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Curso de extensão é boa saída para a falta de tempo

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A loucura do cotidiano no mundo corporativo muitas vezes faz com que os profissionais não tenham fôlego para encarar cursos longos e desgastantes como MBA ou pós graduação. Para suprir a demanda de quem sofre com essa realidade, mas não abre mão de se capacitar de forma contínua, instituições de ensino vêm aprimorando seus cursos de extensão, mais rápidos e focados em determinada área de conhecimento. ?A grande vantagem dele é a flexibilidade?, diz Caê Nóbrega, consultor da Crescimentum, especializada em RH.

No entanto, na hora de escolher um curso dessa natureza, todo o cuidado é pouco. Afinal, os atributos que o qualificam - rapidez e flexibilidade - também podem desaboná-los. ?Milhares de pessoas olham para esses cursos apenas como diplomas e certificações no sistema ?fast food?, mas se esquecem de observar fatores super importantes como a idoneidade e credibilidade da instituição, a coerência do conteúdo e sua aplicabilidade na carreira?, explica Nóbrega.

Outro ponto de atenção é o fato, pouco conhecido por muitos, de esses cursos possuírem um corpo docente que é free-lancer. Assim, a troca de docente é inevitável e pode resultar na falta de coesão entre as disciplinas, que não se conversam nem se completam.

O consultor destaca, ainda, que, antes de se matricular, o profissional deve analisar seu momento de carreira (conseguirei mesmo frequentar as aulas?) e avaliar aonde quer chegar com esse investimento. Para dar uma forcinha àqueles que precisam de bússola, o CanalRh compilou os cursos de extensão relacionados a Business de algumas das principais instituições de São Paulo. Veja a lista, programe-se e boa sorte!

Conheça o dia a dia de um home officer

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Ainda que o horário seja flexível e o escritório esteja ali do lado, Maria Cristina Cinopolli Gomas, diretora da Social Consultoria, sempre organizou cada momento do dia para não comprometer a rotina do trabalho. Hoje, devido ao crescimento do seu negócio, ela já não atua dentro do seu lar, mas boa parte da sua carreira foi construída em um escritório instalado no cômodo que atualmente abriga o quarto da filha.

Para se adaptar ao esquema em home office, Maria Cristina reservou um espaço da casa para concentrar suas coisas do serviço. ?Para trabalhar em casa precisa-se de uma infra-estrutura e também de uma rotina?, afirma Maria Cristina.

Em relação a rotina, a profissional conta que, mesmo não precisando enfrentar o trânsito conturbado, acordava todos os dias entre 6 e 7 horas. Logo em seguida, tomava banho, fazia o café da manhã e já se arrumava. Trocava de roupa e se vestia como se fosse sair para trabalhar. Nada de chinelos ou de pijama. ?Precisava entrar no espírito da coisa, por isso me produzia toda. Assim sentia realmente que estava indo trabalhar.?

Por volta das 8 horas, Maria Cristina dava início às tarefas do dia. A partir desse momento o esquema é praticamente o mesmo de quando se está dentro de uma empresa: abrir e-mails, respondê-los, cuidar das pendências, fazer telefonemas e por aí vai.

Meio-dia era o horário em que a profissional tentava fazer uma pausa para o almoço. Nem sempre era possível e nem sempre o intervalo era grande, mas ela se policiava para se alimentar e cuidar de si.

Também para manter uma ordem e disciplina, Maria Cristina tentava encerrar o dia por volta das 17 horas. No entanto, de novo, nem sempre o horário era cumprido. ?Eu produzia bem mais quando estava em casa?, recorda.

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Prós e contras de trabalhar em casa

Desempregado pode calcular as chances de obter vaga

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Quem está desempregado, pode, agora, calcular no site www.termometrodoemprego.sp.gov.br , a chance de conseguir um trabalho. O sistema, chamado de Termômetro Nacional do Emprego, foi desenvolvido pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e projeta as chances de sucesso na busca de trabalho para os próximos 30, 60 e 90 dias.

Para fazer a simulação, o usuário deve digitar algumas informações, como idade, sexo, grau de instrução, estado civil, número de filhos, experiência anterior e renda mensal.

