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Conheça o dia a dia de um home officer

Categorias: MERCADO DE TRABALHO, PLANEJAMENTO DE CARREIRA, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Ainda que o horário seja flexível e o escritório esteja ali do lado, Maria Cristina Cinopolli Gomas, diretora da Social Consultoria, sempre organizou cada momento do dia para não comprometer a rotina do trabalho. Hoje, devido ao crescimento do seu negócio, ela já não atua dentro do seu lar, mas boa parte da sua carreira foi construída em um escritório instalado no cômodo que atualmente abriga o quarto da filha.

Para se adaptar ao esquema em home office, Maria Cristina reservou um espaço da casa para concentrar suas coisas do serviço. ?Para trabalhar em casa precisa-se de uma infra-estrutura e também de uma rotina?, afirma Maria Cristina.

Em relação a rotina, a profissional conta que, mesmo não precisando enfrentar o trânsito conturbado, acordava todos os dias entre 6 e 7 horas. Logo em seguida, tomava banho, fazia o café da manhã e já se arrumava. Trocava de roupa e se vestia como se fosse sair para trabalhar. Nada de chinelos ou de pijama. ?Precisava entrar no espírito da coisa, por isso me produzia toda. Assim sentia realmente que estava indo trabalhar.?

Por volta das 8 horas, Maria Cristina dava início às tarefas do dia. A partir desse momento o esquema é praticamente o mesmo de quando se está dentro de uma empresa: abrir e-mails, respondê-los, cuidar das pendências, fazer telefonemas e por aí vai.

Meio-dia era o horário em que a profissional tentava fazer uma pausa para o almoço. Nem sempre era possível e nem sempre o intervalo era grande, mas ela se policiava para se alimentar e cuidar de si.

Também para manter uma ordem e disciplina, Maria Cristina tentava encerrar o dia por volta das 17 horas. No entanto, de novo, nem sempre o horário era cumprido. ?Eu produzia bem mais quando estava em casa?, recorda.

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Brasil: mais dias de folga e mais horas de trabalho

Categorias: LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, MERCADO DE TRABALHO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Dia da Pátria, Semana Santa ou carnaval. Segundo a consultoria internacional Mercer, o Brasil é o País com o maior número de dias livres para um trabalhador entre as maiores economias do mundo. São 41 dias por ano sem trabalhar, contando férias, dias santos e feriados nacionais. Mas dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimam que o número de horas trabalhadas por no Brasil é superior ao da maioria dos países europeus e a garantia de maior produtividade não virá do corte de férias.

O Brasil sai empatado com a Lituânia na primeira colocação em número de dias de folga, entre 41 países avaliados pela consultoria Mercer para orientar os serviços de recursos humanos de empresas multinacionais.

A França, onde apenas se trabalha 35 horas por semana, está na segunda colocação, com 40 dias de férias, o mesmo que a Finlândia. Em quinto lugar vem a Espanha, com 22 dias de férias e 14 dias de feriados, um total de 36 dias. Entre os países analisados, os trabalhadores com menos dias de folga são os canadenses, com apenas 19. Na China, são apenas 21.

O Brasil, segundo a Mercer, tem o maior número de dias de férias: 30, igual à França e à Finlândia. No critério de feriados, o país está na sexta posição, com 11 dias. Os dois critérios somados, porém, colocam o Brasil no topo da lista.

O que o relatório não esclarece é que, em vários países, outros benefícios são bem superiores aos do Brasil. Na Noruega, por exemplo, ser pai garante uma licença de dois meses. Para a mãe, são 12 meses de salário garantido sem ter de trabalhar. Na Suíça, a morte de um parente garante uma licença de três dias. Além disso, muitos países não permitem uma prática comum no Brasil que é a venda das férias à empresa.

Portanto, a Europa é a região do mundo onde menos se trabalha por ano. Ja os asiáticos são os que contam com o menor período de descanso. Na Índia, são apenas 12 dias de férias, ante 10 na China e 14 em Cingapura. O Japão deixou de ser o local que menos férias dá a seus empregados. Hoje, são 20 dias por ano, e o país tem o maior número de dias de feriados: 16.

Já nos Estados Unidos não há uma lei estabelecendo o número de dias de férias. Mas tradicionalmente as empresas concedem 15 dias, mais outros 10 dias de feriados.

Especialistas dizem que não será reduzindo o tempo de férias que a produtividade será alcançada. Em 2007, a OIT revelou que a produtividade de um trabalhador brasileiro caiu 0,1% por ano nos 25 anos anteriores.

Em termos de produtividade por hora, Brasil tinha apenas um quarto da média francesa ou americana. Apesar da baixa produtividade, um brasileiro trabalha mais horas que os europeus. Dados de 1999 apontam que, desde aquele ano, um brasileiro trabalhava cerca de cem horas a mais que um francês.




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