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O segmento de educação contratou 5,05% mais profissionais com carteira assinada em 2009 do que no ano passado na região metropolitana de São Paulo. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, esse é o único segmento econômico que apresentou aumento no saldo de pessoas contratadas de janeiro a setembro na comparação entre os dois anos.
Todos os outros setores apresentam um saldo de novas vagas de trabalho inferior do que no ano passado, mesmo que o resultado seja positivo (veja gráfico).
Em educação, foram abertas 15.304 vagas no período em 2008. Neste ano, as novas contratações somam 16.077 profissionais.
Para José Augusto de Mattos Lourenço, vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), isso ocorre porque há um constante crescimento no número de alunos para o ensino particular. ?De 2006 a 2008, o número de estudantes na rede particular cresceu 25%. Isso demanda mais profissionais, e não só professores, mas de área administrativa, de manutenção, entre outros?, afirma.
O vice-presidente acredita que também deve haver crescimento no número de alunos nos colégios particulares, mas ainda não há uma número consolidado.
A maior demanda por profissionais, de acordo com o Sieeesp, é para o ensino infantil e fundamental. ?No ensino médio há vagas, mas também há dificuldade de encontrar profissionais capacitados para dar aula em escolas, como professores de matemática, física e química. Muitas vezes, esses são disputados com o mercado?, explica Lourenço.
No ensino superior, a previsão de crescimento não é tão otimista. De acordo com Rodrigo Capelato, diretor executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras dos Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), o número de novas vagas de trabalho deve se manter estável nas instituições particulares em relação ao ano passado. ?Haverá apenas contratação para reposição de cargos. Se crescer, será 1%?, afirma.
O número de alunos no ensino superior não deve crescer mais do que 2% neste ano, segundo Capelato. ?Desde 2002 e 2003 - quando se crescia 5% ao ano -, não tivemos grande elevação no número de matriculados, e nas faculdades e universidades o ritmo de crescimento diminuiu de 4% para 3%, e devemos fechar em 2% em 2009?, diz.
CRISE - O segmento de ensino particular também foi afetado pela crise econômica internacional. Nos ensinos Infantil, Fundamental e Médio, as escolas tiveram um aumento de inadimplência. Em São Paulo, o mês de setembro registrou 9,73% de alunos inadimplentes, número considerado alto pelo Sieeesp. Nas instituições de ensino superior, muitos alunos não se rematricularam para o ano seguinte. ?A crise ficou mais forte no fim de ano. Esse fenômeno de aumento das desistências é novo para o segmento?, diz Capelato.