílio-desemprego sobem no Reino Unido

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Reino Unido - O número de pedidos de auxílio-desemprego no Reino Unido subiu 23,8 mil em junho, abaixo do aumento de 30,8 mil registrado em maio, informou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas. A elevação em junho foi quase metade do aumento de 40,5 pedidos previstos pelos economistas e a menor desde maio de 2008.

O desemprego, seguindo o padrão da Organização Internacional do Trabalho, subiu 281 mil em três meses (até maio) e atingiu 2,38 milhões, a maior elevação trimestral desde que os registros foram iniciados em 1971. Esse número puxou a taxa de desemprego para 7,6%, 0,9 ponto porcentual acima dos três meses anteriores.

O aumento de junho nos pedidos de auxílio-desemprego ocorre pelo 16º mês seguido e eleva o número total de desempregados com acesso ao benefício para 1,56 milhão, o maior nível desde julho de 1997. A taxa de desemprego dos que tem acesso ao benefício subiu de 4,7% em maio para 4,8% em junho.

As informações são da Dow Jones.

Lula confirma negociação para reajuste de aposentadorias

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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ontem que o governo está negociando com as centrais sindicais a concessão, em 2010, de um aumento real para os aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo. Se concretizada, será a primeira vez, em anos, que os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de renda mais elevada terão reajuste real em seus benefícios, justamente em um ano eleitoral.

“Neste momento, estamos em negociação com as centrais sindicais para definir um novo porcentual de aumento para os aposentados que ganham acima do salário mínimo, na perspectiva até de ampliarmos os ganhos em relação à inflação”, afirmou o presidente, na coluna “O presidente responde”, publicada semanalmente em jornais.

Lula destacou que seu governo tem cumprido “rigorosamente” o que determina a Constituição, que é o repasse da inflação anual aos beneficiários que ganham acima do mínimo, seguindo o INPC.

O comentário do presidente, sem maiores detalhes sobre a negociação, foi a primeira confirmação pública das conversas iniciadas há 20 dias e mantidas nos bastidores sob o comando dos ministros da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, e da Previdência, José Pimentel. A Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já foram ouvidas e Dulci ainda deve conversar com as demais centrais.

Também estão a par das conversas líderes partidários da Câmara.

Número dos que receberam abono salarial bate recorde

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A Caixa Econômica Federal informou ter registrado o pagamento de R$ 5,2 bilhões em benefícios do abono salarial no calendário 2008/2009, encerrado no dia 30 de junho, informou a instituição hoje.

O número de trabalhadores atendidos com o benefício no valor de um salário-mínimo (R$ 465), no último exercício, foi de 12,7 milhões, segundo o banco público. Ou seja, 1,3 milhão de pessoas a mais do que no exercício anterior.

Indústria para de demitir, mas resiste a contratar

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A indústria parou de demitir e finalmente terminou a maior parte do ajuste provocado pela crise, mas o mercado de trabalho no setor está estagnado. Em junho, o setor industrial registrou o terceiro resultado mensal positivo no emprego, disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Mas o ganho será marginal e insuficiente para compensar as 146 mil vagas perdidas de janeiro a março.

“A indústria foi muito atingida pela crise por causa da queda da exportação e do investimento, mas o pior já passou”, disse Lupi. Em abril e maio, foram abertas menos de 1,3 mil vagas na indústria, nível insignificante comparado com as 126 mil abertas em igual período em 2008, quando a economia estava aquecida.

“O quadro ainda é ruim, mas bloqueou a transmissão da crise pela economia, o que não aconteceria se as demissões tivessem continuado”, disse Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda. “As empresas só voltarão a contratar quando perceberem que o crescimento da demanda não é algo fortuito, provocado por antecipação do consumo.”

O mercado de trabalho na indústria não está acompanhando a produção. Após o tombo de 20% no quarto trimestre, a produção industrial cresceu 7,8% em maio, ante dezembro, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Fábio Romão, economista da LCA Consultores, existe uma defasagem de quatro a seis meses entre os dois dados, mas o processo de contratação está mais lento, enquanto as demissões foram “rápidas e intensas”. “As empresas ficaram muito assustadas. Há uma questão de confiança.”

Para o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, “a contratação vai ser a conta-gotas”. Ele afirmou que as perspectivas de vendas para o segundo semestre são melhores, mas não há segurança para contratar porque persistem dúvidas sobre o ritmo de entrada de importados. O executivo disse, ainda, que incomoda a possibilidade de redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. O setor é o segundo maior empregador do País.

“As perspectivas de recuperação do emprego no segundo semestre são concretas, desde que o governo reaja à entrada dos importados”, disse Milton Cardoso, presidente da Associação Brasileira da Indústria Calçadista (Abicalçados). O setor demitiu 42 mil pessoas no quarto trimestre. Ele atribuiu os cortes à concorrência dos importados e à queda das exportações.

Nos fabricantes de eletroeletrônicos, que chegaram a demitir 2.440 pessoas em março, os cortes de vagas caíram para 80 em maio. “A expectativa a partir de agora é de estabilidade, mas não se fala em contratação generalizada”, disse Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Ele informou que alguns setores, como computadores, cujas vendas reagiram bem, podem precisar de funcionários, mas não será o caso de outras empresas.

