home do ZAP home de Empregos

Emprego formal no Brasil tem resultado recorde em outubro

Categorias: ÚLTIMAS NOTÍCIAS

São Paulo - O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de outubro registrou a criação de 230.956 empregos formais, um resultado recorde para o mês, segundo informou nesta segunda-feira, 16, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. De janeiro a outubro deste ano, segundo dados do ministério, foram criadas 1.163.607 vagas formais. Na semana passada, o ministro já havia adiantado que a criação de vagas ultrapassaria 1 milhão no acumulado do ano até outubro.

Em outubro, foram admitidos 1.433.915 trabalhadores, enquanto 1.202.959 foram demitidos. Segundo o Ministério do Trabalho, pelo terceiro mês consecutivo, o número de empregos gerados com carteira assinada superou a marca de 200 mil.

O resultado de outubro se deve ao desempenho recorde em cinco dos oito setores da atividade econômica. O principal destaque foi a indústria de transformação, que ampliou o seu quadro em 74.552 novos postos. Outros setores com contrações líquidas recordes foram serviços (69.581), comércio (68.516), construção civil (26.156) e extrativa mineral (1.157).

O único setor que demitiu mais do que contratou foi o de agropecuário, com dispensas líquidas de 11.569. Segundo o Ministério do Trabalho, essa redução se deve à entressafra, principalmente, no Sudeste do país.

LUPI PREVÊ MAIS EMPREGOS EM 2010 - No próximo ano, o ministro do Trabalho prevê que serão gerados 2 milhões de empregos formais no Brasil. Se a marca for atingida, será o maior número de geração de empregos em um ano na história do país. “Temos que ter crença na economia nacional e temos que acabar com o complexo de ser pequeno”, afirmou o ministro, que previu que o setor de serviços deve continuar sustentando a geração de empregos no Brasil.

Para 2009, Lupi disse que mantém a previsão de 1 milhão a 1,1 milhão de empregos formais. Segundo ele, essa previsão considera o fato de que, no mês de dezembro, há maior número de demissões do que de contratações. Ele disse que o índice médio de demissões em dezembro é de 300 mil. O ministro, no entanto, acredita que neste ano ocorrerá o registro do menor número de demissões no mês de dezembro. Para novembro, o ministro acredita em novo recorde de contratações, mas, segundo ele, não será forte o suficiente para recuperar as demissões que ocorrerão em dezembro.

“O Brasil foi o único país do G-20 que gerou mais de um milhão de empregos formais este ano. Isso mostra o acerto das políticas governamentais”, afirmou Lupi. Ele acredita que a economia brasileira deve crescer em torno de 2% este ano. No ano que vem, o crescimento o PIB será de 7% a 8%, avalia o ministro.

ELEVAÇÃO DA MASSA SALARIAL - Lupi também destacou a elevação da massa salarial de janeiro a outubro, 4,4% acima da inflação medida pelo INPC. Para o ministro, o aumento da massa salarial foi a maior alavanca para que o país saísse da crise financeira internacional. Ele disse que anunciará, nos próximos dias, um recorde histórico no pagamento do abono salarial (o abono salarial é pago a trabalhadores com renda média de até dois salários mínimos no ano anterior).

Bernanke: emprego só avança com crescimento forte

Categorias: MERCADO DE TRABALHO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Washington - O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, reiterou hoje que, a não ser que o crescimento econômico seja robusto, pode demorar algum tempo para o mercado de trabalho melhorar. “Temos que crescer mais rápido que o potencial básico para reduzir consideravelmente a taxa de desemprego”, disse ele ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Estados Unidos. “Se crescermos apenas a 3%, então, infelizmente, a taxa de desemprego ainda ficará acima de 9% até o final do ano” que vem.

Bernanke observou que muitos analistas não esperam que o crescimento econômico em 2010 seja robusto o suficiente para impulsionar dramaticamente o emprego e acrescentou que as soluções são limitadas. “Não tenho balas mágicas para oferecer, se tivesse, já estaria oferecendo agora”, disse ele.

