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Intercâmbio: o up do currículo

Categorias: CURSOS

Depois de duas faculdades e diversas experiências profissionais no currículo, o publicitário Rafael Correa resolveu diversificar e incrementar ainda mais o seu cartão de entrada nas empresas. Para isso foi para o Canadá fazer um curso específico de Marketing, sua área de atuação, para conseguir melhores resultados no mercado de trabalho. Maria Elisa Lo Russo aproveitou as férias da faculdade de Psicologia e seguiu para o mesmo destino com o intuito de conseguir o tão desejável inglês fluente. Os dois apostaram no intercâmbio para melhorar a visibilidade de seus currículos.

Empresas de diversos ramos dão muito valor a essas experiências profissionais. E, mesmo que a experiência no exterior não seja a dos sonhos, a vivência com pessoas de outras culturas sempre agrega conhecimentos e habilidades desejáveis pelas empresas, segundo apuração do ZAP com especialistas da área. “Sem dúvida conviver com pessoas estranhas ao seu convívio ajuda a ficar melhor inserido amanhã em um ambiente corporativo”, diz Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br.

Essa troca de experiência e a possibilidade de viver em um outro país fazem com que o profissional seja valorizado. “Conviver com pessoas que possuem cultura diferente da nossa torna a pessoa mais flexível, mais apta para lidar com situações diversas e isso é muito valorizado pelas empresas”, conta Luiza Vianna, gerente da CI. E essa opinião é unânime dentre os profissionais especializados no mercado de trabalho, assim como comenta Carmem Alonso, gerente de treinamento do Nube. “Eu diria que o que diferencia é o desenvolvimento de competências como adaptação, como jogo de cintura, flexibilidade; o fato de você conseguir administrar o próprio tempo, administrar o próprio recurso financeiro.”

Aliás, nesse tipo de experiência o que possui maior valor é o estudo de uma outra língua, que na maioria dos casos é o inglês. “Nos próximos dez anos quem não tiver inglês vai estar fora do mercado, porque com a globalização e a internet o inglês é cada vez mais necessário”, diz Pedro Amaral, diretor executivo do Grupo Foco. Por isso, estudar línguas em um outro país ganha cada vez mais importância na hora de pleitear uma vaga de trabalho. “Um segundo, terceiro idioma, aliado a necessidade de experiência internacional hoje em dia é extremamente necessário”, diz Vianna.

O relacionamento criado por esses profissionais também possui um grande peso na visão corporativa, como diz Abrileri. “Ao fazer intercâmbio você aumenta o seu relacionamento com as pessoas, o que amanhã pode ser útil para uma série de coisas, pois o networking é muito importante”. “Também ocorre o relacionamento da pessoa dentro de um grupo e as empresas valorizam muito isso, porque hoje não basta você ser um profissional que desempenha a sua função de forma adequada. É cada vez mais importante que você mantenha um bom relacionamento. E nisso o intercâmbio só vem agregar”, afirma Vianna.

Porém, mesmo o estudo de um outro idioma sendo o maior diferencial dessas viagens, muitas vezes o trabalho aliado a cursos acaba trazendo um item a mais para o currículo, o que pode ou não ser satisfatório. Isso porque as vivências profissionais só devem ser ressaltadas no documento quando estiverem relacionadas a sua área de atuação, o que, no caso do intercâmbio, pode não ocorrer. “Para ajudar nos custos muitas vezes o estudante acaba arrumando um subemprego”, diz Vianna. E esse fato, se não tiver ligação com a sua área de trabalho, deve ser mencionado com a expressão adequada no currículo. “É só colocar vivência internacional ao invés de experiência internacional, porque isso vai significar que a pessoa viveu, que a pessoa esteve naquele país, mas não trabalhando na área dela”, fala Amaral.

Assim, caso seja perguntado sobre essa vivência fora de sua área de atuação durante uma entrevista seja sincero, pois isso pode sim ser um diferencial. “Não há problema nenhum de mencionar que houve essa experiência e que foi uma forma da pessoa complementar os seus custos lá fora. Mas é bom dizer que o objetivo dela não era esse”, diz Vianna. Entretanto, deve-se salientar que, assim como comenta Amaral, essa variável só traz resultados em casos de profissionais recém iniciados no mercado de trabalho.

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