O desempenho entre os setores está bastante díspar. Segundo Lupi, os segmentos metalúrgico e mecânico devem terminar o semestre com mais demissões que admissões, enquanto as indústrias química, têxtil, e alimentos e bebidas chegam ao meio do ano no azul.

O melhor resultado é do setor de alimentos e bebidas, que sofreu menos na crise. Conforme a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o nível de emprego no setor caiu 2,2% entre novembro e abril, mas ficou estável em maio. “Voltaremos a contratar no segundo semestre, mas mais devagar, porque é um ano de economia fraca”, disse Denis Ribeiro, diretor de economia da Abia.

Em compensação, os funcionários das indústrias de bens de capital ainda correm o risco de perder o emprego. Segundo José Veloso, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o setor perdeu 17 mil pessoas em maio em relação a maio de 2008. “As demissões ainda persistem.”

Outros indicadores também apontam que as demissões pararam no total da indústria, mas ainda não há sinais de recuperação. A sondagem da Fundação Getúlio Vargas informa que 23,5% das empresas previa demissões em junho. Em dezembro, 32,5% estimavam cortes.

Emprego reage, mas tem o pior semestre dos últimos 10 anos

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O Brasil fechou o primeiro semestre com a criação de mais de 300 mil postos de trabalho com carteira assinada, informou ao Estado o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. É o pior resultado dos últimos 10 anos e está muito abaixo dos 1,36 milhão de novos postos gerados no primeiro semestre de 2008 e mesmo das 561 mil vagas de 2003, quando a economia brasileira cresceu pouco.

Até maio, o saldo entre contratações e demissões estava em 180 mil postos. Em Maceió, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que em junho foram abertos 136 mil novos postos de trabalho. “Em julho, esse número deve aumentar para o desespero da oposição”, disse Lula. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) devem ser divulgados amanhã.

O dado de junho ficou abaixo das estimativas dos analistas de mercado de trabalho. “Se confirmado, o número não é um desastre, mas decepcionou”, disse Fábio Romão, economista da LCA Consultores. A consultoria projetava a geração de quase 200 mil vagas em junho. Na divulgação do Caged de maio, Lupi chegou a estimar a criação de 350 mil a 400 mil vagas no primeiro semestre.

O ministro não deu detalhes, mas disse que junho deve manter o padrão dos últimos meses, com recuperação mais forte dos serviços e da construção civil, mas estagnação da indústria, que parou de demitir, mas não avançou nas contratações. Até maio, a construção gerou 61 mil vagas, a agropecuária 71,7 mil e os serviços 242,9 mil.

Lupi afirmou que mantém a meta de que o país vai criar 1 milhão de postos de trabalho este ano. “O segundo semestre deve ser muito forte para o emprego. Os setores automotivo e da linha branca batem recorde de vendas graças aos incentivos do governo federal.”

Os economistas projetam que a taxa de desemprego no país pode chegar a 8,7% este ano, acima dos 7,9% de 2008, o nível mais baixo desde 2002, quando o IBGE modificou a base de dados. A deterioração do mercado de trabalho vai reduzir a taxa de crescimento da massa salarial de 6,1% em 2008 para 3,1% este ano, conforme a LCA Consultores.

Segundo Romão, a queda é atenuada pela inflação baixa, pelos reajustes do salário mínimo, pela maior renda proporcionada aos beneficiários da Previdência, e pelo Bolsa-Família. “O emprego nos setores de serviço e construção civil foram os pioneiros da recuperação”, disse.

Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, explica que a recuperação da economia ainda está muito “desigual”. O mercado interno reagiu e os estoques das indústrias foram reduzidos, o que colabora para mais contratações, mas a queda das exportações e o investimento são fatores negativos.

Um levantamento da consultoria apontou que a recuperação do emprego e da renda está concentrada nas pessoas que ganham até um salário mínimo. Acima desse nível, o emprego ainda está em queda. “Voltamos ao padrão de 2006 e 2007″, disse. Ele reforçou que a deterioração do emprego industrial colabora para a mudança, porque é o setor que paga melhor.

“A crise ficou com a cara da indústria no Brasil. O comércio e os serviços já retomaram”, disse Flávio Castello Branco, gerente da unidade econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ele ressaltou que o crédito foi retomado, o medo do desemprego superado, o que sustenta o comércio e ajuda a indústria, mas o patamar de emprego de 2008 só será retomados em 2010.

Conforme Romão, descontando as influências sazonais, foram criadas 40 mil novas vagas em junho, abaixo das 50 mil de maio. “A confiança foi abalada pela crise e o crédito à pessoa física se recuperou, mas o crédito à pessoa jurídica ainda tem problemas”, disse.

A economista-chefe da Rosemberg & Associados, Thaís Zara, disse que a produtividade da indústria - que é a produção por trabalhador - subiu 12% desde o fim do ano, mas está 5% abaixo do ano passado. O número de horas trabalhadas também se mantém abaixo de maio de 2008. Na prática, significa que os funcionários trabalham, em média, menos que no ano passado. “Ainda não é hora de euforia.”

COLABOROU RICARDO RODRIGUES




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