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Rio: novela influencia mercado imobiliário

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Búzios é uma das cidades mais chamosas da Região dos Lagos (Foto: Divulgação)

Rio de Janeiro - Enquanto Luciana não se entrega de vez ao amor de Miguel, e Helena é disputada por pai e filho, outra intensa competição tem como pano de fundo a cidade de Búzios, que divide com o Rio o cenário da trama da novela das 21h. É a busca por um lugar ao sol - mas com paredes e telhado - numa das cidades consideradas mais charmosas da Região dos Lagos.

Entre a classe média, é difícil passar uma semana - ao menos neste escaldante verão do Rio - sem ouvir histórias de quem foi visitar o balneário. É fato: a mais recente novela de Manoel Carlos alavancou o número de visitantes do município sobremaneira, como mostra a reportagem de Felipe Frisch na edição do O Globo deste domingo. Mas não é só gente que quer ficar um fim de semana. A procura por casas de veraneio, para alugar e até mesmo para comprar, tem aumentado muito. Em consequência, sobem os preços.

O empresário Marco Aurélio Cremona, dono de quatro lojas Lupo no Rio, comprou uma casa na Baía Formosa há cerca de um ano - trocando a que ele tinha na mesma praia desde 1996 -, para onde vai com a mulher e os três filhos adolescentes, de 11, 13 e 17, pelo menos uma vez por mês. Ele conta que um imóvel avaliado em R$ 650 mil, na época em que estava procurando, está sendo vendido hoje a R$ 950 mil, numa valorização de quase 50% (46,15%).

O efeito Manoel Carlos é confirmado pelos especialistas no mercado imobiliário local. O diretor comercial da Predial Imóveis, corretora com lojas em Cabo Frio e Búzios, Léo Monteiro, avalia que a demanda por imóveis para temporada também aumentou muito. Ele conta que o aluguel por dez dias de uma casa de dois quartos na praia de Geribá, que valia R$ 2,8 mil no verão passado, não sai por menos de R$ 4,5 mil (mais 60,71%) este ano. Em João Fernandes, uma casa maior, de quatro quartos com quintal, no verão de 2009 era alugada por R$ 5,5 mil. No verão de “Viver a Vida”, o preço “já começa em R$ 8 mil” (mais 45%).

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Valorização de até 30% dos imóveis

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Por causa da UPP, imóveis da Tijuca registram aumento de até 30% (Foto: Divulgação)

Por causa da UPP, imóveis da Tijuca registram aumento de até 30% (Foto: Divulgação)

A polícia tem informações de que os principais chefes do tráfico de morros da Tijuca teriam fugido, durante o carnaval, para a Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão. A fuga teria ocorrido devido ao anúncio de que a Secretaria estadual de Segurança pretende instalar em março, no Morro do Borel, a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Zona Norte. Como revelou Ancelmo Gois em sua coluna no Globo, a decisão de ocupar favelas da Tijuca adiou a implantação de UPPs nos morros da Rocinha e do Vidigal. A Tijuca tem 12 favelas dominadas por traficantes armados. Em nota, a Secretaria de Segurança não quis comentar o assunto.

POLICIAIS, CARROS E ARMAS PARA A TIJUCA - Desde dezembro do ano passado, o policiamento tem sido reforçado na Tijuca. Cerca de 45 policiais civis foram transferidos para a 19ª DP (Tijuca) no início deste ano. A delegacia também ganhou carros e computadores novos. Em março, a unidade deverá receber mais armas, como pistolas e fuzis.

O cerco ao tráfico foi sendo fechado numa preparação para a chegada da UPP. Em novembro, 20 pessoas com laços de parentesco com os principais chefes do tráfico na região foram presas durante a Operação Família S/A. Nos próximos dias, haverá a segunda fase da operação. Serão expedidos mais 20 mandados de prisão contra bandidos do primeiro, segundo e terceiro escalões do tráfico nos morros do Borel, Formiga, Casa Branca e Salgueiro.

