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Renovação de aluguel espanta inquilinos
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publicado em 18/01/2012 às 9:17 ,
atualizado em 03/08/2012 às 10:18
por Ligia Tuon | Fonte: Jornal da Tarde
Quem mora de aluguel está desistindo de renovar o contrato por conta dos elevados índices de aumento dos reajustes, que podem chegar até a 100% em São Paulo. Pesquisa Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) mostra que, entre agosto e outubro de 2011, mais de 60% das renovações de contratos de aluguel foram recusadas pelos antigos ocupantes. O índice de agosto foi de 73%.
A média de recusa de renovação de aluguel dos últimos cinco anos foi de 55%, bem abaixo do que mostrou o cenário no ano passado, apontam dados do Creci.
“Esse aumento expressivo nas recusas indica que o proprietário está pedindo um preço que muita gente não pode pagar. O reajuste pode chegar a até 100% do valor”, afirma José Augusto Viana, presidente do Creci. “O resultado dessa valorização exorbitante é que essas pessoas vão mudando para a periferia e da periferia para a favela.”
A explosão dos valores dos aluguéis acompanhou a alta dos preços dos imóveis. “Antes o aluguel correspondia a, em média, 0,2% do valor do imóvel. Agora, pode chegar a até 1% desse valor”, aponta José Eduardo Amato Balian, professor de Economia da ESPM. “Se o valor ultrapassa a capacidade da família, ela não tem outra alternativa se não declinar do imóvel. E ninguém vai desmontar acampamento por uma diferença pequena.”
O reajuste anual dos aluguéis tem como base o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que teve um desempenho em 2011 que não preocupa o mercado. Para este ano, as projeções do mercado para o índice deste ano recuou de 5,07% para 5,01%. O problema é o reajuste feito no vencimento de 30 meses do contrato. “Nesse caso, a negociação entre inquilino e proprietário é livre, e o dono do apartamento pode estabelecer o reajuste que quiser”, ressalta Viana. “E ele vai obedecer a lei da oferta e da procura, que está muito maior a cada ano na capital, onde faltam imóveis para alugar.”
Negocie o reajuste – No momento da negociação, quem já está no imóvel há um tempo tem vantagem. “Principalmente se for um inquilino que paga o aluguel em dia e cuida bem da casa”, aponta Viana. “Pode ser que o proprietário não queira trocar o certo pelo duvidoso, com a chance de oferecer seu imóvel a um inadimplente.”
Outro ponto importante é que o aluguel a ser pago pelo locatário que acabou de mudar, geralmente, é maior do que o de quem já está no local. “Não compensa mudar para procurar preços mais baratos na mesma região. Certamente, só vai encontrar alugueis mais caros do que o que ele já paga”, ressalta Viana.
E, mesmo com tanta gente desistindo dos imóveis, o valor do aluguel não deve diminuir tão cedo. “A previsão é que se estabilize mas, enquanto houver pessoas procurando, o valor não vai baixar”, acrescenta Balian.
A sugestão do Creci para diminuir o valor dos alugueis, de acordo com Viana, é que o governo incentive que investidores comprem imóveis e os aluguem. “O governo poderia, por exemplo, reduzir o Imposto de Renda para o investidor que fizer isso. Dessa forma, a quantidade de imóveis para alugar aumenta e o valor do aluguel diminui.”
Segundo Viana, o dinheiro investido em imóveis pode render 12% ao ano, mais a valorização do local, que varia de caso a caso. “É um ótimo investimento na comparação com os demais.”
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publicado em 14/05/2012 �s 14:37,
atualizado em 16/05/2012 �s 16:49
por Raiane Nogueira | Fonte: Jornal Extra
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