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Projeto vai encarecer condomínios

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Para o Secovi, medida não vai melhorar a segurança nos condomínio e ainda vai encarecer as taxas cobradas dos moradores (Foto: Divulgação)

O Projeto de Lei que concede adicional de periculosidade a porteiros e vigilantes de todo o País vai representar um acréscimo anual de R$ 19,2 mil ao valor do condomínio. A afirmação é do vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Hubert Gebara.

O Projeto de Lei em questão é o de número 7760/10 aprovado pelo senado no dia 31 de agosto. O benefício seria calculado sobre 30% do valor do salário e ainda depende de aprovação na Câmara dos Deputados para entrar em vigor.

“Para se ter uma ideia, tomando-se como base o salário médio de um porteiro de R$ 700 por mês, para cada um dos três porteiros que perfazem a jornada de 24 horas, teríamos, considerando-se também férias e 13º salário, um acréscimo anual de R$ 19.200,00. Isso, sem considerarmos o futuro dissídio da categoria calculado no mês de outubro”, afirma Gebara.

Para ele, a medida não vai melhorar a segurança nos condomínio e ainda vai encarecer as taxas cobradas dos moradores. ?Sem desmerecer a fundamental importância do trabalho dos porteiros, a justificativa do projeto não é suficiente para assegurar adicional pecuniário a eles, pois outros funcionários exercem tal função durante os períodos de almoço, férias ou faltas justificadas desses trabalhadores. Esse benefício parcial vai gerar forte clima de insatisfação entre os demais profissionais dos edifícios. Afinal, todos estão sujeitos, de certa maneira, a riscos de periculosidade?, argumenta.

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Crédito imobiliário para casais gays ganha mais mercado

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Casais gays já podem financiar sua casa própria. Diante da necessidade de adaptar o sistema ao perfil dos públicos atuais, o Banco do Brasil passou a conceder o crédito imobiliário através de confirmação da união homoafetiva por declaração por escrito. Outros bancos, como Caixa Econômica Federal, Itaú-Unibanco e Santander, já aproveitavam o filão permitindo a composição de renda entre amigos, parentes e casais, sejam hetero ou homossexuais. No BB, os parceiros também podem entrar num consórcio imobiliário.

Executivos do Banco do Brasil esperam que a medida, a médio prazo, gere um aumento entre 5% e 10% na quantidade de mutuários. Mas a expectativa é de que o aumento seja maior a longo prazo. O BB informa que a medida está sendo implementada somente agora porque os investimentos da instituição na área habitacional são recentes - começaram depois da aquisição do banco Nossa Caixa, há três anos.

O gerente executivo de empréstimos e financiamentos do Banco do Brasil, José Henrique Silva, lembrou que, apesar de o Estado não reconhecer o casal gay como união estável, o judiciário já enxerga a relação de outra forma, permitindo a adoção de crianças e o reconhecimento de direitos aos homossexuais. Silva acredita que, em pouco tempo, as instituições de maneira geral reconhecerão todos os tipos de união.

“Acredito que este seja um caminho natural. Vimos que é possível e necessário atender aos casais, independentemente do tipo de união estabelecida. O próximo passo será a abertura das linhas também para amigos e parentes”, acrescenta.

Os trâmites burocráticos para conseguir o financiamento já são conhecidos: comprovação de renda e de capacidade financeira. No caso dos casais homossexuais, a relação deve ser comprovada pelos parceiros.

O comprometimento de renda, em todos os casos, é considerado também para fins de seguro habitacional, assim como para o registro de propriedade do imóvel.

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Receita com compra e venda de imóveis cresceu 20,8% em 2008

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 Recursos gerados com a intermediação na compra, na venda ou no aluguel também cresceu (Foto: Divulgação)

Recursos gerados com a intermediação na compra, na venda ou no aluguel também cresceu (Foto: Divulgação)

A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a receita operacional líquida com a compra e a venda de imóveis próprios aumentou 20,8% em 2008, quando comparada aos resultados do ano anterior. Os recursos gerados com a intermediação na compra, na venda ou no aluguel também cresceu, representando um valor 19,7% maior do que o de 2007, segundo o levantamento. Com o aquecimento do setor, o emprego formal atingiu 120 mil contratações para compra e venda de imóveis, um acréscimo de 6,2% na comparação com 2007. O crescimento real dos salários foi de 11,4%, somando R$1,7 bilhões.

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Eletrodomésticos tem maior alta em 5 anos

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Preço da geladeira assusta consumidores (Foto: Divulgação)

O preço da geladeira assustou a agente de atendimento, Wanessa Motta, 29 anos, quando ela fazia a pesquisa do melhor aparelho para presentear a avó, Conceição. Em junho, ela, a irmã, a mãe e a tia fizeram uma “vaquinha” para comprar um refrigerador que custou R$ 1.424,00. “Em dezembro, o mesmo modelo custava R$ 1.199″, diz Wanessa, que pesquisa os preços de eletrodomésticos desde 2008 para seu casamento.

