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Condomínios cariocas não estão preparados para combater incêndios

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Incêndios em condomínios são mais comuns do que se imagina mas, nem sempre, o síndico dá a devida atenção às medidas preventivas. No último dia 3, por exemplo, um incêndio atingiu o primeiro andar de um prédio em Botafogo, deixando moradores em pânico. Naquela mesma semana, duas pessoas foram intoxicadas pela fumaça do fogo que destruiu um apartamento em Vila Isabel.

De acordo com o Centro de Prevenção Rio (CPR), grande parte dos condomínios cariocas não está preparada para lidar com incêndios. Os principais entraves são os equipamentos danificados ou obsoletos e a falta de informação. Juntos, eles podem custar até a vida de moradores.

Condomínios devem se precaver contra incêndios (Foto: Divulgação)

Condomínios devem se precaver contra incêndios (Foto: Divulgação)

“Equipamentos como extintores, placas de sinalização, portas corta-fogo e mangueiras, assim como treinamento para os funcionários, são questões prioritárias. No entanto, são raros os edifícios que investem em prevenção. Infelizmente, ela é sempre vista como um custo extra e, por isso, acaba ficando em segundo plano. É uma questão de estabelecer prioridades”, diz o engenheiro Joacil Gomes, do CPR.

VELHOS HÁBITOS, GRANDES RISCOS - Ainda segundo o especialista, dicas importantes - mas pouco divulgadas - são essenciais para prevenir incêndios. Hábitos simples podem esconder grandes riscos, como, por exemplo, o de ligar vários aparelhos eletrônicos na mesma tomada; atirar pontas de cigarro pela janela (elas podem ser carregadas pelo vento até um apartamento vizinho, atingindo uma cama ou cortina) e acender velas.

“Alguns produtos usados na limpeza de casa, como a cera, oferecem riscos quando armazenados em locais pouco ventilados. E panos sujos de graxa devem ser lavados logo após o uso. A substância pode aumentar em até cinco vezes os estragos causados pelo fogo”, explica o engenheiro, que faz outro alerta.  A limpeza do ar condicionado deve ser feita a cada 90 dias. Essa medida ajuda a evitar possíveis sobrecargas.

Para orientar síndicos e porteiros, identificar riscos e reduzir danos em caso de incêndio, o Centro de Capacitação do Secovi Rio oferece um curso prático e teórico. A próxima edição está marcada para os dias 29 e 30 de junho.

Estão previstos exercícios de combate a incêndio, em condições que se aproximam da realidade dos condomínios. Os participantes serão monitorados por instrutores capacitados, como é o caso de Evandro Sarno, coronel do Corpo de Bombeiros do Rio: “A aula prática é essencial, pois faz com que o participante ganhe confiança para agir numa situação de emergência. Na vida real, ele terá poucos segundos para tomar uma decisão. E, ainda hoje, pequenos incêndios em imóveis residenciais ainda são bastante comuns”, diz Sarno.

Inscrições e informações no site www.secovirio.com.br ou pelo telefone (21) 2272-8000.

 

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Verifique se todas as promessas do corretor constam do contrato (Foto: Divulgação)

Verifique se todas as promessas do corretor constam do contrato (Foto: Divulgação)

O consumidor deve ler atentamente as condições gerais antes de contratar um seguro, seja da casa, do carro ou de vida. Isso porque as limitações e as condições para utilizá-lo não costumam ser informadas previamente - o que desrespeita o artigo 6 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Geralmente, as propostas contêm apenas o valor máximo de indenização, o prêmio e a vigência do seguro. Quando o consumidor tiver acesso ao contrato inteiro, deve lê-lo atentamente, conferindo se todas as promessas que o corretor fez na hora da venda realmente constam do contrato. Durante a vigência do seguro, caso aconteça algum sinistro (se este estiver coberto pela apólice), o consumidor deve receber a indenização no prazo de 30 dias após a entrega de todos os documentos. Se a operadora solicitar outros dados, a contagem é suspensa e só é reiniciada a partir do dia útil posterior à entrega dos últimos documentos faltantes.

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Roubos a casas triplicam no Morumbi neste ano

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Em 12 dos distritos policiais houve aumento dos casos (Foto: Divulgação)

Em 12 dos distritos policiais houve aumento dos casos (Foto: Divulgação)

Os casos de roubos a residências triplicaram no Morumbi, zona sul de São Paulo, nos dois primeiros meses deste ano em comparação com igual período de 2009. Foram 30 casos contra 10. O Jornal da Tarde obteve os números de ocorrências desse tipo em 20 delegacias de bairros nobres da capital. Em 12 dos distritos policiais houve aumento dos casos, mas há regiões com queda significativa, como os Jardins. No total, são 132 ocorrências no primeiro bimestre de 2009 contra 136 neste ano.

