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Criação de arranjos florais e atividades na montanha são utilizados por empresas em dinâmicas de grupo

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Rio - Aprender a fazer arranjos florais não se restringe, hoje em dia, às aulas de artesanato ou decoração. Muitas empresas estão adotando a técnica em dinâmicas de grupo, que, quem diria, serve para analisar competências pessoais, trabalho em equipe e sentimento de responsabilidade social, entre outros itens.

Como mostra reportagem do Globo, cada vez mais terapias pouco usuais vêm sendo utilizadas pelas empresas para fazer uma avaliação da performance individual e de grupos. No caso das flores, a inovação do método partiu da jornalista Sandra Braconnot. Em 1993, ela, que tinha uma tradicional floricultura, passou a estudar melhor essas terapias. Quatro anos depois, fechou o negócio e começou a atuar como palestrante e consultora. Uma das bases do trabalho é a biomimética, uma nova ciência que se inspira em elementos da natureza para resolver problemas humanos.

Atividades em lugares ao ar livre também são utilizadas em dinâmicas de grupo. O médico Gil Duque faz parte de uma equipe de estudos que analisa o impacto das dinâmicas de grupo em meio à natureza. Durante alguns anos, ele fez parte de um grupo de montanhistas que levava executivos para participar de escaladas, caminhadas e acampamentos. O objetivo era trabalhar o desenvolvimento de lideranças, tarefas em equipe e a formação de grupos.

Um guia para se dar bem nas entrevistas

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Durante uma entrevista de emprego não é só a competência profissional dos candidatos que está sendo avaliada. O entrevistador tenta “ler” praticamente todos os sinais do entrevistado. Por isso, falar bem e jamais mentir durante um processo de seleção são pontos muito importantes. Mas várias informações não-verbais também são observadas e podem definir uma contratação.

Segundo a psicóloga especialista em recrutamento do RHGroup Assessoria em Recursos Humanos, Raquel Dora, é durante a entrevista que o recrutador tem a oportunidade de avaliar o conteúdo do discurso e um conjunto de informações não-verbais utilizadas como critérios de avaliação, como postura, linguagem corporal, apresentação pessoal, fluência verbal, motivação e interesse pela vaga.

Outro item de peso nos processos seletivos é a língua portuguesa. O idioma bem falado e bem escrito é considerado positivo pelos recrutadores. “Infelizmente vejo pessoas graduadas e bem qualificadas que comentem deslizes que podem comprometer todo o processo seletivo por conta dos erros de português e vícios de linguagem”, diz a psicóloga.

Para Ricardo Nogueira, headhunter da Case Consultores, a primeira coisa que prejudica o sucesso em uma entrevista é a pessoa mal vestida. O profissional afirma que o gerundismo também desperta a antipatia do entrevistador. “As empresas pedem português impecável”, diz.

Na hora de fazer seu marketing pessoal, ou seja, resgatar os bons momentos da carreira, falar das qualidades, aptidões, demonstrar o grau de interesse pela vaga, segundo Raquel, é muito importante ter humildade. “Quem acha que já sabe tudo não se desenvolve. E pensar dessa forma pode colocar a oportunidade em risco”, diz a psicóloga. O headhunter da Nishimura Associated, Renato Nishimura, lembra que há momentos adequados para acrescentar uma informação positiva, pois fazê-lo constantemente é mal visto. “A entrevista se torna confusa, desorganizada, e perde o foco”, afirma.

Manter a calma e ser espontâneo durante a entrevista é o ideal. As informações devem ser ditas naturalmente e não decoradas. Raquel ressalta que o grande erro dos candidatos é tentar dizer o que o entrevistador quer ouvir. “Agir dessa forma invalida todo o processo. Uma resposta decorada é perceptível aos ouvidos do bom entrevistador.”

Uma das exigências do mercado de trabalho é o conhecimento de uma segunda língua. É comum o candidato, mesmo sem possuir o domínio do idioma, ressaltar no currículo que possui fluência ou nível avançado. De acordo com a psicóloga, durante um processo de recrutamento, a verdade deve sempre ser dita. “O entrevistador considera muito mais a pessoa que admite que não sabe, mas gostaria muito de aprender, àquela que tenta enganar, ressaltar qualidades que não possui. Não há problema em dizer que desconhece determinado assunto se é algo que não entende. Caso não saiba, não deve inventar.”