INFLAÇÃO - Bernanke afirmou também que está confiante de que o banco central pode desfazer seus programas de resgate extraordinários sem provocar inflação. Ele também reiterou que a recessão pode estar perto do fim tecnicamente, mas continua preocupado com a falta de criação de emprego. “Eu quero assegurá-los de que temos todas as maneiras de sair desta situação e evitar uma inflação, mesmo se não vendermos nenhum desses ativos”, disse Bernanke ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara.

Ele afirmou que “tecnicamente a recessão pode estar acabando, no sentido de que a economia não está mais caindo e está começando a subir”, mas acrescentou que “o crescimento não deve ser rápido o suficiente para reduzir o desemprego a um nível que gostaríamos de ver”. As informações são da Dow Jones.

G-20 vai criar ou salvar 11 milhões de empregos, diz OIT

Categorias: MERCADO DE TRABALHO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Genebra - As medidas tomadas pelo G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) ajudarão a criar ou salvar até 11 milhões de empregos em 2009, estimou hoje o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia. Segundo ele, essas medidas não podem ser retiradas muito rapidamente e a pressa em eliminá-las pode agravar a crise do desemprego.

Citando dados de um relatório da OIT que será apresentado durante a reunião do G-20 na semana que vem, nos Estados Unidos, Somavia disse que, se não fossem as políticas adotadas, o desemprego nos países do G-20 durante o primeiro semestre do ano teria sido entre 29% e 43% maior. Ainda assim, o número de pessoas desempregadas no mundo deverá ser recorde em 2009, ficando entre 219 milhões e 241 milhões, de acordo com o relatório da OIT.

As informações são da Dow Jones.

Pré-sal: empregos e dinheiro para SP

Categorias: MERCADO DE TRABALHO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A exploração do petróleo do pré-sal vai movimentar a economia de São Paulo. Além dos empregos diretos e indiretos que serão criados com a exploração do petróleo no litoral, a arrecadação de impostos do Estado vai crescer e possibilitar mais investimentos em educação, saúde e infraestrutura.

Todo o benefício dessas novas descobertas, no entanto, vai ser gradativo. O primeiro reflexo na economia do Estado vai ser na criação de empregos. De acordo com a Petrobrás, o petróleo do pré-sal vai gerar 19,7 mil empregos diretos nos próximos quatro anos, considerando não só a operação dos campos, mas também a construção da infraestrutura. Serão 5,1 mil engenheiros, 2 mil trabalhadores da construção civil, 11 mil empregos na construção e montagem e 1,6 mil na manutenção e operação das plataformas.

Em Santos esse processo está em curso. A cidade vai abrigar a sede administrativa da Petrobrás, que está em construção. A partir de 2013, as três torres vão receber 6 mil funcionários da empresa.

O apoio marítimo e as atividades administrativas ligadas à exploração do petróleo devem resultar na criação de outros 50 mil empregos no litoral até 2018, de acordo com a Comissão Especial de Petróleo e Gás (Cespeg), órgão da Secretaria de Desenvolvimento de São Paulo. ?É uma estimativa conservadora, porque não considera a instalação de novas indústrias?, diz o José Roberto dos Santos, secretário executivo da Cespeg.

Em todo o Brasil, a estimativa da Federação Única dos Petroleiros (FUP) é que seja criado um milhão de empregos no setor de produção, exploração e refino de petróleo nos próximos dez anos. ?Não estou incluindo a parte de atividades que giram em torno da indústria do petróleo?, diz João Antonio de Moraes, coordenador da entidade.

O retorno do petróleo em termos da arrecadação será a partir de 2015, quando deve começar a produção comercial no Estado. ?Temos que considerar que a produção só ocorre depois de cinco a sete anos da concessão, por causa da prospecção e dos testes necessários?, diz Santos. Ele explica que durante os primeiros períodos de testes não são cobrados royalties nem participação especial dos produtores.

