
Marilyn Monroe pelas mãos de Lobo
Rio de Janeiro - Ele não pensava em ser pintor. Apenas gostava de esboçar na madeira o rosto de amigos próximos com tinta acrílica. Lobo, na época apenas publicitário, criou, despretensioso, uma série de pequenos quadros coloridos que remetem o observador ao gênero da Pop Art. O sucesso de seus trabalhos nos círculos íntimos o levou logo para exposições e galerias de arte. Atualmente, as telas do artista paulistano ilustram as paredes de muitos descolados, que vêem na arte uma forma diferenciada de decoração. O artista também está entre os participantes da Casa Cor São Paulo 2009 com trabalhos em homenagem ao paisagista Burle Marx.
“Comecei a fazer quadros de uma maneira inusitada. Eu alugava uma casa com um grupo de amigos para passar os finais de semana. Numa viagem, resolvi pintar o rosto de cada um do grupo em pedaços de madeira. Não sabia que fazendo ali algo próximo da linguagem da Pop Art. Quando fui estudar o assunto, comecei a descobrir que tinha influência de muitos artistas dessa área e passei assim a investir mais”, diz Lobo.
Lobo se inspira em mitos da cultura mundial, como David Bowie, Jimmy Hendrix, Betty Boop e Hello Kit, para construir seus quadros. O preço do m² da tela é R$ 1.200. O cliente também pode optar por trabalhos personalizados sob encomenda. Nesse caso, o artista procura entender o universo do comprador para que possa transmiti-lo na obra.
“Eu vendo sonhos, não quadros. Meu trabalho procura sempre incluir elementos que estejam relacionados ao cliente, mas sem fugir da pop art. Não faço trabalhos abstratos”, explica o artista plástico.

Pop Art para decorar a casa
Os trabalhos aplicam, em sua maioria, tons vibrantes e intensos, em desenhos hiper-reais. Em ambientes com decoração sóbria, Lobo procura utilizar uma combinação de cores que possa dialogar bem com o espaço. De acordo com ele, não basta escolher um quadro bonito. A obra precisa estar em sintonia com o morador e o ambiente para não cair no estilo o ver.
Além dos quadros, Lobo também trabalha com recortes em vinil e placas de PVC. O artista estuda a possibilidade de trabalhar com conjunto de cama e louça ainda no próximo semestre.