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Fiesp e sindicatos: contra a discriminação de mães de filhos pequenos

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Objeção à contratação de mulheres que tenham filhos pequenos é algo que empresários e sindicalistas não aprovam. Roberto Della Mana, diretor de relações sindicais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), não vê problemas na contratação de funcionárias por conta de filhos abaixo da idade escolar. Segundo ele, as mulheres nessa situação contam com uma estrutura de serviços da qual podem lançar mão a fim de deixar o filho enquanto trabalham. ?Há casos em que a própria família ajuda?, lembra.

Della Mana vai além e diz que se algum associado da Fiesp viesse pedir orientação sobre o assunto ouviria a recomendação de contratação, caso a candidata tivesse um bom histórico.

Cleonice Souza, secretária de Diversidade do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, afirma que o problema está em conseguir provas de que as mulheres são demitidas ou preteridas por terem filhos pequenos.

Filhos de até 4 anos é barreira para mulher conseguir emprego

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Pesquisa mostra que aumentou o número de responsáveis por selecionar profissionais que evitam contratar mães de crianças pequenas. Problema estaria no fato de essas trabalhadoras terem de se ausentar da empresa

As mulheres com filhos de até quatro anos podem ter mais dificuldade para encontrar trabalho. Pesquisa da Catho Online, empresa de recrutamento e seleção, feita entre março e abril deste ano, identificou aumento no número de selecionadores de pessoal com objeções a contratar mães de crianças nessa faixa etária.

Segundo o levantamento, feito via internet com 16,2 mil pessoas de todo o país, em 2009, 50,6% dos participantes com cargo de presidente ou diretor de empresas manifestaram algum grau de objeção ante 39,7% observados há oito anos. Entre os gerentes e supervisores a parcela foi de 42% em 2001 para 46,9%.

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(Fonte: Catho Online / Infográfico da Agência Eestado)

(Fonte: Catho Online / Infográfico da Agência Estado)

Adriano Meirinho, diretor de marketing da Catho Online e um dos responsáveis pela análise da pesquisa, avalia que a objeção ocorre porque as mulheres com filhos pequenos têm maior probabilidade de ter de ausentar-se do trabalho para cuidar das crianças.

Meirinho ressalva, no entanto, que o fato de haver objeções não significa que uma candidata nessas condições não será contratada. Ele observa, ainda, que a pesquisa foi realizada ainda em meio à crise econômica e muitas respostas podem conter a preocupação com os custos das empresas.

A consultora de recursos humanos Rosa Alba Bernhoeft tem outra percepção. Segundo ela, as mulheres, diferentemente dos profissionais masculinos, não investem tanto para chegar ao poder. ?Entre a competição ferrenha e uma posição menor, mas na qual seu talento seja reconhecido, ela irá preferir a segunda opção?, afirma a especialista.

Na avaliação da consultora, os dados da pesquisa da Catho Online mostram que o mercado pode sofrer um retrocesso se a tendência se confirmar, já que as mulheres conquistaram seu espaço no mundo profissional.

Irene Azevedo, consultora da DBM, empresa especializada em recolocação de profissionais e aconselhamento profissional, afirma que definir qualquer contratação a partir do fato de uma mulher ser mãe de filhos pequenos é estar na contramão da história. ?As empresas modernas respeitam e valorizam a diversidade, sob todos os aspectos.?

Cileide de Oliveira, 25 anos, está desempregada há nove meses. Ela conta que trabalhava das 16h à meia-noite em uma rede de lanchonetes. Quando pediu para ser transferida para o turno da manhã para cuidar do filho de dois anos, teve a solicitação recusada. ?Disseram que seria impossível e que eu deveria pedir a conta. Foi o que fiz?, afirma. Cileide acredita que ainda não conseguiu novo posto de trabalho por ser vítima de preconceito.

Maria Bethânia de Oliveira, 25 anos, diz que, até o momento, fez quatro entrevistas e em pelo menos duas foi perguntada sobre filhos pequenos. ?Eles acham que não vamos cumprir horário?, acredita. Desempregada há sete meses, afirma que foi demitida por problemas de saúde contraídos no trabalho.

Daniele Bueno, 24 anos, está sem trabalho formal há pelo menos dois anos. Conta que só este ano fez cerca de dez entrevistas e em várias respondeu à pergunta sobre filhos pequenos. ?Também perguntam se minha filha está na creche?, diz.

Processo seletivo vai além do conhecimento técnico

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Criatividade, capacidade de se antecipar às solicitações de tarefa e facilidade para o trabalho em equipe estão entre as características mais valorizadas pelas empresas no momento da seleção de um trainee ou estagiário. A afirmação é de Eduardo Oliveira, superintendente operacional do Centro de Integração Empresa Escola (Ciee), organização que atua na intermediação de vagas de estágio ou treinamento.

Oliveira ressalta que os candidatos com experiência nas áreas em que pretendem atuar são valorizados. Ele observa, no entanto, que aqueles que, nas dinâmicas de seleção, apresentarem características como atitudes positivas diante de problemas e facilidade para o trabalho em grupo terão uma atenção especial. ?Deficiências técnicas as empresas podem corrigir, já de personalidade não?, diz.

Oliveira afirma que ao interessado em ingressar em uma grande empresa não basta apenas apresentar o diploma. Ele lembra que a pessoa deve mostrar-se interessada pelos assuntos relacionados a sua área de atuação e mais, demonstrar um excelente nível de conhecimentos gerais. ?Leitura é um requisito fundamental?, fala.