“A ação da polícia na Tijuca tem surtido efeito. O número de roubos de carros caiu. É o resultado do trabalho conjunto de policiais militares do 6º BPM (Tijuca) com promotores do Ministério Público estadual”, disse o delegado Alexandre Herdy.

Um dos 20 mandados que serão expedidos é contra o traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, que comandou, no ano passado, a invasão do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, quando um helicóptero da PM foi derrubado.

VALORIZAÇÃO DE ATÉ 30% DOS IMÓVEIS - Bastou a divulgação de que a Tijuca receberia uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para que locais do bairro, como Usina e Muda, registrassem uma valorização de até 30% no valor dos imóveis. Pelo menos é o que garante o líder comunitário Luiz Carlos Lavor, que trabalha como corretor de imóveis. Segundo o vice-presidente da Associação Comercial da Tijuca, Jayme Miranda, a desvalorização de imóveis nos dois locais chegou a 70% nos últimos anos.

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Jandir Borges Alves, ressaltou que estado e prefeitura devem promover ações sociais.

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Para viver em paz com os vizinhos, donos de cães precisam se ‘adestrar’

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A gerente de marketing Andrea Farias e Toddy: 'Tenho convivência tranquila porque observoas normas'

A gerente de marketing Andrea Farias e Toddy: 'Tenho convivência tranquila porque observo as normas' (Foto: Josér Luís da Conceição)

Os cães estão entre os principais motivos de conflitos entre moradores de condomínios, principalmente pelo barulho que podem fazer. De acordo com um levantamento da Lello Condomínios, o barulho excessivo e nos fins de semana respondem por 40% das multas aplicadas aos moradores, e nelas estão incluídos ruídos causados pelos bichos nas áreas comuns. A razão para isso, em geral, é a falta de bom senso dos seus donos, e são situações que poderiam ser resolvidas com a obediência às regras do prédio.

“Conflitos por causa de cachorros são comuns em todos os padrões de condomínio”, afirma Omar Anauate, diretor de Condomínio da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic). Os regulamentos internos atuais fazem restrições à presença de animais que causem grande incômodo, como excesso de barulho e mau cheiro, ou sejam agressivos e representem risco para os demais moradores.

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“As convenções mais antigas proibiam a presença de animais nos prédios, mas se o animal tiver comportamento adequado, os donos conseguem na justiça garantir sua presença nos condomínios”, explica ele.

Os animais também não podem prejudicar a tranqüilidade e a higiene do condomínio e nem a saúde dos demais moradores.

“É importante que o dono tenha bom senso e não deixe sujeira nas áreas comuns e não deixe o animal fazer barulho”, destaca Hubert Gebara, diretor do Grupo Hubert de Administração de Condomínios e vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

“Em determinados casos, com o animais selvagens como cobras, lagartos, iguanas, entre outros, e sempre que houver dúvida, o síndico não deve assumir a responsabilidade e deve convocar uma assembleia para que o maior número possível de moradores opine, pois a assembléia é o órgão soberano do condomínio. O condomínio só não pode decidir sobre algo que desobedeça as leis municipais, estaduais e federai sem vigor.”

A gerente de marketing Andréa Farias, 37 anos,tem cachorro em casa e acredita que o segredo para evitar conflitos é saber conviver em comunidade. Ela mora em um condomínio com quatro edifícios no Morumbi e diz que, seguindo as normas do local - como usar o elevador de serviço, manter o cão na guia e levá-lo para fazer as necessidades na rua sem esquecer de recolher as fezes -, não há como ter problemas.

“Meu cachorro, o Toddy, é mini pincher e fica o dia todo sozinho e passa a maior parte do tempo dormindo e só late quando alguém passa no corredor”, conta.

“Tenho convivência tranquila porque observo as normas. O condomínio ainda recomenda antes de entrar no elevador perguntar se as pessoas se incomodam de subir como cachorro.”

