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Nomes estrangeiros de condomínios podem ter pronúncia difícil e atrapalhar a venda

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publicado em 25/06/2012 às 12:38 ,
atualizado em 03/08/2012 às 9:49
por Raiane Nogueira | Fonte: Jornal Extra

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Se, por um lado, o uso de estrangeirismos para nomear lançamentos imobiliários dá um ar de requinte e de sofisticação, por outro, pode causar confusão na pronúncia e até gerar prejuízo para as construtoras.
 

O Píer Residências é um exemplo de empreendimento sem estrangeirismos lançado pela Rossi (Fotos: Divulgação)

Para evitar problemas, desde o ano passado, a Rossi vai no caminho contrário, conforme explica a gerente de marketing institucional da construtora, Vivian Cukier: “Se o nome for complicado, não ajuda na venda. Tivemos um empreendimento chamado Predilecto, que ninguém achava nos sites de busca, por causa do “c”", diz.

Segundo Marcelo Fróes, da Percepttiva, o nome não é um fator fundamental para a compra, mas influencia. Arquiteto e historiador, Nireu Cavalcanti acredita que ninguém quer morar num condomínio desconhecido.

Segundo Marcelo Fróes, na Percepttiva, a escolha dos nomes dos lançamentos considera os perfis dos clientes. Condomínios mais populares costumam ter nomes em português ou com termos estrangeiros simples, como top (topo). Já na Barra e entorno, região que atrai uma classe média emergente, geralmente vinda da Zona Norte, a maioria dos nomes escolhidos é em inglês.

Na Zona Sul, onde vive a classe alta, a agência de marketing dá preferência a termos europeus. Na onda da sustentabilidade, algumas construtoras apostam no conceito green (verde) para dar nome aos seus empreendimentos — como o Grupo CPS, a Santa Cecília e o Grupo Avanços Aliados.

A escolha da construtora em nomear parque como "park" pode gerar dificuldade na hora da procura do empreendimento na internet

Na MRV, a escolha dos nomes procura facilitar a identificação do que é lançado em cada cidade. Em São Jo dos Campos, os nomes começam sempre com a palavra campo. Em São Paulo, todos os prédios têm nomes de santos.

No Rio de Janeiro, a maior parte dos empreendimentos da MRV começa com a letra R. A empresa dá prioridade a termos com origem em outras línguas, a nomes de pintores e a referências históricas.

Nem sempre os nomes gringos soam bem quando são traduzidos. É o que acontece com o Butique Conceito Residências, da Polo Capital, em Botafogo. Não é muito mais chique morar no Concept Living Boutique?

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publicado em 14/05/2012 �s 14:37,
atualizado em 16/05/2012 �s 16:49
por Raiane Nogueira | Fonte: Jornal Extra

Comentários (4)


  • erika disse:    ( 14.05.2013 às 14:06 )

    N acho q o no e me da essa sofisticacao
    E preconceito mesmo desvalorizando
    nossa lingua….


  • Elim disse:    ( 26.06.2012 às 22:40 )

    Sempre considerei muito ridículo nomes de empreendimentos em outrs línguas, posto que luxo e se comunicar com a população, e qualidade não se resolve apenas com a designação do imóvel. Estrangeirismo e demonstração de colonialismo, vamos valorizar o Brasil, nossos rios,poetas, enfim nossa cultura.


  • Wallace Rotti disse:    ( 26.06.2012 às 19:57 )

    Concordo com Francisco.
    Acho que até pode ser um nome ingles ou italiano, mas nunca composto e de dificil pronuncia. Isso depende muito da região também.


  • francisco disse:    ( 26.06.2012 às 11:42 )

    Olá boa dia o site é excelente,parabéns zap,
    é verdade que colocar nomes como: COND.FRANCISCO,COND.PEDRO,COND.SEBASTIÃO, alguém pode não valorizar, mas é um nome como os outros, acho que o imóvel é que vai dizer a que ele veio, vale o conteúdo e não o casco.



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