 

Entrevistas e dinâmicas de grupo exigem habilidade de candidatos

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Entrevistas, dinâmicas de grupo. Para muitos candidatos a emprego e estágio, essas são as piores etapas de um processo de seleção. Profissionais bem preparados chegam a perder oportunidades por não saber como lidar com esses momentos. Insegurança, ansiedade e nervosismo são alguns dos sentimentos que podem pôr tudo a perder na disputa por uma vaga. Mas já existem técnicas para atravessar essa situação com tranqüilidade e até mesmo se destacar entre os concorrentes.

— Muitos candidatos estão buscando orientação porque o processo de recolocação no mercado está se profissionalizando — conta Cláudio Moraes, diretor da D””Moraes Assessoria em Recursos Humanos.

Empresas avaliam nível de estresse do candidato

O volume de entrevistas aumentou muito nos últimos anos. A consultoria de Moraes encaminha uma média mensal de 200 candidatos para entrevistas. Em 2005, quando começou, eram 60 por mês.

Segundo Moraes, as empresas costumam fazer “pegadinhas” em dinâmicas para testar o nível de atenção, estresse e entusiasmo do candidato. Ou para verificar se ele é uma pessoa mais introspectiva.

— É importante saber como agir em cada situação, mas sempre de forma natural, para não parecer um manipulador de entrevistas — orienta o consultor.

Algumas perguntas, diz Moraes, são mais freqüentes e fáceis de serem respondidas, seguindo lembretes básicos. Questões sobre atualidades são cada vez mais comuns. Por isso, é preciso estar antenado. Mostrar conhecimento sobre a empresa em certas respostas também pode ser um ponto positivo num processo seletivo.

Mas como controlar o nervosismo e a ansiedade? Segundo a psicóloga Márcia Dolores, diretora do Instituto Saber, de São Paulo, muitas pessoas não avançam na carreira com medo de participar de um processo de seleção. Mas também existem técnicas para superar isso, destaca ela, especialista em neurolingüística.

— O nosso cérebro se alimenta de idéias e experiências pregressas. Se você passou por um certo desconforto durante uma entrevista, no futuro sentirá o mesmo em situação semelhante. Quem sofre por antecipação, vai ter ansiedade. É automático. Por isso, é tão importante se preparar. E podemos usar o mesmo caminho para ter segurança e confiança. Uma boa forma de treinar é imaginar que vamos nos sair bem, focando no que queremos que aconteça. A gente gasta muita energia pensando em catástrofes.

A professora Tania Castelliano, especialista em oratória, diz que saber se expressar bem também é importante:

— A maior dificuldade é o medo de falar em público. E, tão difícil quanto falar, é saber ouvir. Numa prova oral, mais do que o conteúdo, avalia-se o controle emocional do profissional. Quando a pessoa demonstra segurança, alguns erros passam despercebidos — diz Tânia, que prepara candidatos para provas da magistratura e do Ministério Público.

 

Do outro lado da mesa

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O mercado de trabalho está tão competitivo que existem técnicas para o candidato se sobressair numa entrevista de emprego. Um dos passos mais importantes é conhecer as necessidades da empresa e saber qual tipo de profissional está sendo procurado. Desta forma você pode se preparar de acordo com as habilidades que serão exigidas.

Para a psicóloga especialista em recrutamento do RHGroup Assessoria em Recursos Humanos, Raquel Dora, é difícil saber se o perfil do profissional é adequado à vaga que surgiu, mas há alguns detalhes que podem fazer a diferença. De acordo com Raquel, o principal é se identificar com a função, gostar da tarefa sugerida e buscar uma ocupação, não apenas um emprego.

A psicóloga ressalta que as competências técnicas, a formação e experiência sólida são importantíssimas, mas um fator que faz muita diferença, e é avaliado por grande parte dos recrutadores, são as competências emocionais, a atitude do profissional.

 “A experiência técnica qualquer um adquire, porém as habilidades de relacionamento interpessoal, a inteligência emocional, a sua capacidade de lidar com o outro, trabalho em equipe, são habilidades que não tem como você ensinar a uma pessoa. O que é importante e dificílimo de encontrar é justamente alguém que esteja capacitada tecnicamente, mas que também tenha o perfil de um profissional inteligente emocionalmente. A atitude do candidato é tão importante quanto sua competência técnica”, diz.

Para Raquel é preciso ser especialista, mas também generalista. “O bom profissional não pode mais apenas desempenhar suas funções de acordo com suas competências.” A psicóloga afirma que os candidatos devem ter boa comunicação, iniciativa e versatilidade. Muitas vezes o profissional precisa desenvolver funções que não são suas, às vezes além ou aquém do seu cargo”, afirma.