Campo Grande concentrou o maior número de lançamentos residenciais em 2009

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Rio de Janeiro - Mesmo com a crise dos bancos, desencadeada no primeiro semestre de 2008, o número de lançamentos imobiliários residenciais no Rio não sofreu queda, conforme divulgado na pesquisa da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi Rio). Pelo contrário, apresentou inclusive um ligeiro crescimento. Em 2009, o volume de imóveis residenciais novos foi de 10.262, pouco superior ao de 2008, quando foram lançadas 10.111 unidades, e quase o dobro, se compara a 2004, primeiro ano da pesquisa, que registrou 5.402 novas unidades.

De todos os bairros analisados, quem concentrou o maior volume de imóveis novos para moradia foi Campo Grande, com 2.625 unidades, superando Jacarepaguá, líder em 2008, em 5,3%. Já a Barra, segunda colocada na área residencial até o ano passado, caiu para a quarta posição, mas detém o maior número de imóveis comerciais, somando 2.712 dentro de um total de 3.487 ofertas.
De acordo o presidente da Ademi, Rogério Chor, com a criação do programa governamental Minha Casa, Minha Vida, os investimentos em imóveis residenciais nas regiões Norte e Oeste poderão somar até 70% em 2010.

“Com o programa, houve uma maior recuperação de imóveis para a classe popular. E Campo Grande é a “Zona Sul” da Zona Oeste, pois é uma área que não tem favelas. Por isso há um forte investimento das construtoras nessa área. A Barra, que sofreu um boom de lançamentos residenciais em 2008, agora passa a ser foco de imóveis comerciais, pois estes vivem a reboque do mercado imobiliário de residências. Onde aumenta o número de empreendimentos para moradia, cresce também o investimento no setor comercial”, diz o presidente da Ademi.

A Vila da Penha também apresentou um aumento expressivo do número de lançamentos. Em 2005, foram contabilizados no bairro apenas onze novos empreendimentos. Já no ano passado, esse número foi para 624. A Pedra da Guaratiba, que desde de 2005 não tem lançamentos residenciais, recebeu 300 novas unidades no ano passado.

A demanda por imóveis na Zona Sul não diminuiu, afinal, ainda é considerada a região mais atrativa da capital carioca. Mas, o número de lançamentos é pouco expressivo. Quem concentrou o maior número de novos empreendimentos neste últimos anos, entre 2004 e 2009, foi Botafogo, com uma média de 294 lançamentos por ano, sendo 344 unidades apenas em 2009. Nenhum outro bairro da Zona Sul se aproximou deste patamar.

Edifício Grande São Paulo vira protagonista da atual novela das 7 da Globo

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Apartamento de Leal, que fica perto da cobertura, mostra muito da personalidade de seu morador (Foto: Divulgação)

Apartamento de Leal, que fica perto da cobertura, mostra muito da personalidade de seu morador (Foto: Divulgação)

São Paulo - Erguido na década de 70, o Edifício Grande São Paulo ganhou holofote especial na atual novela das 7 da Globo, Tempos Modernos. Com o nome fictício de Titã, o prédio “localizado” na Rua Líbero Badaró, centro da capital, teve a arquitetura da fachada reproduzida fielmente na cidade cenográfica do Projac, no Rio ? assim como grande parte da região do Vale do Anhangabaú ?, somando quase 7 mil m² de área construída.

Na trama, o edifício inteligente, protegido por câmeras de segurança e pelo computador Frank, representa o reinado do personagem Leal Cordeiro, interpretado por Antônio Fagundes. “Colocar um prédio como protagonista é uma proposta nova”, explica o diretor-geral José Luiz Villamarim. Elaborado para abrigar apartamentos de diversos tamanhos e lojas, ele deveria concentrar a modernidade e as memórias de uma construção que está na cidade há cerca de 40 anos. “O Edifício Grande São Paulo é nostálgico e moderno, como queríamos”, completa.

