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Salão Internacional do Móvel, em Milão, traz mais novidades
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publicado em 02/05/2012 às 11:34 ,
atualizado em 06/08/2012 às 18:26
por Suzete Aché | Fonte: O Globo
Este ano Milão esteve muito fria e chuvosa, o que não desanimou uma avalanche de mais de dez mil brasileiros, que tomaram de assalto a cidade. Todos ansiosos para ver as novidades da 51. edição do Salão Internacional do Móvel e, paralelamente, a EuroCucina, a International Bathroom Exhibition e o Salão Satellite, que sempre faz sucesso por seus lançamentos ousados.
Apesar dos organizadores da feira terem anunciado que o número de visitantes superou as expectativas, a crise, é claro, deu as caras. A decoração das ruas esteve bem mais modesta do que nos anos anteriores. O arquiteto Pedro Paranaguá notou que muitos estandes tinham a metade do tamanho usual, e que houve menos intervenções na cidade. “Achei que, apesar de menores, as ambientações continuam fantásticas. Não só na própria feira, mas em muitos lugares da cidade. A Paola Lenti, por exemplo, expôs no claustro de um monastério; foi maravilhoso. Já as novidades foram poucas. Algumas marcas fizeram retrospectivas, e a Kartell se sobressaiu. O mais incrÃvel é que o que ela lançou já tem aqui, na loja de Ipanema”, diz, acrescentando que gostou das mostras de design do Chile e da Colômbia no Salão Satellite, e dos eletrodomésticos, cada dia mais tecnológicos.
Designers nórdicos - A arquiteta Gisele Taranto, que já morou em Milão, concorda com Pedro: achou que a Kartell teve bons lançamentos, em especial uma interessante parceria de Philippe Starck com o cantor Lenny Kravitz. “Gosto de passar pelo menos dois dias na feira, sou detalhista. E a cidade fica tão cheia de eventos que foi preciso fazer uma esquema antes de sair do Rio”, diz
Os “Fuori Salloni”, que aconteciam principalmente nos bairros de Tortona e Brera, agora também estão nas ruas do Lambrate. E as exposições se multiplicaram, desde performances na Triennale até a simulação de uma casa do futuro no Superstudio Più.
O arquiteto Miguel Pinto Guimarães é outro que procura aproveitar os eventos paralelos. “O mais importante para mim é circular para perceber no ar as tendências dos próximos anos. E o mais gratificante desta temporada foi constatar que os bons profissionais cariocas já estão praticando o que foi apresentado há pelo menos um par de anos. Para mim, as estrelas são sempre os designers nórdicos, pela simplicidade, sutileza, sustentabilidade e funcionalidade de seus traços”, afirma.
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publicado em 14/05/2012 �s 14:37,
atualizado em 16/05/2012 �s 16:49
por Raiane Nogueira | Fonte: Jornal Extra
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