A agente de atendimento foi uma das consumidoras que sentiram a alta nos preços dos eletrodomésticos. Entre janeiro e julho, a inflação dos produtos na região metropolitana de São Paulo registrou a maior alta dos últimos cinco anos: 11,08%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, o índice geral subiu 2,88%.

O refrigerador foi o produto que teve o maior aumento: 13,40%. “É importante pesquisar. Chegamos a achar a mesma geladeira por quase R$ 2 mil”, destaca a agente de atendimento, que vai se mudar para o novo apartamento no próximo mês e terá que fazer uma nova pesquisa de preços para comprar outra geladeira, desta vez, para sua casa. “Vou ver se consigo achar um aparelho que custe por volta de R$ 1,5 mil”, diz.

Outro cenário - A máquina de lavar roupa e o fogão também ajudaram a elevar a inflação do grupo de eletrodomésticos. A primeira registrou alta de 10,56% e o segundo, 6,05%. No mesmo período do ano passado, o cenário era diferente. Os eletrodomésticos contabilizaram índice negativo de 6,12%. O refrigerador teve queda de 8,53% e a máquina de lavar roupa de 6,99%. Apenas o preço do fogão subiu 1,7%.

De acordo com a gerente de pesquisa do IBGE, Irene Machado, a alta dos eletrodomésticos este ano reflete a recomposição dos preços dos produtos após o fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para linha branca, que vigorou entre abril de 2009 e 31 de janeiro de 2010. “O aumento não foi específico em São Paulo, foi registrado em todas as regiões do País”, observa.

Além do efeito do IPI, o professor do Insper, Instituto de Ensino e Pesquisa, Otto Nogami, acredita que o bom momento da economia também contribuiu com a alta dos preços. “O incremento da renda da classe C facilitou a aquisição de bens de consumo duráveis, como o refrigerador”, destaca. Ou seja, o aumento da demanda ajudou a inflacionar o preço dos aparelhos.

E quem pretende comprar um eletrodoméstico no segundo semestre pode preparar o bolso. Na avaliação do professor do Insper, a perspectiva é de alta devido à aproximação do fim do ano: o Natal é considerada a principal data do varejo. “O comércio já tem uma boa perspectiva de vendas para 2010 e o aumento da demanda leva a um aumento de preços”, diz Nogami.

Matéria-prima - Outro fator que deve influenciar o valor dos eletrodomésticos é o preço do minério de ferro, que já aumentou 170% ao longo do ano. O minério é a matéria-prima usada na fabricação do aço, um dos componentes do fogão, do refrigerador e da máquina de lavar, por exemplo.

Apesar da alta do minério de ferro no ano, Nogami avalia que ela não influenciou a inflação dos produtos até agora. “Esse reflexo não se dá tão rapidamente na indústria, que trabalha com grande estoque”, explica.

No entanto, para os próximos meses, os produtos devem sofrer influência da grande variação do minério de ferro e a elevação será repassada para o consumidor.

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Enquanto o Secovi Rio pede reajuste de 5%, o SEEMRJ pede 12% (Foto: Divulgação)

O acordo entre o Sindicato da Habitação do Rio (Secovi) e o Sindicato dos Empregados de Edifícios Residenciais, Comerciais, Mistos, Condomínios e Similares do Município (SEEMRJ) está difícil de sair. Enquanto o Secovi Rio oferece reajuste de 5% sobre os pisos de R$ 528 para porteiros e R$ 510 para faxineiros, o SEEMRJ pede 12% de correção, alegando que o valor atual está bem abaixo do estabelecido pela Lei do Piso Regional, de R$ 646,12. Caso o sindicato consiga o aumento desejado, os condomínios podem subir até 30% em outubro, fora os gastos com retroativos - desde janeiro - e encargos sociais.

Ontem, os SEEMRJ fez uma manifestação em frente ao Secovi Rio exigindo a equiparação do piso da categoria com o que prevê a lei estadual.

De acordo com o presidente do Conselho de Relações do Trabalho do Secovi Rio, Alexandre Corrêa, a manifestação foi uma surpresa, pois os dois sindicatos ainda estão negociando:

“A manifestação trouxe uma preocupação adicional. Conseguimos uma liminar na Justiça, e a lei não é válida para categorias que possuem convenção coletiva.”

Bolso do morador - Como o aumento recai sobre a receita do prédio, o Secovi teme que, caso o piso estadual seja válido neste caso, a inadimplência nos condomínios aumente.

“Se conseguirmos o reajuste de 5%, os condomínios não devem subir, pois a previsão orçamentária feita no início do ano deveria levar em conta esse aumento.”

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