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Gerdau enfrenta segunda greve em dois dias

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Após a greve de 24 horas dos funcionários do primeiro turno da fábrica da Gerdau em São José dos Campos (SP), ontem, uma nova paralisação atinge a empresa, agora na unidade de Pindamonhangaba.

Cerca de 1.400 funcionários decidiram parar na manhã de ontem para protestar contra o impasse criado pela empresa em relação ao abono a ser pago por conta da campanha salarial deste ano.

“Eles querem dar com uma mão e tirar com a outra”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sergio Ivan Marchetti, referindo-se ao fato de a empresa oferecer R$ 300 de abono, caso pague os 5,40% de aumento negociados. ”Do contrário, pagam R$ 1 mil, mas com apenas 5% de aumento”, afirmou.

Marchetti e os demais sindicalistas reclamaram do policiamento ostensivo na porta da fábrica na entrada do segundo turno, quando haveria outra assembleia. ”Os policiais estavam ostensivamente armados e até o Águia [helicóptero] foi usado para intimidar os trabalhadores. Assim fica difícil fazer votação”, disse.

O sindicato também denunciou a ocorrência de cárcere privado: 100 trabalhadores da noite, cuja jornada terminaria às 8 horas, foram obrigados a ficar na fábrica até as 12h40. O sindicato registrou queixa na Polícia.

A Gerdau repetiu a nota divulgada na quarta-feira, segundo a qual estava em plena operação.

Metalúrgicos da Gerdau ameaçam com greve, mas empresa nega paralisação

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São Paulo - Os trabalhadores da siderúrgica da Gerdau em São José dos Campos, que produz aços longos para a construção civil, decidiram nesta quarta-feira entrar em greve por 24 horas em protesto contra a empresa, informou o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade. A razão seria a recusa da empresa em conceder aumento real de salário à categoria.

O sindicato também acusa a empresa de tentar impedir a mobilização dos empregados “com manobras antidemocráticas, que culminaram com a prisão do diretor do Sindicato Sebastião Francisco Ribeiro”.

Segundo o sindicato, a greve foi aprovada por unanimidade em assembleia nesta quarta-feira às 6h, e o pessoal do primeiro turno sequer entrou para trabalhar.

Em comunicado distribuído há pouco, a Gerdau informou que a sua unidade de São José dos Campos “não está em greve e encontra-se operando normalmente”. E afirma que a negociação é coletiva e se dá entre o Sindicato Nacional das Indústrias de Trefilação, Laminação e Metais Ferrosos (Sicetel) e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A empresa tem cerca de 450 empregados naquela unidade.

Em nota, o Sindicato afirma que por volta das 9h desta quarta-feira a direção da Gerdau enviou carros para “buscar os trabalhadores em casa e obrigá-los a voltar ao trabalho”. Ao tentar garantir o direito de greve, segundo o Sindicato, seu diretor foi preso pela Polícia Militar.

O sindicato diz que a Gerdau antecipou 5% de reajuste, o que corresponde praticamente à inflação do período (INPC de 4,57%), e se recusa a conceder aumento real aos trabalhadores, como vem reivindicado.

Uma nova assembleia vai ocorrer na entrada do segundo turno desta quarta-feira, às duas da tarde.

Servidor federal inicia greve em todo o país

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Parte dos servidores públicos federais de todo o país iniciou ontem uma paralisação de 48 horas em protesto pelo não-cumprimento por parte da União de acordos assinados com a categoria desde 2007 - ano da última grande greve do funcionalismo, que atingiu mais de 100 mil funcionários.

Quadros do setor administrativo dos Ministérios do Trabalho, da Cultura, da Agricultura, de Ciência e Tecnologia, da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Incra aderiram à paralisação. Em São Paulo, houve manifestações em frente aos prédios do Ministério do Trabalho, do Incra e da AGU. Cerca de 150 funcionários cruzaram os braços.

A mobilização é uma ameaça ao governo por causa da suposta ?interrupção de negociações?, segundo a Confederação dos Servidores no Serviço Público Federal (Condsef). Beth Lima, representante do Condsef em São Paulo, disse que a paralisação é um aviso para que o governo retome as negociações e ?os acordos com o funcionalismo sejam cumpridos?. ?Caso contrário entraremos em greve por tempo indeterminado.?

A pauta de reivindicações tem cinco prioridades: cumprimento integral dos acordos coletivos firmados desde 2007; reestruturação de carreiras e tabelas salariais; instituição de gratificação de qualificação e titulação; reajuste do auxílio-alimentação e demais benefícios, além da paridade entre ativos e aposentados. A paralisação continua hoje e só no fim do dia será divulgado um balanço geral do movimento.

Bancários decidem manter greve até quarta

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Os bancários de São Paulo e Osasco decidiram na noite de ontem manter a greve iniciada na semana passada. A determinação é que a paralisação seja mantida até amanhã, quando haverá nova assembleia da categoria.

Os bancários querem 10% de reajuste salarial (sendo 5% de aumento real), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) composta pelo pagamento de três salários, acrescidos de valor fixo de R$ 3.850. A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) oferece 4,5% como reposição da inflação.

Bancários ameaçam fazer greve a partir de amanhã

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Sem proposta de aumento real de salários, os bancários ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado em todo o Brasil a partir de amanhã. Hoje, os trabalhadores participam de assembleias em todo o país para votar a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 4,5%, que repõe as perdas somente com a inflação dos últimos 12 meses. A categoria foi orientada pelo Comando Nacional dos Bancários a rejeitar a proposta e decidir pela greve.

“A nossa pauta de reivindicações foi entregue aos bancos no dia 10 de agosto e, após mais de um mês de negociações, eles fizeram uma proposta rebaixada, que apenas repõe a inflação, diminui o valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e ignora as outras demandas”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e coordenador do Comando Nacional.

Na avaliação do sindicalista, trata-se de uma postura inaceitável para o setor “que obteve os maiores lucros de toda a economia brasileira no primeiro semestre e alcançou a maior rentabilidade de todo o sistema bancário das Américas”.

Para o diretor de Negociações Trabalhistas da Fenaban, Magnus Apostólico, “a declaração de greve dos bancários é completamente indevida“. “É muito esquisito que eles recebam uma proposta, mandem um comunicado por e-mail dizendo que o comando recusou a proposta e marquem greve.”

“A negociação está aberta, não foi fechada, não houve impasse”, argumentou. “O que esperamos é que eles apresentem uma contraproposta a isso que nós apresentamos.”

“Não há sequer espaço de contraproposta“, reagiu Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e membro do Comando Nacional dos Bancários. “Eles não apresentaram uma proposta que sequer pudesse ter um processo de reflexão mais efetiva na mesa pela categoria.”

Os sindicalistas acusam a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de, antes mesmo de apresentar proposta, ter se reunido com o comando da Polícia Militar da capital paulista para montar um esquema de repressão à uma possível greve de bancários.




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