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Curso de extensão é boa saída para a falta de tempo

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A loucura do cotidiano no mundo corporativo muitas vezes faz com que os profissionais não tenham fôlego para encarar cursos longos e desgastantes como MBA ou pós graduação. Para suprir a demanda de quem sofre com essa realidade, mas não abre mão de se capacitar de forma contínua, instituições de ensino vêm aprimorando seus cursos de extensão, mais rápidos e focados em determinada área de conhecimento. ?A grande vantagem dele é a flexibilidade?, diz Caê Nóbrega, consultor da Crescimentum, especializada em RH.

No entanto, na hora de escolher um curso dessa natureza, todo o cuidado é pouco. Afinal, os atributos que o qualificam - rapidez e flexibilidade - também podem desaboná-los. ?Milhares de pessoas olham para esses cursos apenas como diplomas e certificações no sistema ?fast food?, mas se esquecem de observar fatores super importantes como a idoneidade e credibilidade da instituição, a coerência do conteúdo e sua aplicabilidade na carreira?, explica Nóbrega.

Outro ponto de atenção é o fato, pouco conhecido por muitos, de esses cursos possuírem um corpo docente que é free-lancer. Assim, a troca de docente é inevitável e pode resultar na falta de coesão entre as disciplinas, que não se conversam nem se completam.

O consultor destaca, ainda, que, antes de se matricular, o profissional deve analisar seu momento de carreira (conseguirei mesmo frequentar as aulas?) e avaliar aonde quer chegar com esse investimento. Para dar uma forcinha àqueles que precisam de bússola, o CanalRh compilou os cursos de extensão relacionados a Business de algumas das principais instituições de São Paulo. Veja a lista, programe-se e boa sorte!

Prós e contras de trabalhar em casa

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Confira o que cinco profissionais dizem sobre os ponto positivos e negativos do esquema home office:

PRÓS
? ?Por estar sozinho, minha concentração era maior. Não tinha colega para conversar, chamar para um café ou fumar? ? Ricardo Grimaldi, gerente de vendas para a América Latina da Epcos no Brasil

? ?Como viajo bastante, trabalhar em home office minimiza o efeito das viagens que faço para fora do país. Não fico tanto tempo fora de casa como quando trabalhava dentro do escritório da empresa? ? Suzana Piorino, diretora de RH das unidades da América do Sul d a Sofitel

? ?Como não penso no trânsito nem chego ao local de trabalho de mau humor por causa do engarrafamento, a qualidade de vida melhora. A qualidade do trabalho também? ? Gilberto Gouveia, designer

? ?A flexibilidade do horário é algo muito legal porque às vezes você não consegue render em um determinado momento. Aí eu dou uma pausa, passeio com o meu cachorro, e quando volto faço tudo o que preciso. Você pode adaptar sua rotina e acaba produzindo mais? ? Fabie Sivack, diretora da Fasmidia ? Assessoria de imprensa e Comunicação empresarial

? ?O home office permite você fazer um trabalho mais focado. No escritório você escuta 300 coisas ao mesmo tempo e, às vezes, perde a concentração. Aquelas baias baixas não impedem a passagem do som e não separam de fato as pessoas. O escritório de casa é um ambiente de trabalho mais propício? ? Maria Cristina Cinopolli Gomas, diretora da Social Consultoria

? ?Posso almoçar em casa e ficar mais perto dos meus filhos? ? Fabie Sivack, diretora da Fasmidia ? Assessoria de imprensa e Comunicação empresarial

CONTRAS
? ?A pessoa deve estabelecer limites. É preciso tomar cuidado para não ficar o dia inteiro trabalhando? ? Suzana Piorino, diretora de RH das unidades da América do Sul da Sofitel

? ?As pessoas ainda não vêem com bons olhos o trabalho em casa. Às vezes é difícil conseguir cliente dizendo que trabalho em esquema home office? ? Gilberto Gouveia, designer

? ?Trabalho um pouco mais do que antes, justamente por não existir muito bem essa divisão entre casa e trabalho. Acontece de, às vezes, ficar o dia inteiro conectada? ? Fabie Sivack, diretora da Fasmidia ? Assessoria de imprensa e Comunicação empresarial

? ?Um aspecto negativo é que você fica longe dos colegas de trabalho. O home office acaba sendo muito solitário? ? Maria Cristina Cinopolli Gomas, diretora da Social Consultoria

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Professores farão prova em fevereiro

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Cerca de 220 mil profissionais da rede estadual de ensino farão provas a partir do próximo ano para conquistar promoção na carreira. Nesta primeira etapa, as avaliações podem garantir aumento de até 25%, dependendo do desempenho do profissional. A lei que cria o plano de valorização pelo mérito foi sancionada, ontem, pelo governador José Serra.