Os dados mostram que no primeiro bimestre deste ano ocorreram 22 roubos a residências na área do 34º DP (Morumbi). No mesmo período do ano passado, foram registrados 3 casos. Um dos últimos ataques foi à mansão do empresário Sílvio Santos, dono do SBT, assaltada na noite do dia 13 de fevereiro, um sábado. Já na área do 89º DP (Portal do Morumbi), a polícia contabilizou 8 assaltos em janeiro e fevereiro deste ano contra 7 nos dois primeiros meses do ano passado. A PM diz que faz operações diariamente no Morumbi.

O levantamento das ocorrências no 34º DP aponta ainda que neste ano a sexta-feira foi o dia preferido dos ladrões para invadir casas do Morumbi que estão na área do distrito. Foram seis casos registrados. A Polícia Civil registrou quatro roubos às terças-feiras; quatro às quintas-feiras; quatro aos sábados; dois às segundas-feiras; um na quarta-feira e um domingo. Já no primeiro bimestre de 2009, dos três roubos na região do 34º DP, um foi em uma segunda, um na quarta e um no sábado.

Assim como possui dois distritos policiais, o bairro também conta com dois Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs). A presidente do Conseg do Morumbi, Júlia Titz Rezende, diz que as áreas com maior incidência desse tipo de roubo são o Jardim Rolinópolis, quase na divisa com o Butantã, e a região próxima ao estádio do São Paulo, nas proximidades com a Favela de Paraisópolis.

Segundo Júlia, a Polícia Militar intensificou o patrulhamento preventivo no bairro, prendeu algumas quadrilhas e sempre faz reuniões semanais para planejar operações contra os ladrões. Ela acrescenta que os moradores também precisam ajudar e tomar algumas precauções, como instalar mais equipamentos de segurança nas casas e ter cuidado ao contratar empregados, procurando sempre obter referências e acesso às fichas de antecedentes.

Já o presidente do Conseg do Portal do Morumbi, Celso Neves Cavallini, de 65 anos, afirma que os ladrões de casas costumam ter informações de suas vítimas. ?A PM faz o patrulhamento preventivo, mas é difícil coibir este tipo de crime. Os ladrões são organizados, planejam a ação, sabem onde vão atacar, conhecem a rotina das vítimas, quantos empregados trabalham e quantas pessoas moram na casa?, argumenta.

Cavallini cita como exemplo de informação privilegiada o roubo à casa do apresentador Silvio Santos. Segundo ele, os bandidos sabiam com detalhes chegar à residência do dono do SBT. ?Eles entraram pelo Colégio Pio XII, caminharam até a casa das freiras e pularam o muro da casa de Silvio Santos. Meus filhos estudaram no colégio. Participei de muitas festas lá. Eu não conhecia e pouca gente conhece esse caminho?, disse.

Ao contrário do Morumbi, os roubos a residências diminuíram nos Jardins, zona oeste, passando de quatro, no primeiro bimestre de 2009, para nenhum em janeiro e fevereiro deste ano. Situação semelhante ocorreu em Perdizes. Foram cinco casos em 2009 e só 1 neste ano.

DICAS DE SEGURANÇA - Ao chegar ou sair de casa, observe os arredores e veja se não há pessoas estranhas. Na dúvida, dê uma volta no quarteirão.

Durante viagens, peça para um vizinho recolher as cartas e jornais deixados no imóvel. Não deixe que objetos de valor sejam vistos por quem está na rua. Isso chama a atenção dos criminosos.

Crie com os vizinhos uma ?rede de vigilância?, em que todos estão atentos a estranhos na rua.

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Condomínio no Morumbi é alvo do 4º arrastão do ano

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Mais um condomínio de luxo é invadido (Foto: Divulgação)

Mais um condomínio de luxo é invadido (Foto: Divulgação)

Uma quadrilha de 15 ladrões bem vestidos e armados de pistolas, revólveres, metralhadora com silenciadores furou a segurança de um condomínio de luxo do Morumbi, zona sul da capital, na manhã de ontem, amarrou moradores e empregados de quatro casas e as assaltou em um intervalo de menos de 90 minutos. O bando fugiu e ninguém ficou ferido. Em um dos imóveis roubados, mora o jornalista e apresentador Evaristo Costa, do Jornal Hoje, da Rede Globo. Ele não estava no local. Este foi o quarto arrastão a condomínios registrado na capital neste ano. Em 2009, foram 38.

Entre os bens roubados já detalhados pelas vítimas aos policiais do 89º DP (Portal do Morumbi), constam seis máquinas fotográficas digitais, três IPods, sete computadores portáteis, sete celulares, acessórios de informática, US$ 2,9 mil e R$ 1,5 mil em dinheiro e mais de 50 joias, entre colares, anéis e pulseira de brilhante, pérolas, ouro e diamante, além de cartões de créditos e documentos pessoais das vítimas.

De terno, paletó ou trajes sociais e com rádio comunicadores, os assaltantes chegaram ao local por volta das 7h nos mesmos veículos usados na fuga - um Fox, um Polo e um Idea. Os carros estariam, segundo informou um porteiro do residencial, com os selos que liberam a entrada dos moradores no condomínio Maison Vitória Régia, localizado dentro de outro residencial do Morumbi.

