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‘RH na Praça’ orienta quem busca recolocação

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Rio - Acontece nesta sexta-feira, dia 13, na Cinelândia, mais uma edição do ”RH na Praça”, evento promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH-RJ) que reunirá especialistas em recursos humanos que darão orientações gratuitas para trabalhadores, profissionais, empresários, executivos e estudantes sobre como fazer o currículo, a maneira de se preparar para uma entrevista de emprego e também como montar uma microempresa e ser gestor da sua própria carreira. Para atender os cerca de 20 mil visitantes esperados na praça, serão montadas tendas com os seguintes temas: Trabalho e Renda; Oportunidades; Orientação Profissional; Empreendedorismo; Inserção Profissional e Saúde.

Em cada uma das tendas serão desenvolvidas atividades como palestras, aconselhamento profissional, consultoria sobre cursos técnicos e mapa de oportunidades sobre o mercado de trabalho. Quem está em busca de uma oportunidade profissional também poderá aproveitar para cadastrar currículos no banco de dados de empresas de recursos humanos. Além do apoio do Bob´s e da ONG Action Aid, o evento tem o patrocínio do Sistema Firjan, Sebrae/RJ, Assim Saúde, Nova Rio, Grupo Let, Parceria, Secretaria do Trabalho e Renda.

Durante todo o dia, especialistas, organizações de classe, empresas e o público interessado debaterão questões sobre educação, saúde, cultura, trabalho e responsabilidade social.

De acordo com a presidente da ABRH-RJ, Leyla Nascimento, serão colocados em debate vários assuntos que geram impacto direto na vida dos trabalhadores e na sustentabilidade das empresas. Ela afirma ainda que o evento é importante, já que além da dificuldade de acesso ao trabalho, as pessoas não têm informações consistentes sobre o mercado e suas exigências. Por isso, ressalta Leyla, o ”RH na Praça” é uma oportunidade diferenciada e inovadora, na qual centenas de pessoas podem obter informações gratuitas sobre o mundo do trabalho em plena praça pública.

Com a troca da Praça XV, onde as edições anteriores aconteceram, pela Cinelândia, a ABRH-RJ espera que um número maior de trabalhadores se beneficie da iniciativa. O evento acontecerá das 8h às 17h.

Aposentados da Petrobras deverão constituir a Petro-Sal

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Brasília - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje que o primeiro grupo de funcionários da Petro-Sal - futura estatal que deverá fiscalizar os contratos de exploração de petróleo da camada pré-sal - deverá ser formado por aposentados da Petrobras. “A empresa tem de ser formada por técnicos, por quem tem experiência. E quem tem isso são os aposentados, já que a empresa não pode ser formada por empregados da ativa da Petrobras”, disse Gabrielli, durante audiência pública da comissão especial da Câmara que analisa o projeto de lei que estabelece o sistema de partilha para a produção no pré-sal.

Segundo o executivo, a Petro-Sal não poderá ser formada por funcionários da ativa da Petrobras por uma questão de conflito de interesses. Ele lembrou, durante a audiência, que, como representante da União, caberá à Petro-Sal fiscalizar os custos da produção no pré-sal. “Ela vai apertar a Petrobras”, brincou Gabrielli.

Opções para aposentados que buscam recolocação

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(Foto: siulesoj / stock.xchng)

(Foto: siulesoj / stock.xchng)

Na semana passada foi fechado o acordo que dará o reajuste real aos aposentados e pensionistas que recebem mais que um salário mínimo. No entanto, enquanto isso não acontece, tais cidadãos precisam complementar a renda e acabam buscando a recolocação no mercado.

Segundo Carlos Pessoa dos Santos, vice-presidente de Relações Trabalhistas e Sindicais da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), o profissional que não está na ativa se vê obrigado a encontrar uma fonte de renda alternativa porque a contribuição à Previdência Social feita por 30 anos ? no caso das mulheres ? ou por 35 ? no dos homens ?gera uma aposentadoria irrisória. ?O cidadão contribui a vida toda e o valor recebido deveria ser um retorno do que ele pagou?.

