Revista Zap Imóveis
Mutuário pode transferir financiamento da casa própria de banco e pagar menos por ele
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,casa própria
,contratos antigos
,FINANCIAMENTO & CRÉDITO
,juros
,mutuários
,renegociação
publicado em 12/03/2012 às 12:56 ,
atualizado em 06/08/2012 às 17:28
por Danilo Fariello | Fonte: Jornal Extra
Poucos mutuários sabem, porque os bancos não informam, mas é possÃvel pechinchar uma redução substancial de custos nos contratos antigos de financiamento da casa própria. Essa renegociação tornou-se ainda mais atrativa nos últimos meses, por conta da redução dos juros básicos da economia, que na última semana caÃram à casa de um dÃgito (9,75%). Mas um acordo fechado entre os bancos dificulta o acesso dos mutuários à informação de que a lei garante o direito de transferir o financiamento da casa própria de um banco para outro, sem custos, da mesma forma como se pode mudar de operadora de celular mantendo o mesmo número.
O governo ajudou nesse acordo informal entre as instituições, não dando a devida publicidade à regulamentação da lei que permite, desde 2008, a transferência (portabilidade) do financiamento. Mas as normas são claras. Se o cliente encontrar uma condição melhor, pode levar o crédito habitacional para outro banco ou usar isso como barganha para reduzir a prestação do imóvel.
A tarefa nem sempre é fácil. O professor de filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Fernando Muniz, travou uma luta contra o Santander, por um ano, até conseguir transferir o financiamento do seu apartamento em Ipanema para o Banco do Brasil.
“Como você fica amarrado ao banco, ele impede que você tenha um benefÃcio garantido por lei”, destaca Muniz, acrescentando que, depois de finalmente concretizar a transferência, a prestação do seu financiamento caiu de cerca de R$ 3 mil para cerca de R$ 2,7 mil, com o mesmo prazo.
Um mutuário que tenha financiamento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) pelo sistema SAC, de R$ 200 mil, à taxa de 11% ao ano, mais TR, e dez anos ainda por vencer, paga, em média, prestação de R$ 3.413,59. Se esse mutuário renegociar o financiamento por uma taxa de 9%, o valor da parcela cairá para R$ 3.108,13. E o saldo devedor ainda será reduzido em quase R$ 20 mil.
De acordo com as normas do BC, os bancos não podem cobrar taxas de quem transferir seu financiamento de instituição, nem Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), se o saldo levado for idêntico. Ao migrar, o banco tem que calcular o valor atual da dÃvida, descontado o juro embutido nas parcelas a vencer. Ao mutuário, só cabe arcar com os custos de cartório, que podem ficar em cerca de 1% do valor do imóvel.
Segundo o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octavio de Lazari Junior, nos últimos dois anos, as taxas do SFH caÃram de 12% ao ano (teto tradicionalmente cobrado) para um valor médio de 9,5% a 10% ao ano. Não há estatÃsticas precisas sobre os juros cobrados nesse mercado, mas a queda foi confirmada por todas as fontes ouvidas pelo GLOBO. Lazari confirma a aversão dos bancos à portabilidade, mas justifica:
“Se as migrações se tornarem frequentes, os bancos terão direito de colocar cláusulas nos contratos (futuros) prevendo que a taxa poderá subir se a condição do mercado mudar. Ou seja, os bancos podem restringir mais (o crédito imobiliário).”
O diretor de uma grande instituição vai além e diz que, se um banco de menor porte adotasse uma posição mais agressiva — tentando atrair clientes antigos com juros menores —, os concorrentes poderiam se unir contra ele para fazer com que a instituição sofresse retaliação do mercado.
Com todos esses problemas de comunicação, a portabilidade ainda engatinha no Brasil. De todos os créditos — incluindo financiamento de casas, veÃculos e outros parcelamentos — houve uma migração de apenas R$ 4,3 bilhões em 2011. No entanto, o BC ressalta que o poder da medida é muito maior, porque, na maioria das vezes, o cliente negocia as taxas no banco onde já é cliente e acaba desistindo de migrar depois de conseguir juros mais baixos.
Essa prática é comum, segundo outros dois participantes do mercado. Os bancos não querem perder um bom pagador e os clientes levam em conta esse relacionamento, antes de mudar. Até porque, em geral, além do crédito imobiliário com a instituição, os clientes acabam adquirindo também cartões de crédito, seguros vinculados ao financiamento, entre outros serviços.
Hoje, existem menos barreiras para comprar a casa própria — esse é o tipo de crédito que mais cresce no paÃs, 44,5% de aumento nos últimos 12 meses. Os bancos passaram a aceitar prazos mais longos e uma parcela maior de financiamento, sobre o preço do imóvel. Segundo a Abecip, o percentual médio financiado subiu de 50%, em 2007, para 63% do total do imóvel, no ano passado. Prazo de 30 anos para a quitação também é mais comum hoje do que há dois anos. Tanto que o dado mais recente do BC mostra que há R$ 205,9 bilhões em contratos em andamento no Brasil. Um recorde histórico, mas ainda pouco, se comparado a paÃses mais desenvolvidos.
Casos em que seguro embutido nas prestações pode garantir quitação – O mutuário muitas vezes ignora algumas cláusulas do contrato de financiamento da casa própria que podem beneficiá-lo no futuro. Uma delas é referente ao seguro embutido nas prestações. Além de proteger o imóvel contra incêndios ou desmoronamentos, o seguro serve para quitar a dÃvida em caso de invalidez ou morte. Alguns casos de clientes com doenças graves como câncer e Aids também dão direito ao seguro — mas isso depende de uma avaliação individual.