O teste para diretores e supervisores será feito no dia 31 de janeiro de 2010. Nos dias 3 e 4 de fevereiro farão a prova os professores de 1ª a 5ª série do ensino fundamental e de 6ª a 9ª, respectivamente.

O programa prevê cinco faixas de avaliação. Hoje, todos fazem parte da primeira. Para passar da inicial para a segunda, o profissional deverá estar há quatro anos na mesma escola. Na prova, será necessário tirar, no mínimo, nota 6.

Serão beneficiados até 20% dos integrantes que tiverem as melhores notas em cada uma das faixas. Segundo o secretário de Educação, Paulo Renato, essa limitação é resultado do orçamento. ?Por enquanto, não temos como dar aumento para todos, mas quem sabe podemos mudar este percentual.?

Livre-se de seu chefe e seja um empreendedor

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(Foto: lusi / stock.xchng)

(Foto: lusi / stock.xchng)

Depois de trabalhar 22 anos na mesma empresa, a gerente de recursos humanos Sonia Estancioni não via crescimento profissional senão na mudança de perfil de trabalho. Decidiu investir em uma consultoria ao lado de dois sócios. ?Saí da Alcoa Alumínio em 2007 e, em janeiro de 2009, meus parceiros e eu assinamos um contrato em Portugal para sermos os representantes da empresa suíça Dynargie no Brasil?, conta.

Para Sonia, o sucesso em curto prazo se deu por conta de um planejamento do negócio. ?Antes de abrir uma empresa, é necessário uma pesquisa por meio da qual conferimos se a ideia está adequada às necessidades existentes e se tem chances de sucesso?, diz a consultora.

A transição de carteira assinada para o empreendedorismo requer alguns cuidados. O primeiro deles é fazer um mapeamento do mercado. E, em seguida, o profissional deve desenhar seu plano de negócio. Segundo Eduardo Bahi, consultor de carreira da Thomas Case Associados, isso implica em identificar a concorrência e dimensionar o valor do investimento. ?O pequeno empreendedor deve fazer a projeção de quanto vai gastar e quanto vai receber?, recomenda.

Ainda sobre a questão financeira, Renato Grinberg, especialista em carreiras e mercado de trabalho, sugere que se faça um cálculo para avaliar por quanto tempo as reservas da pessoa conseguem sustentar o negócio. ?É um erro ignorar essa etapa, pois os lucros virão somente a médio e longo prazo. A maioria quebra porque não entende isso?, afirma.

PARA SE MANTER DE PÉ ? Segundo Grinberg outra falha é tentar reproduzir o modelo da empresa na qual o profissional atuava. Por isso, o terceiro passo para abrir o negócio próprio é ter equilíbrio e moderação nos gastos. ?Quando se está em um lugar grande, o custo com o cafezinho, por exemplo, passa despercebido. Mas em pequenas estruturas não é assim.? Sonia Estancioni concorda com a ideia de controle financeiro, algo que ela monitora de perto no seu negócio. ?Acompanhamos mensalmente os gastos e rendimentos. É importante saber quanto está saindo e quanto está entrando.?

CONTAS SEPARADAS - Sabrina Baracchini, consultora da Integration Consultoria Empresarial, lembra que não se deve misturar o capital pessoal com o da empresa. Também os primeiros rendimentos devem ser revertidos em ações dentro do próprio negócio e não em investimentos particulares.

ESPAÇO PARA A CRIATIVIDADE ? Espírito inovador e coragem de assumir riscos também são necessários para o estabelecimento do negócio próprio, segundo o diretor de planejamento e criação da EGO Comunicação Estratégica, Américo Barbosa. ?Abrir o negócio próprio é 70% planejamento e 30% intuição analítica. Afinal, empreendedor é alguém que faz apostas e investe em ideias novas?, conta.