Ainda que o reposicionamento seja difícil, essa atividade pode ser encarada como uma boa oportunidade de a pessoa desenvolver novas competências e até explorar outras áreas de atuação. Dar continuidade a carreira não deixa de ser muito salutar, afinal, como lembra o consultor Armelino Girardi, ?a aposentadoria não é o fim da vida. Nós precisamos mudar esse preconceito e estereotipo arraigados na nossa sociedade?. Criador do site desaposentado.com.br, o também coach compara essa etapa da vida ao segundo tempo de uma partida de futebol.

DE VOLTA AO JOGO ? ?Entre o primeiro e o segundo tempo existe um intervalo de 15 minutos, durante o qual a pessoa deve respirar fundo, pensar, olhar para trás e analisar os gols que marcou e os que deixou de fazer?. Esse é o primeiro conselho de Girardi: o aposentado deve avaliar com calma sua trajetória profissional e bolar uma estratégia para o recomeço.

Nessa parte de planejamento o cidadão pode contar com a ajuda de instituições como a Integrated Coaching Institute (ICI), que oferece serviços para aqueles sem condições de pagar uma consultoria. ?Vamos buscar junto com o cliente quais são os valores dali para frente, e as condições tanto financeiras quanto familiares. Ou seja, lidamos com todos os aspectos da vida da pessoa para mapearmos os possíveis horizontes no mercado?, explica Fátima Abate, diretora executiva do ICI.

Na opinião da profissional, em um primeiro momento o aposentado pode tentar uma recolocação na área de consultoria ou na de mentoring. Por meio desta última é possível até permanecer na empresa em que atuou, desempenhando o papel de um instrutor que orienta os funcionários recém-chegados. ?O mentoring é um processo formal de passagem de conhecimento específico sobre uma área, visando aliar a energia do novo profissional a expertise do mais velho?, define.

Já Priscila D?Addio, gerente de novos negócios em relacionamentos da Career Center, aponta o negócio próprio como uma das saídas para o aposentado em busca de um espaço no mercado. Contudo, a gerente é cautelosa ao indicar essa opção para seu cliente, uma vez que não são todos que possuem um espírito empreendedor.

Para os que não dispõem dessa competência, mas ainda assim querem insistir no negócio próprio, Priscila propõe uma solução: procure em outra pessoa as habilidades que você não tem. ?Sugerimos que ela busque um sócio empreendedor ou, no caso daquele que visa a carreira de consultor, tente entrar para um grupo de consultores. A ideia é encontrar profissionais que agreguem.?

Outra dica é investir em empresas de menor porte. Segundo Priscila, tais lugares geralmente precisam de trabalhadores mais maduros e equilibrados, por isso optam pelos que já acumulam anos no mercado. ?O profissional mais experiente vê uma situação adversa e sabe lidar melhor com ela porque vivenciou algo parecido. Ao contrário do jovem, o aposentado já passou por diferentes situações e, por isso, tem respostas mais rápidas para os problemas?.

Também apoiado no argumento da experiência, Felipe Assumpção, headhunter da A2Z Consultores, aconselha a pessoa a tentar uma recolocação nas cidades do interior. ?Como metrópoles são muito competitivas e lançam jovens profissionais no mercado o tempo todo, o aposentado pode buscar uma oportunidade em cidades menores. Geralmente elas valorizam mais a experiência adquirida nos grandes centros?, argumenta.

Demitidos pela indústria agora voltam para o setor

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Boa parte dos trabalhadores que estão sendo contratados pelas indústrias hoje são os mesmos que perderam o emprego no fim do ano passado, quando a crise financeira se acirrou.

Os operários Edilson Cassiano Ferreira, de 42 anos, e Rodolfo Biazone Mariz Pereira, de 23, eram empregados temporários da Valeo Iluminação até o fim de 2008, quando a empresa decidiu dispensá-los por causa da queda na venda de faróis para as montadoras.

Com a demissão, Ferreira, que mora na zona Sul, perto da fábrica da Valeo, foi fazer um bico numa empresa de logística, na zona Norte. Ganhava metade do que recebia quando estava na indústria. “Nunca vi crise tão forte”, diz.

