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Quanto maior o prazo, maior o gasto com juros

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Antes de definir a linha de financiamento, o consumidor deve ter ciência de todos os custos que envolvem a operação (Foto: Divulgação)

Antes de definir a linha de financiamento, o consumidor deve ter ciência de todos os custos que envolvem a operação (Foto: Stock.nilogoncal)

Se por um lado, o fato de o mercado oferecer financiamento imobiliário para ser quitado em até 30 anos é um facilitador da compra da casa própria, também torna o crédito mais caro. Quanto maior o prazo, maior o montante de juros a ser pago, lembra Flávio Panhoni, professor de Finanças da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap).

De acordo com Panhoni, antes de definir a linha de financiamento para a compra de um imóvel, o consumidor deve ter ciência de todos os custos que envolvem a operação. Ele ressalta que é preciso verificar o custo efetivo total, que inclui taxas de administração do financiamento, cobradas pelos bancos, além de registros e pagamento e o Imposto de Transmissão sobre Bens Imobiliários (ITBI), no caso de imóveis usados.

Embora os financiamentos cheguem a 90% do preço total, Panhoni recomenda que o comprador dê pelo menos 20% do valor de entrada. A prestação, segundo o professor, não deve comprometer mais de 30% da renda familiar. Ele acredita que quem puder estabelecer o desembolso mensal em 25% do orçamento, melhor.

No caso de imóveis usados, Panhoni considera fundamental uma avaliação criteriosa do imóvel antes da concretização do negócio. Ele afirma que, muitas vezes, valores mais em conta escondem a deterioração do bem. “Não adianta pagar muito barato e depois gastar parte da economia nas reformas e em impostos atrasados”, afirma. Ele sugere que antes da compra a pessoa tenha uma reserva financeira, seja para dar como entrada ou para quitar futuras prestações.

Banco dá crédito, mas foge do risco

Categorias: FINANCIAMENTO
stock.Ayla87Bancos apostam em financiamento consignado a aposentados, veículos e imóveis

Bancos e financeiras já começaram a centrar fogo nas linhas de crédito ao consumidor que oferecem menor risco de calote, como o financiamento consignado a aposentados, veículos e imóveis. A volta das instituições financeiras ao crédito se dará neste ano pelas linhas de crédito mais seguras até que o cenário do ritmo de atividade da economia e os impactos da crise fiquem mais claros.

A intenção das instituições de ampliar os empréstimos para o consumidor é escapar do achatamento da rentabilidade nas operações de tesouraria baseadas na taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC), a Selic foi reduzida em um ponto porcentual para 9,25% ao ano, o menor nível da série histórica.

“As linhas com maior tendência de crescimento da oferta de crédito são aquelas com maior garantia de recebimento”, afirma o presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Adalberto Savioli. Ele destaca que o crédito consignado a aposentados e ao funcionalismo público, aquele com desconto em folha de pagamento e inadimplência mínima, e os financiamentos de automóveis são as linhas com maiores perspectivas de crescimento.

As instituições financeiras já estão, segundo Savioli, se movimentando para disputar de forma mais competitiva clientes para financiamentos de veículos e crédito consignado, especialmente no segmento de aposentados e pensionistas da Previdência Social. Essa camada da população foi recentemente beneficiada pelo aumento de 12% no valor do salário mínimo, de R$ 415 para R$ 465, e pela ampliação de 20% para 30% no limite máximo de comprometimento da renda mensal com as prestações do financiamento consignado.

O desempenho favorável das linhas com garantias reais já apareceu nos dados BC. Em abril, mais da metade (52,6%) do acréscimo de R$ 5,157 bilhões no saldo das operações de crédito das pessoas físicas em relação ao mês anterior veio do crédito consignado ao funcionalismo e a aposentados.

Entre dezembro de 2008 e abril deste ano, passada a fase mais aguda da crise, duas linhas de financiamento com garantias, o crédito consignado e o crédito imobiliário, já ampliaram o saldo num ritmo superior à média do crédito total destinado às pessoas físicas, observa o economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges. Nesse período, o total do saldo de crédito voltado para o consumidor aumentou 5,1%. O saldo do crédito consignado cresceu 7,8% no período e os financiamentos imobiliários, que incluem os créditos com recursos livres e direcionados, aumentaram 10%.

É bem verdade, ressalta Borges, que as linhas de crédito que mais cresceram no período pós-crise foram as emergenciais, como cartão de crédito (15%), o cheque especial (12,5%)e o crédito pessoal que exclui o consignado (11,45%), usadas para tapar os buracos do orçamento. Mas o que chamou a atenção, diz o economista, foi o desempenho do créditos tidos como garantidos. “No caso dos imóveis, o aumento ocorreu antes mesmo da entrada em vigor do programa governamental “Minha casa, minha vida”?, diz o economista.

Silvio de Carvalho, diretor financeiro do Itaú-Unibanco, diz que a carteira de crédito imobiliário do banco já cresce a uma taxa de 20%: “Deveremos fechar o ano com um ritmo de alta um pouco maior nessa linha.” Na média dos empréstimos destinados a pessoa física, a perspectiva do banco é encerrar o ano com saldo de empréstimos 15% maior ante 2008. “Vamos emprestar nas linhas onde a demanda é maior e o risco menor.” No crédito imobiliário, por exemplo, o imóvel entra como garantia.