O superintendente do Ciee ressalta que, além da postura positiva, o candidato deve tomar cuidado com a linguagem no momento das entrevistas. ?Nada de gírias?, recomenda ele.

O Ciee oferece cursos e palestras gratuitos acerca de elaboração de currículos e formas de comportamento nas várias etapas dos processos de seleção. A organização também dispõe de vagas para estágio e treinamento. O acesso pode ser feito a partir de cadastramento gratuito no site do Ciee.

Evelyn Lemos, gerente de Recrutamento e Seleção do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), afirma que as grandes companhias buscam novos talentos para um estágio de dois anos que prepare o estudante para trainee e, daí, para carreira em posição gerencial.

A executiva do Nube recomenda aos candidatos que antes do processo de seleção pesquisem sobre a história da empresa, os setores em que atua e as regiões em que está presente. Segundo ela, é uma forma de demonstrar interesse e conhecimento juntos.

O que fazer durante uma entrevista

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Por mais qualificado que você seja, os bons atributos estampados no seu currículo podem não significar nada se a entrevista for um fracasso. Para ajudá-lo a conquistar o entrevistador no curto tempo de conversa, o ZAP listou algumas posturas que facilitam a tarefa. Confira o que você pode fazer para aumentar suas chances.

O QUE VOCÊ PODE FAZER

1. Perguntar sobre a vaga
Fazer perguntas sobre o posto de trabalho não é errado. Ao contrário, isso demonstra seu interesse pela vaga, segundo Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br. “Questões como ”quais seriam as minhas responsabilidades aqui?” ou ”que tipos de projetos eu desenvolveria?” mostra que o candidato está pronto para atuar na empresa”.

2. Mostrar atitude positiva e pró-atividade
Nada de postura apática. O que toda empresa procura é um profissional com garra e animado para executar novos projetos. Mostre que você tem foco no resultado, evitando dizer que deseja ser contratado para aprender mais dentro da companhia.
 
3. Ser objetivo e claro nas respostas
Segundo o coach do Instituto EcoSocial, Rubens Gimael, uma vez que o candidato sabe o que o entrevistador quer, o ideal é dar uma resposta pontual. Histórias longas ou que fujam do foco da pergunta devem ser evitadas. Nesse momento também é aconselhável estar atento ao vocabulário. “Gírias, vícios de linguagem e gerundismos estão proibidos”, diz Roberta Raffaelli, gerente de recrutamento e seleção da Manpower Professional.

4. Demonstrar interesse específico
O entrevistador deve sentir que o candidato realmente quer trabalhar naquela empresa e não que ela é só mais uma de suas muitas opções. Para isso, Abrileri dá a seguinte dica: “Quando surgir a oportunidade, diga que você gostaria muito de fazer parte daquela companhia e, caso surja a pergunta ”por que você quer essa vaga?”, responda sem titubear “porque eu posso desempenhar muito bem essa função?”.

O QUE VOCÊ NÃO PODE FAZER

1. Deixar o celular ligado
“Apesar de parecer óbvio, acontece com freqüência. Às vezes a pessoa atende só para dizer que não pode falar naquele momento”, conta Roberta. Para evitar problemas, o melhor é desligar o aparelho quando chegar ao local da entrevista e só ligar novamente quando a conversa já tiver acabado.

2. Exagerar no visual
Muita maquiagem, muito perfume ou muita bijuteria podem causar estranheza no entrevistador. Por isso, o conselho que Abrileri dá é ter equilíbrio. “A pessoa deve se vestir conforme o cargo que vai ocupar e como pretende ir trabalhar caso seja admitida.”

3. Criticar o emprego e o chefe anterior
Mesmo que seja verdade, o candidato nunca deve falar mal dos seus trabalhos anteriores. Não vai causar uma boa impressão no entrevistador, além de mostrar falta de ética do profissional.

4. Enfrentar o entrevistador
Discordar de quem está conduzindo a entrevista acontece, mas o que deve ser evitado a todo custo é uma postura petulante. “Caso tenha uma opinião diferente, você pode se expressar de forma educada, mas sem criar um conflito com o entrevistador. O erro não é se expressar, e sim a forma com que a pessoa se expressa”, diz Abrileri.

Criação de arranjos florais e atividades na montanha são utilizados por empresas em dinâmicas de grupo

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Rio - Aprender a fazer arranjos florais não se restringe, hoje em dia, às aulas de artesanato ou decoração. Muitas empresas estão adotando a técnica em dinâmicas de grupo, que, quem diria, serve para analisar competências pessoais, trabalho em equipe e sentimento de responsabilidade social, entre outros itens.

Como mostra reportagem do Globo, cada vez mais terapias pouco usuais vêm sendo utilizadas pelas empresas para fazer uma avaliação da performance individual e de grupos. No caso das flores, a inovação do método partiu da jornalista Sandra Braconnot. Em 1993, ela, que tinha uma tradicional floricultura, passou a estudar melhor essas terapias. Quatro anos depois, fechou o negócio e começou a atuar como palestrante e consultora. Uma das bases do trabalho é a biomimética, uma nova ciência que se inspira em elementos da natureza para resolver problemas humanos.

Atividades em lugares ao ar livre também são utilizadas em dinâmicas de grupo. O médico Gil Duque faz parte de uma equipe de estudos que analisa o impacto das dinâmicas de grupo em meio à natureza. Durante alguns anos, ele fez parte de um grupo de montanhistas que levava executivos para participar de escaladas, caminhadas e acampamentos. O objetivo era trabalhar o desenvolvimento de lideranças, tarefas em equipe e a formação de grupos.




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