O objetivo não é arriscar sem critérios, e sim tentar prever o movimento do mercado, por exemplo. O olhar do profissional deve ir além do óbvio, sendo necessário ter a competência da empatia. ?O sucesso do negócio depende também da capacidade de se colocar no lugar do outro, do consumidor, e entender as suas necessidades.?

DICAS: leia o que consultores e especialistas dizem sobre empreendedorismo

- ?Invista na sua formação para migrar tranquilamente da posição de profissional com carteira assinada para pequeno empreendedor. Leia bastante e freqüente palestras sobre empreendedorismo?, aconselha Sonia Estancioni, sócia da Dynargie Brasil.

- ?Explore o diferencial do seu empreendedorismo e seja criativo. Se o pequeno empreendedor fizer bem o que todo mundo faz será engolido pelo mercado?, Américo Barbosa, diretor de planejamento e criação da EGO Comunicação Estratégica.

- ?Faça um planejamento de divulgação do seu negócio. Você pode ter o melhor produto ou empresa do mundo, mas se ninguém souber disso não adianta nada?, Renato Grinberg, especialista em carreiras e mercado de trabalho.

- ?Esteja preparado para trabalhar bastante. Alguns têm a ilusão de que por serem os donos do seu tempo, trabalharão menos?, Sonia Estancioni.

- ?Tenha cuidado com a sociedade. As habilidades dos sócios devem ser complementares, mas seus valores precisam ser similares?, Renato Grinberg.

- ?Escolha bem a sua equipe. Ter grande capacidade de gestão significa identificar as falhas em si e buscar as competências complementares nos outros?, Américo Barbosa.

- ?Não concentre tudo na sua mão. Geralmente quando o negócio é pequeno o líder tem dificuldade de descentralizar as tarefas, seja por falta de confiança na equipe, seja por falta de dinheiro para contratar mais colaboradores?, Sabrina Baracchini, consultora da Integra.

- ?Entenda que o dinheiro entra no caixa de forma diferente. Quando se é funcionário existe um dia fixo para o recebimento do salário. Mas quando o negócio é seu você é quem deve correr atrás do salário?, Sonia Estancioni.

- ?Tenha persistência até conseguir firmar o negócio no mercado. Alguns desistem ao verem que as metas não forem alcançadas a curto prazo?, Eduardo Bahi, consultor de carreira da Thomas Case Associados.

Consultora Fernanda Palácius explica o perfil do líder do futuro

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Na manhã desta sexta-feira, Fernanda Palácius, da Crescimentum, consultoria focada em treinamento para líderes de empresas, apresentou a um grupo de profissionais sua visão de líder de futuro. Durante o evento Manhã de RH, que aconteceu em São José dos Campos (SP), a consultora citou algumas características necessárias em um gestor e a primeira delas foi a capacidade de ter uma visão de futuro.

Segundo uma pesquisa da Hogan Assessment Systems, apresentada pela palestrante, 100% dos líderes de sucesso entrevistados são pessoas que olham longe e tem ambição. Para Fernanda, esse comportamento é importante, pois motiva o profissional a buscar um objetivo e a se aprimorar. ?A ideia é ter um planejamento para se focar em algo e, quando olhar para trás, poder ver o que conquistou e construiu.?

Ao longo da conversa, a consultora também explicou que a maior parte da energia dos líderes deve ser dirigida ao campo da habilidade e da atitude. Isso significa que não adianta muito o profissional deter grande conhecimento se ele não sabe como utilizá-lo nem tem a iniciativa de aplicá-lo. ?As pessoas são contratadas pelo currículo, que seria o conhecimento, mas são demitidas pelo comportamento, ou seja, a falta de habilidade e de atitude.?

Para ser um bom líder, Fernanda aponta a necessidade de também saber conduzir a vida pessoal. Isso significa que a preocupação com a saúde e o relacionamento com familiares e amigos é tão importante quanto os cuidados com a carreira. Um exemplo dado pela consultora é a GM, que descobriu que os participantes de programas de capacitação física apresentam redução de 50% nos desentendimentos no trabalho e aumento de produtividade de 40% *. ?Quando você alivia o estresse e toda carga do trabalho em alguma atividade, está mais preparado para enfrentar os novos desafios e trabalhar melhor no dia seguinte.?

* os dados sobre o resultado do programa de capacitação da GM foram retirados do livro “Envolvimento Total”, de Jim Loehr & Tony Schwartz




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