Em veículos, destaca Borges, da LCA, o crescimento do saldo entre dezembro e abril foi de 4,5%, incluindo o leasing. A tendência é de expansão nos empréstimos, prevê. Borges lembra que, de abril para maio, financeiras e bancos ampliaram de 60 meses para 80 meses o prazo máximo para financiamento de automóveis, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), numa clara demonstração que estão à caça de clientes.

O Bradesco, por exemplo, aumentou de 60 para 80 meses o prazo máximo de financiamento de veículos. “O foco nas linhas de crédito com garantias nunca foi perdido. O aumento da inadimplência do cheque reforça a posição de privilegiar as operações de crédito com mais garantias”, observa o superintendente executivo do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, Osmar Roncolatto.

Aposta na redução de juros

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Rio de Janeiro - Há quatro anos, Bruno Ewald, filho do economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Luís Carlos Ewald, ligou do Havaí, onde mora, para fazer uma consulta:
- Vou fazer um financiamento imobiliário, pai. É melhor escolher um contrato com juros prefixados (sempre mais altos) ou pós-fixados?

Sem pensar duas vezes, Ewald recomendou:
- Prefixados. Juros pós-fixados são para quem quer apostar.

Não deu outra. Logo depois, os juros nos Estados Unidos começaram a subir muito - culminando nessa crise financeira em que o mundo se meteu. Mas com um plano de juros fixos e, portanto, prestações calculadas previamente, Bruno não precisou se preocupar.

No entanto, há sérias controvérsias a respeito da postura de Ewald, que é considerada conservadora. Tanto que, de quatro especialistas no tema ouvidos pelo Morar Bem, em reportagem de Luciana Calaza deste domingo, só ele acha que este é um momento para se escolher juros prefixados. Com as sucessivas quedas da Selic (a taxa básica de juros), a maioria está indicando o contrário hoje: fazendo algumas ponderações, recomenda um plano com juros pós-fixados.

ANALISTAS ALERTAM PARA INSTABILIDADE - É que, normalmente já mais altos, os juros cobrados em contratos prefixados estão na casa dos 13%; enquanto os pós-fixados têm girado em torno de 10% mais a Taxa Referencial (TR), que reajusta as prestações, e está em 0,7616% ao ano - somados, esses dois percentuais ficam em 10,83%. E como a TR sofre o impacto das variações da Selic (hoje em 9,25%), o crédito fica mais barato quando ela cai, o que está acontecendo agora.

BB financia casa própria em SP

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Banco do Brasil anunciou ontem acordo com a incorporadora Goldfarb para o financiamento de três empreendimentos imobiliários em São Paulo. O empréstimo de R$ 35,5 milhões destina-se a projetos que se enquadram nas características do programa federal ?Minha Casa, Minha Vida?.

Em comunicado, o BB informou que dois empreendimentos ficam na cidade de São Paulo, um no bairro da Penha, na zona leste, e outro na Freguesia do Ó, na zona norte. Há um terceiro projeto em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Juntos, os três empreendimentos somam 565 unidades habitacionais destinadas às famílias com renda entre três e 10 salários mínimos.

Nos moldes do programa, esta é a primeira parceria da Goldfarb com a instituição financeira. Segundo o presidente da empresa, Milton Goldfarb, há nove meses foi dado início à contratação de financiamento imobiliário do BB com recursos de poupança.

As obras terão início em 90 dias, com previsão de entrega em 18 meses. Os empreendimentos são destinados a famílias com renda de seis a dez salários mínimos.

O BB informou que os clientes que se enquadrarem no programa habitacional poderão financiar imóveis em até 30 anos, com taxas que variam de 5% ao ano mais TR a 8,16% ao ano mais TR.

Nossa Caixa reduz juros do crédito imobiliário e amplia prazos

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São Paulo - A Nossa Caixa reduziu de 8,9% para 8,4% ao ano mais TR a taxa mínima pós-fixada para financiamento de compra e construção de imóveis residenciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), para unidades com valor até R$ 150 mil. O prazo de pagamento passou para 30 anos, e a faixa inicial de valor do imóvel foi ampliada de R$ 120 mil para R$ 150 mil. A Nossa Caixa espera elevar em 25% a concessão de crédito imobiliário para pessoas físicas este ano, chegando a R$ 450 milhões. 

Na faixa de R$ 150 mil a R$ 500 mil do plano pós-fixado, a taxa passou para 8,4% ao ano acrescida da TR para servidores públicos. Para clientes, a taxa na modalidade é de 10% mais TR. Servidores públicos paulistas pagam 8,4% mais TR por qualquer imóvel que custe até R$ 500 mil.

No plano prefixado, a taxa cobrada atualmente é de 12,85% ao ano para clientes e de 11,5% para servidores públicos. Nos financiamentos com taxa de mercado, para imóveis acima de R$ 500 mil, os juros foram mantidos em 11% ao ano mais TR no plano pós-fixado e em 13% no plano prefixado. Nos planos com reajuste pela TR, os prazos máximos de financiamento aumentaram de 25 para 30 anos e, nos prefixados, de 20 para 30 anos.

No financiamento de construção por 30 anos, o limite financiado é de 70% do valor de avaliação final do imóvel ou 100% do orçamento, e naqueles por 25 anos, de 80% do valor final do imóvel ou 100% do orçamento.

No financiamento de reformas, enquadrado na taxa de mercado, a taxa passou de 12% mais TR para 11% mais TR ao ano. No plano prefixado, houve mudança de 15,08% para 13% ao ano. O prazo para pagamento foi mantido em até 60 meses. O valor máximo financiado corresponde a 30% do valor de avaliação do imóvel ou a 100% do custo da obra.




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