
Empresas lançam a Etiqueta de Eficiência Energética em Edificações para edifícios (Foto: Ulisses Cavalcante)
A Eletrobrás e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) lançaram ontem a Etiqueta de Eficiência Energética em Edificações para edifícios.
Com o selo, o mercado consumidor será capaz de identificar os prédios que apresentam baixo consumo e maior aproveitamento de energia elétrica.
O etiqueta será implantada de forma gradual e voluntária, mas a intenção é torná-la obrigatória no futuro. Em um primeiro momento, o programa de etiquetagem irá atingir apenas edifícios comerciais e de serviços e públicos.
Já os prédios e empreendimentos residenciais devem poder contar com o selo a partir do ano que vem (2010). ?Além do benefício ambiental, o objetivo do programa de etiquetagem é permitir que o consumidor tenha todas as informações sobre o consumo de empreendimento para tomar a melhor decisão na hora de escolher o imóvel - seja apartamento, casa, ou escritório?, diz o presidente do Inmetro, João Jornada.
ALTO CONSUMO - As edificações dos setores residencial, comercial e públicas são responsáveis por aproximadamente 45% do consumo de energia elétrica no Brasil.
Segundo a Eletrobrás, a economia de eletricidade conseguida por meio da arquitetura bioclimática pode chegar a 30% em edificações já existentes (caso passem por readequação e modernização) e a 50% em prédios novos, que contemplem essas tecnologias desde o projeto. ?É um projeto ambicioso, mas importante dentro do esquema energético do Brasil?, diz o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz.
Uma das intenções é incentivar o aproveitamento de energias alternativas (como energia solar) e das chamadas ?energias passivas?, com iluminação e ventilação naturais.
A etiqueta faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (parceria da Eletrobrás e do Inmetro) e segue o modelo da conhecida etiqueta Procel para eletrodomésticos. ?É um programa de mais de 15 anos. Ao lançar esta etiqueta, o Brasil se coloca entre os países mais avançados do mundo?, afirma o presidente da Eletrobrás.
Para receber a etiqueta, as edificações são avaliadas em três níveis de eficiência: envoltória (parte externa do edifício), sistema de iluminação e sistema de condicionamento de ar. Em cada um dos níveis, os prédios são classificados de ?A? a ?E?, sendo A o nível de maior eficiência energética. ?A diferença de consumo entre a classificação ?A? e ?E? pode representar economia de até 40%?, completa Alfredo Lobo, diretor de qualidade do Inmetro.