Segundo a Caixa Econômica Federal (CEF), o direito à quitação da dÃvida só é válido se houver invalidez total e permanente do indivÃduo. No Sistema Financeiro da Habitação (SFH), invalidez total e permanente é a incapacidade total ou definitiva para o exercÃcio da ocupação principal e de qualquer outro tipo de trabalho por doença ou acidente.
Quem financiou e depois adoeceu precisa de um laudo de médicos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para conseguir o benefÃcio. O banco ressalta que a doença precisaria ter sido declarada na proposta de seguros (DPS) ou adquirida depois da data de assinatura do contrato.
Se o financiamento não foi feito no nome de uma única pessoa, só a parte de quem faleceu ou de quem ficou doente é saldada. Mas se quem ficou inválido, na hora de assinar o contrato, havia contribuÃdo com 100% da renda, a dÃvida será totalmente quitada. Se na composição da renda contribuiu com metade, terá quitada apenas essa parcela do contrato, e sua famÃlia terá de pagar os 50% restantes da prestação mensal.
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,casa própria
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,FINANCIAMENTO & CRÉDITO
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,mutuários
,renegociação
publicado em 14/05/2012 �s 14:37,
atualizado em 16/05/2012 �s 16:49
por Raiane Nogueira | Fonte: Jornal Extra
Comentários (19)

tenho Financiamento pela CEF e gostaria adquirir outro apto, é possivel fazer a transferencia da divida para esse novo imovel e pagar a diferenca
tenho um financiamento de 215 mil em 360 meses na cef tenho com diminuir o numero de parcelas
Por favor,estou com uma duvida enorme! Estou querendo fazer potabilidade, queria saber se tenho que pagar ITBM dinovo! Por gentileza aguardo sua resposta
Caros:
Tenho um financiamento na CEF num total de 360 parcelas, feito em 2010. Minha última parcela foi de 1.047,00. Tenho R$ 25.000,00. O que seria melhor, abater meu saldo devedor ou diminuir o valor das minhas prestações? Se eu abater meu saldo devedor, minhas prestações mensais também diminuirão?
Desde já agradecido!
portabilidade de divida e um direito do mutuario,faço assessoria sem custo adicional , a media ded reduçao e de 10 a 20%, caso queira entrar em contato mandar email para mirageseguros@ig.com.br
venho por meio desta pedirajuda,
minha mãe tem uma divida, na familia paulista, eles não parcela,quero quitar, ou tranferir, a divida sou pencionista,.tel 97,37,7575
ola pessaol, tenho interesse em um imovel , mas ele esta finaciado e tem mais 23 anos para pgto como faço para transferir financiamento da caixa. e o custo é muito alto.
Tenho um financeiamento pelo BB de um AP e necessito fazer esse comparativo entre as taxas de juros cobrados por eles na época da assinatura do contrato com as de hoje em dia, como faço? Tentei pesquisar pela internet, mais ficou meio confuso pra mim.
Desde já, grata.
Tenho um financimanto (AP) no banco Santander q está em meu nome e de meu marido, hoje ele está desempregado (1ano)nossa prestação é de 1.088,64 (já usei o meu FGTS para reduzir)e estamos devendo o cartão de credito e emprestimo que termina em fevereiro (tudo no mesmo banco), será que ele me liberam para fazer a transferencia do financiamento com essa divida??Já tentei negociar o cartão de credito, mas os juros é muito alto.
a verdade e esta esse financiamento da cef so beneficia os da classe media,porque eles possuen bem mais condicoes do que os pobres ,e eles esquecem que os pobres sao os maiores pagadores de impostos do brasil
Tenho um financiamento de construção no valor de 105000,00
desde agôsto de 2008, pago hoje 1330,00 o que equivale a mis de 1/3 do que recebo.Por este motivo tenho direito de redução das mensalidades?
Tenho financiamneto de construção de uma casa no valor de 105000,00 na Caixa, minha prestação e de 1320,00, valor maior que 1/3 de minha renda. Tenho direito a uma renegociação?
Para o Lourival, comentanto sua pergunta. O financiamento da MInha Casa Minha Vida, é dado esclusivo só pela Caixa, e vc não vai achar melhores juros da MCMV com outros bancos.
Com relação a materia lida. Nos temos o direito de escolher o banco com quem queremos trabalhar, O nosso dinheiro é suado e temos que valoriza-lo. Por isso vale a pena brigar por uma prestação menor. Não podemos ser vitimas do capricho dos bancos de não liberar o nosso financiamento para o concorente.
como ficam os financiamentos do minha casa minha vida
Gostaria de saber se essa lei da portabilidade de financiamentos
para a compra de imoveis, tambem vale para consorcio já contemplado, ou não.
Tudo isto é muito bom si apessoa não perde o credito com o banco anterior.
SANTANDER SEMPRE DIFICULTANDO AS COISAS
Tudo isso é muito bom, porem geralmente quando a pessoa procura reduzir qualquer tipo de prestação de uma dÃvida contraÃda, ela está com dificuldades financeiras e o custo cartorial acaba onerando esta operação, pois pagar o valor de aproximadamente 1 parcela do financiamento de custas não é fácil.
Isso é muito bom, porque acaba com o manópolio.