Pereira, seu colega, procurou uma agência de empregos. Conseguiu uma colocação temporária como auxiliar administrativo para ganhar 30% menos. A agência que o indicou acabou levando uma parte do primeiro salário a título de comissão. “Acabei atrasando as duas prestações da moto”, conta Pereira. “Viver quatro meses sem trabalho seguro foi difícil.”

Em maio, quando as encomendas da indústria automobilística melhoraram, a autopeças chamou ambos de volta como temporários. Na semana passada, Ferreira e Pereira estavam felizes: foram contratados como funcionários efetivos. Com mais segurança no emprego, eles fazem planos. “Mais para frente, vou comprar um carro”, diz Ferreira. “Vou juntar dinheiro para comprar uma casa”, conta Pereira.

Maria Elizabeth Duarte, de 32 anos, é outra operária que não esconde o contentamento. “A vida já melhorou”, diz ela. Em julho, Maria Elizabeth foi efetivada para trabalhar na linha de produção de eletrodomésticos da fábrica da Whirlpool, em Rio Claro (SP), após ter sido contratada como temporária em abril.

Com o aumento das vendas de eletrodomésticos pelo corte no IPI, a cearense conseguiu quase dobrar os rendimentos. “Em Fortaleza, vendendo roupas, tirava R$ 400 por mês.”

Plano B: O que fazer após a demissão?

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A explosão da crise financeira mundial no final de 2008 deixou muito trabalhador sem chão. Se você entrou na lista de cortes das empresas, é hora de colocar em ação um “plano B”. O ZAP consultou especialistas em gestão de carreira e reúne aqui dicas para você voltar à ativa.

1 - PARE E PENSE
“O desemprego é um momento de transição. É a hora de aproveitar para refletir sobre o caminho que se está seguindo”, afirma Rubens Gimael, coach do Instituto EcoSocial. Na opinião do especialista, não adianta sair correndo e enviar centenas de currículos para as mais diversas empresas.

Antes de dar qualquer passo, é preciso organizar os pensamentos e passar por um processo de autoconhecimento, como explica Vera Costa, do mesmo instituto: “A pessoa tem que reservar um tempo para assimilar a demissão. Ela deve aprender com a experiência e refletir porque perdeu o emprego.” Pense no que você tem a oferecer ao mercado e quais características o tornam um profissional de valor, pois será necessário ressaltar o que tem de melhor.

2 - OLHE AO REDOR
Faça um mapeamento do mercado. “Liste uma seleção dos lugares que tenham valores parecidos com os seus”, diz Vera. É nesse momento que o profissional deve entrar nos sites das empresas para conhecer melhor a cultura de cada uma e, então, verificar qual delas combina com o seu perfil.

Pode-se considerar a possibilidade de explorar áreas nas quais nunca atuou ou tentar desempenhar funções diferentes. Mudar da posição de funcionário para dono do próprio negócio pode ser uma boa opção, por exemplo.

3 - ATIVE SEU NETWORK
Quando o profissional definir o que quer, basta partir para a ação. Nada de ficar com vergonha ou receio de contatar os relacionamentos desenvolvidos ao longo da carreira. Afinal, muitas oportunidades surgem por indicação. “Ninguém vai bater na sua porta oferecendo trabalho. Por isso aquele que está desempregado precisa agir e ativar sua rede de relacionamentos”, afirma José Luis, diretor de recursos humanos da Central de Concursos.

Caso a timidez persista, lembre-se que você não está pedindo favores, mas colocando seu serviço à disposição daqueles que precisam. Sendo assim, o foco nesse terceiro passo é tornar evidente o seu desejo de voltar à ativa. “Após a demissão, o profissional tem que contar o que pode oferecer. O mercado tem de saber que ele existe e o que sabe fazer bem”, comenta Mariá Giuliese, diretora-executiva da Lens & Minarelli.

Outra dica é se expressar de forma clara ao conversar com seus contatos. Ao comunicar que busca uma vaga, o indivíduo não deve simplesmente dizer que “está procurando alguma coisa”. Muito pelo contrário, o recomendado é ser objetivo e explicar qual a sua área de interesse, já que, de acordo com o coach Rubens, “quem diz frases genéricas só vai receber respostas vagas”.