Um porteiro foi rendido e, com a ajuda de pelo menos três criminosos que chegaram ao local de táxi, o assalto às residências começou sem que outros moradores desconfiassem da ação. O residencial tem, no total, 24 casas.

Segundo um morador, a ação criminosa era cronometrada - havia hora para invadir cada imóvel - e os ladrões sabiam que naquele momento não haveria crianças nas casas escolhidas. A maioria dos que estavam nos imóveis era formada por empregados.

De acordo com o relato de uma testemunha, antes de entrar em uma das casas, os ladrões esperaram alguns minutos para que o pai da família pudesse deixar o condomínio de carro, com os dois filhos gêmeos de 7 anos, sem perceber o que estava ocorrendo. Munido de uma metralhadora e posicionado na portaria, um dos integrantes da quadrilha acompanhou a saída desse veículo.

Nessa mesma residência, a mãe das crianças foi surpreendida no banheiro da casa. Sem fazer alarde, um assaltante abriu a porta, mostrou a arma e avisou: “Estou esperando a senhora aqui fora (do banheiro)”. Depois, foi obrigada a entregar todas as joias e amarrada em uma cadeira, junto com empregada, grávida de 8 meses.

A cada ação, a cena se repetia: a quadrilha anunciava o assalto, amarrava os empregados ou os moradores, limpava a casa e seguia para a próxima. Como havia silenciadores em algumas armas, as vítimas se apavoraram. “Foi uma hora de terror”, resumiu um empresário.

Toda a ação ocorreu das 7h às 8h30, horário em que os assaltantes entrariam na quinta casa do residencial, onde estava um bebê de um ano e meio. Antes disso, porém, veio o aviso, via rádio: “Deu BO”. Foi a senha para a fuga.

Os moradores têm certeza de que os criminosos tinham detalhes da rotina das casas. Segundo o registro policial, o circuito interno de TV do condomínio não estava funcionando na hora da ação, o que foi desmentido por um porteiro. O botão antipânico da portaria não foi acionado.A polícia diz ter identificado um suspeito.

OUTROS CASOS DO ANO:
2 DE JANEIRO
Um condomínio é assaltado na Vila Mariana, zona sul. A polícia não forneceu mais informações

15 DE JANEIRO
Dezessete homens invadem um condomínio de luxo na Chácara Klabin, zona sul. Uma falha no controle remoto do portão da garagem facilita a entrada dos bandidos. Nove dos 12 apartamentos do prédio são roubados

30 DE JANEIRO
Um condomínio de classe média é assaltado na Rua Coronel Oscar Americano, no Paraíso, zona sul (foto). Dez ladrões rendem um morador e o porteiro. A quadrilha leva dinheiro e aparelhos eletrônicos de sete apartamentos

DICAS:
Prevenção
Evite deixar o controle remoto do portão da garagem no carro. Ele pode ser furtado e usado para a entrada dos assaltantes

Encomendas, como pizzas, presentes e mercadorias devem ser depositadas em ?gaiolas?. O morador deve descer para pegar a encomenda

Ao entrar e sair do prédio, tanto porteiro quanto moradores devem verificar se há suspeitos nas proximidades

Listas com telefones de emergência devem estar em pontos estratégicos do condomínio

Ao contratar funcionários , é preciso o atestado de antecedentes criminais e referências de antigos empregos

Fitas de circuito de segurança não devem ficar na portaria , mas sim em um local isolado

FALHAS:
Falta da ?gaiola? na portaria

Porteiro abre o portão para a entrada do carro sem identificar o morador

O porteiro libera a entrada de convidados sem o aval dos moradores

Câmeras de circuito interno nem sempre gravam a ação dos criminosos, só a registram

Cercas elétricas muitas vezes não têm manutenção

Ao colocar o lixo na rua, funcionário deixa portão aberto por muito tempo

Moradores deixam as chaves dos carros e residências na portaria. (Colaborou Josmar Jozino)

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50% DAS QUEIXAS DE CONDOMÍNIOS SÃO RELATIVAS A PROBLEMAS COM CÃES 

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Seguro habitacional cobre risco de morte, invalidez e danos físicos ao imóvel (Foto: Divulgação)

Seguro habitacional cobre risco de morte, invalidez e danos físicos ao imóvel (Foto: Divulgação)

A SulAmérica será a segunda opção em seguro habitacional da Caixa Econômica Federal, maior agente de crédito imobiliário do Brasil. Um profissional próximo à seguradora afirmou que o acordo foi acertado nesta semana e passará a vigorar na quinta-feira.

A partir do dia 18, os bancos serão obrigados a oferecer no mínimo dois orçamentos de seguros habitacionais aos clientes interessados em crédito imobiliário. Só um deles pode ser de seguradora ligada à instituição financeira que concede o financiamento. Na outra opção de empresa o banco não pode ter participação acionária relevante (mais de 20%).

Caixa e SulAmérica, porém, não confirmaram o negócio.

O seguro habitacional cobre risco de morte, invalidez e danos físicos ao imóvel. É obrigatório no financiamento do sistema financeiro habitacional. O mutuário também pode apresentar orçamento de uma terceira empresa.




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