Saindo da cidade cenográfica, há ainda 40 cenários dentro do estúdio. O cenógrafo Fábio Rangel explica que houve uma preocupação maior em conceituar cada personagem e seus respectivos apartamentos, em função de grande parte da novela se passar dentro do referido prédio. A reportagem do Casa& foi até o Rio conferir o trabalho da cenografia e produção de arte e pegar algumas dicas de decoração com a equipe da novela.

O apartamento de Leal, que fica perto da cobertura, mostra muito da personalidade de seu morador. De origem simples, o empreendedor construiu sua riqueza no universo da construção. O contato com arquitetos como Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha fez com que sua casa ganhasse algumas obras de arte.

Prédio, batizado na novela de Titã, abriga mais de 50 empresas (Foto: Divulgação)

Prédio, batizado na novela de Titã, abriga mais de 50 empresas (Foto: Divulgação)

De acordo com a produtora de arte Andrea Penafiel, Leal não tem um imóvel que ostenta riqueza, embora dinheiro não seja um problema para ele. Para tornar vivo seu passado, do qual tanto se orgulha, seu apartamento é recheado com ferramentas antigas, maquetes de grandes edifícios que ele ajudou a erguer e e plantas de algumas construções. Ao mesmo tempo, a presença na sala de um Aero Willys dos tempos em que Leal era pobre reflete o espírito empreendedor do morador. “O reflexo desse império é esse apartamento que ele fez”, afirma o ator Antônio Fagundes.

O protagonista mora com as filhas Nelinha (Fernanda Vasconcellos) e Regeane (Vivianne Pasmanter). A caçula Nelinha, formada em Astronomia, tem um quarto lúdico, com direito a telescópio. Parecida com o pai, dispensa sofisticação e luxo. A consumista Regeane vive em um ambiente que mistura o brega e o chique. Em seu universo, o dourado predomina. Extremamente vaidosa, é cercada por fotos dela mesma.

A terceira filha de Leal, Goretti, interpretada por Regiane Alves, é bonita por natureza e cafona por vocação, o que também aparece na decoração do espaço onde vive. “O apartamento é basicamente preto, branco e cinza. A cor fica por conta do meu figurino, que é muito colorido”, brinca a atriz. Arquiteta e metida a entender de artes plásticas, Goretti gosta de exageros. Ela tem um pufe de vaca, formigas na parede e até uma pirâmide, influência do marido charlatão, Bodanski, vivido por Otávio Müller. Profissional de araque, o “doutor” Bodanski tem pendurado nas paredes diplomas falsos, produzidos com detalhe pela equipe da arte da novela. As quatro filhas do casal dividem um único quarto, que se modifica de acordo com o humor das meninas.

LEMBRANÇAS NO CENÁRIO - “Uma das coisas mais importantes para definir um personagem é a caracterização e o cenário”, afirma Eliane Giardini, que interpreta a dançarina Hélia Pimenta. Depois de passar anos viajando por diversos países, ela colocou um ponto final em sua carreira em São Paulo. Mas, em cada lugar de sua casa, há lembranças de suas turnês. Cartazes de seus shows e fotos em cena ajudam a decorar o ambiente, que tem toques cubanos em diversos detalhes. “Chego a me emocionar quando vejo um cartaz de um show de que a Hélia teria participado em 1972, na Alemanha. São como diálogos mudos entre os profissionais”, diz a atriz.

O fato de ser a única proprietária de apartamento no prédio lhe garantiu a liberdade de deixar tudo com a sua cara. A personagem briga um pouco com a arquitetura rígida e quadrada do Titã. No seu universo, há cores, arcos e curvas. É uma casa feminina, quente e latina, assim como a professora de dança.

Hélia divide o apartamento com o filho, Zeca (Thiago Rodrigues). De personalidade forte e formação militar, no seu quarto nada está fora do lugar, assim como ele pensa que as coisas devem funcionar na vida.

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