4 - NÃO SEJA PROLIXO NO CURRÍCULO
Um ponto que é consenso entre todos os especialistas entrevistados é sobre a falta de seleção de dados. A maioria não sabe ser concisa e acaba recheando o currículo com informações sem valor ou que não correspondem com o perfil da vaga oferecida pela empresa.

“As pessoas colocam muitas coisas que não são relevantes. Elas precisam se lembrar que o RH não tem tempo, por isso ele quer bater o olho e encontrar características que sejam interessantes”, explica Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br.

Ainda segundo Marcelo, o profissional deve construir o currículo de modo a deixar a experiência profissional e os cursos já feitos o mais coerentes possível com o tipo de posição que pretende ocupar. “Por exemplo, eu devo colocar no documento  que fiz um curso de risoto? Bem, depende. Se a vaga for para chefe de cozinha, essa informação é importante, já se for para secretária de uma empresa não tem porque mencioná-la.”

5 - PRIORIZE O TÊTE-À-TÊTE
Ao invés de simplesmente disparar currículos para todos os lugares, é preferível tentar algo mais pessoal, como enviar um e-mail para o diretor de uma empresa se colocando à disposição, manifestando interesse por uma vaga e mostrando o que o profissional tem a oferecer.

“É bom fazer um e-mail se apresentando ou pedir para alguém da sua rede de relacionamentos o aproximar de uma pessoa da empresa. Não tem quem resista ao contato pessoal”, afirma a diretora-executiva Mariá.

Inscrever-se em sites de emprego e procurar agências também são formas de conseguir uma recolocação no mercado. Contudo, ficar frente a frente com seu futuro empregador vem em primeiro lugar na lista de prioridades.

6 - SELECIONE BEM OS CURSOS
Mesmo que o desempregado tenha tempo livre para investir na sua formação profissional, talvez esta não seja a melhor hora para dedicar-se a tal atividade. É que o foco deve ser a recolocação no mercado. Além disso, por não estar recebendo um salário, o mais indicado é cortar os gastos e deixar o curso para depois.

Contudo, se a pessoa acredita que uma atividade extra realmente pode ajudá-la a conquistar uma vaga é bom selecionar algo que esteja alinhado com aquilo que ela quer profissionalmente.

Um conselho de Roberta Raffaelli, gerente de recrutamento e seleção da Manpower Professional, é avaliar se a instituição que promove o curso é reconhecida. Não adianta o profissional investir seu tempo em algo sem valor ou que não vai servir para ampliar seu network.

7 - VENDA O SEU PEIXE
Não tente ensaiar respostas para uma entrevista. O melhor é se preparar organizando pensamentos para expô-los de forma clara, relacionando suas idéias com suas conquistas ao longo da sua carreira. “Ela deve se focar em contar o que conseguiu desenvolver durante sua vida profissional, conectando suas experiências ao que realizou nas empresas em que atuou”, afirma Vera.

“O profissional deve se mostrar alguém proativo e focado em resultados porque em momentos de crise o que a empresa quer é um funcionário que tenha energia e dê resultados”, diz Marcelo Abrileri. Mas cuidado para não demonstrar um otimismo exagerado. Segundo o executivo, este comportamento não condiz com a situação econômica que estamos vivendo.
 
8 - SAIBA NEGOCIAR
Apesar do momento delicado, procure não aceitar oportunidades inadequadas ou concordar com qualquer proposta que a empresa fizer. “A pessoa tem que aprender a negociar seus benefícios. A maioria não sabe se vender bem e acaba não conversando sobre o salário e outros aspectos da vaga”, afirma José Luis.
 
Contudo, o tema é controverso. Enquanto alguns especialistas recomendam tal atitude, outros defendem uma posição diferente, como é o caso do presidente da Curriculum.com.br. “Se a quantia for menor àquela recebida, o meu conselho é aceitar a vaga mesmo assim, porém continuar procurando outro emprego”, diz Abrileri.

9 - CUIDE DA SAÚDE E CONTROLE OS GASTOS
Não é o momento para ficar de cama, por isso não se deixe levar pela ansiedade para evitar o estresse, o que interfere no seu bem-estar. Por conta da falta de remuneração, não descuide das finanças. Administração cautelosa dos bens é indispensável neste momento.




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