O processo seletivo de uma vaga é elaborado para encontrar a pessoa mais próxima do perfil desejado. De acordo com a psicóloga, espera-se que o profissional demonstre suas habilidades durante o processo de seleção. O gestor de recrutamento e seleção da Cummins, multinacional que atua no mercado automobilístico, Antônio Capelli, afirma que o mais importante é saber definir os requisitos básicos mínimos de uma função. O que vier além disso é diferenciação. Mas, na prática, não é bem assim que acontece.

“Em grande parte das vezes, o que era para ser apenas desejável acaba tendo muito peso e eliminando candidatos que possuem as competências essenciais para o emprego”, diz Capelli.

Raquel diz que o “desejável” não é um critério eliminatório. “A pessoa que mais se aproxima do perfil fica com a vaga. Para as empresas, o candidato ideal não existe. É preciso contemporizar as habilidades dos candidatos para encontrar quem mais se aproxima do perfil.” Apesar dessas recomendações, existem empresas que exageram ao especificar suas exigências. “É um equivoco que ocorre com freqüência. Ao determinar o perfil de uma função, as empresas não colocam apenas as características necessárias, mas traçam um perfil ideal e tendem a exagerar, construindo a figura de um super-homem”, explica o diretor do grupo AncoraRh e especialista em gestão, Rogério Leme.

Segundo a psicóloga Raquel Dora, o que decide o processo seletivo é a entrevista. É durante essa conversa que o candidato provará que a empresa pode investir nele. Mesmo quando não haja uma competência ou habilidade desejável, o entrevistado pode enfatizar outras qualidades que julgue importante para a função. “Tudo depende, também, do grau de interesse pela vaga. É importante deixar isso claro para o entrevistador. É fundamental e faz toda a diferença em um processo seletivo,” diz Raquel.

Além das competências técnicas da formação, espera-se que um profissional, durante uma seleção, tenha a capacidade de trabalhar em equipe, criatividade, flexibilidade para mudanças, espírito de liderança, ser inovador e administrar riscos, conta Raquel.

 

 

Uso de trajes corretos pode abrir portas

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Marcos AlvesConsultora da Sigbol Fashion dá dicas de ternos e gravatas

A roupa certa no lugar certo pode abrir várias portas. No ambiente corporativo, o visual conta bastante na hora de contratar e promover um funcionário. Por isso, o profissional deve pensar bem antes de tirar uma roupa do armário. Na hora de escolher o traje, tenha em mente qual o tipo de evento, o horário que ele vai ser realizado e siga as regras básicas da etiqueta - na qual você deve levar em conta, para cada tipo de acontecimento, a cor do terno e da meia, o número de botões do paletó, o tipo de colarinho e nó da gravata. Detalhes que fazem toda a diferença.

De acordo com Roberta Bourguignon, o mais importante na hora de escolher um terno é estar atento ao caimento e ao tecido. São esses detalhes que determinam a qualidade da roupa.

- Os modelos variam relativamente pouco e as diferenças ficam sempre por conta do caimento, que pode ser mais solto ou mais ajustado ao corpo, do tamanho das ombreiras e do número de botões do paletó - explica a professora do curso de personal stylist, da escola de moda Sigbol Fashion.
Segundo Roberta, em reuniões, almoços executivos e entrevistas de emprego, o profissional deve optar por ternos de cores que transmitam seriedade, como azul-marinho, cinza e preto.

- As gravatas com estampas vibrantes ou desenhos são proibidas e a meia deve sempre combinar com a cor do terno ou do sapato.

Confira as dicas sob medida de personal stylists:

Na hora de escolher um terno, principalmente, é importante observar o caimento e o tecido, afirma Roberta Bourguignon, professora de curso de personal stylist. Confira outras dicas sob medida:

Tecido
O tecido ideal para ternos é a lã. A fina tem alta qualidade térmica. Em climas frios, aquece o corpo, enquanto em altas temperaturas age como isolante térmico. Os melhores tecidos são o super 100 e o super 120.

Trabalho
Em ocasiões profissionais, o certo é usar ternos de cores que transmitam seriedade, como preto, azul-marinho e tons de cinza. Dê preferência aos paletós com dois ou três botões.

Happy hour
O happy hour não exige terno. Mas como as pessoas costumam ir direto do trabalho, o terno acaba sendo a roupa que faz parte desse momento de diversão. Então, a sugestão é tirar o paletó e a gravata.




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