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Prós e contras de trabalhar em casa

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Confira o que cinco profissionais dizem sobre os ponto positivos e negativos do esquema home office:

PRÓS
? ?Por estar sozinho, minha concentração era maior. Não tinha colega para conversar, chamar para um café ou fumar? ? Ricardo Grimaldi, gerente de vendas para a América Latina da Epcos no Brasil

? ?Como viajo bastante, trabalhar em home office minimiza o efeito das viagens que faço para fora do país. Não fico tanto tempo fora de casa como quando trabalhava dentro do escritório da empresa? ? Suzana Piorino, diretora de RH das unidades da América do Sul d a Sofitel

? ?Como não penso no trânsito nem chego ao local de trabalho de mau humor por causa do engarrafamento, a qualidade de vida melhora. A qualidade do trabalho também? ? Gilberto Gouveia, designer

? ?A flexibilidade do horário é algo muito legal porque às vezes você não consegue render em um determinado momento. Aí eu dou uma pausa, passeio com o meu cachorro, e quando volto faço tudo o que preciso. Você pode adaptar sua rotina e acaba produzindo mais? ? Fabie Sivack, diretora da Fasmidia ? Assessoria de imprensa e Comunicação empresarial

? ?O home office permite você fazer um trabalho mais focado. No escritório você escuta 300 coisas ao mesmo tempo e, às vezes, perde a concentração. Aquelas baias baixas não impedem a passagem do som e não separam de fato as pessoas. O escritório de casa é um ambiente de trabalho mais propício? ? Maria Cristina Cinopolli Gomas, diretora da Social Consultoria

? ?Posso almoçar em casa e ficar mais perto dos meus filhos? ? Fabie Sivack, diretora da Fasmidia ? Assessoria de imprensa e Comunicação empresarial

CONTRAS
? ?A pessoa deve estabelecer limites. É preciso tomar cuidado para não ficar o dia inteiro trabalhando? ? Suzana Piorino, diretora de RH das unidades da América do Sul da Sofitel

? ?As pessoas ainda não vêem com bons olhos o trabalho em casa. Às vezes é difícil conseguir cliente dizendo que trabalho em esquema home office? ? Gilberto Gouveia, designer

? ?Trabalho um pouco mais do que antes, justamente por não existir muito bem essa divisão entre casa e trabalho. Acontece de, às vezes, ficar o dia inteiro conectada? ? Fabie Sivack, diretora da Fasmidia ? Assessoria de imprensa e Comunicação empresarial

? ?Um aspecto negativo é que você fica longe dos colegas de trabalho. O home office acaba sendo muito solitário? ? Maria Cristina Cinopolli Gomas, diretora da Social Consultoria

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(Foto: lute1 / stock.xchng)

(Foto: lute1 / stock.xchng)

Trabalhar em casa exige alto grau de responsabilidade e auto-motivação. Conheça as vantagens e desvantagens de montar um escritório em sua residência e evitar grandes deslocamentos diários. Antes de se arriscar no seu, tire suas dúvidas sobre esse esquema de trabalho.

O que é home office?
É um esquema de trabalho no qual o profissional atua dentro da própria casa. Ele continua com as mesmas responsabilidades e metas, mas evita deslocamentos diários até a empresa ou sala comercial. O tempo gasto com transporte é aproveitado na atividade profissional.

Qual o perfil do profissional home officer?
Baseada em sua experiência, Maria Cristina Cinopolli Gomas, diretora da Social Consultoria, considera que o profissional que deseja trabalhar em casa deve se fazer basicamente duas perguntas: ?gosto de trabalhar sozinho?? e ?sou organizado??.

Ter equipamentos e estrutura tanto física quanto tecnológica também são importantes, assim como a compreensão da família. ?É bom estabelecer regras com os familiares para que eles não interfiram na sua rotina de trabalho e para que a relação entre todos da casa também não seja prejudicada?, diz Maria Cristina.

Apenas profissionais autônomos podem ser home officers?
Não. O engenheiro Ricardo Grimaldi, por exemplo, teve seu escritório transferido para dentro de casa quando atuava na unidade da Epcos, empresa sediada no Brasil. Na época ocupava o cargo de gerente de vendas para a América Latina e precisou deixar o espaço físico da empresa para trabalhar a distância. ?Quando a empresa implantou o esquema home office, uma das intenções era obter redução de custo. E isso realmente aconteceu. Com a mudança foi possível uma economia em torno de 100 mil euros por ano.?