No ano passado, São Paulo recebeu R$ 4 milhões com os recursos de royalties e participações especiais, de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME). Esse volume ainda é minúsculo se comparado aos R$ 3,3 bilhões que são distribuídos aos outros Estados.

Em São Paulo, os recursos do petróleo são destinados ao Fundo de Expansão da Agropecuária e da Pesca (Feap), que presta assistência a pequenos produtores. ?O governo já estuda dar um novo destino para esses recursos, que devem crescer após a exploração do pré-sal?, diz Santos.

Os Estados recebem atualmente 40% do total arrecadado com a exploração do petróleo. O governo federal recebe outros 40% e os municípios recebem 20%, de acordo como MME.

Esse modelo deve mudar se o novo marco regulatório do setor for aprovado no Congresso. A proposta, do governo federal, pretende instituir um modelo de partilha da produção, em que parte do petróleo extraído, passa a ser do governo federal. O novo marco também prevê a criação de um Fundo Social que pode investir os recursos gerados pelo petróleo em projetos de infraestrutura. A nova regra vai valer para os blocos do pré-sal que ainda não foram concedidos para a exploração. A participação dos Estados e municípios produtores será menor que no modelo atual.

Além de afetar a arrecadação, as reservas de petróleo devem transformar o Brasil num exportador de óleo e combustíveis. As 11 plataformas do pré-sal que devem entrar em produção até 2018 podem praticamente duplicar a produção diária do país. Atualmente o Brasil produz 2 milhões de barris de petróleo por dia. A maior parte dessa produção é de um petróleo pesado, com menor preço no mercado internacional. As plataformas do pré-sal devem acrescentar 1,8 milhão de barris por dia à essa produção com óleo leve de melhor qualidade.

Para se ter uma ideia do tamanho das descobertas do pré-sal, apenas os campos que tiveram suas reservas estimadas pela Petrobrás já têm o potencial de dobrar as reservas de petróleo do país, de 12,6 bilhões de barris de petróleo. A reserva dos campos de Tupi, Iara e Parque das Baleias, é estimada em 9,5 bilhões e 14 bilhões de barris de petróleo.

A abundância de petróleo não deve se reverter em menor preço de combustíveis para o consumidor, na opinião do sócio-diretor da Gás Energy, Marco Tavares. ?O petróleo do pré-sal tem um alto custo de produção e precisa ter seu valor recuperado, de acordo com o preço internacional.?

TECNOLOGIA - Atualmente a produção do petróleo do pré-sal está parada. Em julho, a Petrobrás suspendeu o teste de longa duração no poço de Tupi, depois de encontrar problemas em parafusos para fixar um equipamento submarino. De acordo com o engenheiro do petróleo e diretor do Sindicato dos Petroleiros do Litoral, Anderson Mancuso, a tecnologia para a produção do petróleo do pré-sal está 90% consolidada. Ele diz que o maior desafio é o logístico.?Os helicópteros não têm autonomia para chegar às plataformas que estão a 300 km do continente.?

SAIBA MAIS:

PRÉ-SAL - Camada que fica a 7 mil metros abaixo do nível do mar. As áreas que possuem petróleo estão a 250 quilômetros do continente, em média, e estendem-se do litoral do Espírito Santo ao de Santa Catarina.

ROYALTY - Porcentual cobrado pelo governo para conceder o direito de exploração. No caso do petróleo corresponde a 10% do valor da produção comercializada.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL - Porcentual adicional cobrado pelo governo para os poços com baixo risco e alta produtividade, como aqueles do pré-sal. Corresponde a 40% do total comercializado.

PARTILHA DA PRODUÇÃO - Sistema proposto pelo governo federal, em que a empresa exploradora paga ao governo com parte do petróleo que produzir.




Copyright © 2013 ZAP.
Todos os direitos reservados. v2.0