Mesmo distantes, os empregadores conservam uma relação com o funcionário e se mantém informados sobre a produção. No caso de Grimaldi, toda a equipe que atuava em casa se deslocava pelo menos uma tarde por semana à empresa física. Lá eram feitas reuniões e o profissional tinha a oportunidade de trocar experiências com outros colegas que também trabalhavam em casa. ?Quando nos encontrávamos nas reuniões conversávamos sobre o novo sistema e assim nos ajudávamos nesse período de transição, porque não sabíamos como era ter o escritório em casa?, comenta Grimaldi.

A empresa ajuda o funcionário na adaptação do escritório para casa?
De acordo com Paulo Ishimaru, gerente consultivo do Grupo Soma, a maioria dá um treinamento de como se trabalha em esquema home office. ?Não é simplesmente mandar a pessoa para casa. Precisa ensiná-la como atuar fora do ambiente corporativo?, conta.

Além disso, as empresas que adotam esse sistema dão suporte de equipamento, como aconteceu com Ricardo Grimaldi. ?Eu pude trazer até os móveis que utilizava dentro da empresa. Assim montei um mini escritório dentro de casa.? Acesso à internet, linha telefônica e aparelhos, como celular e laptop, também foram fornecidos ao gerente de vendas na época.

Autônomos que são home officers sofrem preconceito?
Às vezes isso pode acontecer. Segundo Fabie Sivack, diretora da Fasmidia ? Assessoria de imprensa e Comunicação empresarial, as pessoas confundem trabalho em casa com trabalho caseiro, ou seja, sem profissionalismo. No entanto, a profissional afirma que há formas de mudar essa imagem. ?Certa vez um cliente me aconselhou a criar um logo para me apresentar como uma marca, e não só como eu mesma. Então, fiz uma logomarca, um cartão de visita e um site da Fasmidia. Toda esses esforços no sentido de me estabelecer como uma marca mudaram bastante a recepção dos outros.?

Do que preciso para trabalhar em casa?
Depende do tipo da profissão, mas alguns itens são básicos, como computador, internet, linha telefônica e contatos. O designer Gilberto Gouveia, por exemplo, explica que mantém o trabalho devido a rede de contatos que estabeleceu. ?Quando saí da agência de publicidade para trabalhar em casa, comecei do zero. Hoje, presto regularmente serviço terceirizado para uma agência de marketing e outros clientes?, afirma Gouveia.

Quais áreas de atuação permitem trabalho home office?
Segundo a consultora Claudia Monari, geralmente as empresas que lidam com tecnologia, como o Google, oferecem esse tipo de oportunidade a alguns funcionários. Mas é claro que tudo depende também da função desempenhada pela pessoa. ?Se ela atuar em uma área operacional, que depende de ferramentas na empresa, não conseguirá fazer o trabalho de casa.?

Além desse setor de tecnologia, para o gerente consultivo Paulo Ishimaru, áreas como a Comunicação Social ? jornalismo, publicidade e setores comerciais também permitem a implantação do sistema a distância.

A carga horária e a produtividade diminuem?
Tanto o autônomo quanto o funcionário têm a mesma resposta para essa pergunta. Ao contrário do que costuma-se pensar, a produtividade aumenta, e muito. O mesmo acontece com a jornada de trabalho. ?Muitas vezes vi que já era meia-noite e ainda estava preso ao computador com os afazeres. Como estou em casa, acabo me esquecendo da hora e ficando mais tempo envolvido com o trabalho?, conta o designer Gilberto Gouveia.

Suzana Piorino Maria, que atua em home office como diretora de RH das unidades da América do Sul da Sofitel, também diz ter uma boa produtividade, mesmo fora do ambiente da empresa. Para ela, a questão dos resultados está muito menos ligada ao local e mais relacionada ao profissional saber gerenciar sua demanda. ?Isso porque a pessoa pode estar dentro da empresa, trabalhando no escritório, e não ser produtiva.?

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