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Mostra apresenta decoração inspiradada no mar e na montanha

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Das gravuras e fotos de veleiros ao azul dos acessórios, tudo remete ao mar no 'home theater' (Foto:Carlos Ivan/O Globo)

Das gravuras e fotos de veleiros ao azul dos acessórios, tudo remete ao mar no 'home theater' (Foto:Carlos Ivan/O Globo)

Rio de Janeiro - O aconchego do campo e a descontração cheia de estilo de uma casa à beira-mar ditam o tom de móveis, revestimentos e objetos que compõem os 33 ambientes da primeira edição da Mostra Artefacto Beach & Country, que começa nesta quinta, no CasaShopping. O evento marca a estreia no mercado carioca da nova marca da rede Artefacto, que já nasce com mais de 1.200 itens garimpados ao redor do mundo, entre eles, móveis assinados por designers renomados como o egípcio Karim Rashid.

No “Living” assinado pelo arquiteto Adriano Amado, a ideia era enaltecer o espírito carioca, conjugando os estilos rústico e chique. Os móveis, de linhas simples, ganharam estofamentos com tecidos que vão do blue jeans ao navy (moda marinheiro); o tapete é de sisal e as paredes ganharam vida com as pinturas da artista Maria Pólo. Entre os adornos, conchas e corais.

No “Quarto de praia”, a designer de interiores Roberta Devisate criou uma área de banho integrada ao cômodo por um biombo de freijó. Pedras de rio forram o piso e a parede, que ostenta uma bela foto de Búzios para ser apreciada do ofurô. Mas um dos destaques são os objetos decorativos da artista plástica Márcia Martins, como um colar de sementes de buriti e uma espécie de escultura de cipó pintado.

O aparador que virou mesa e a bancada que saiu da parede na 1cozinha gourmet', inspirada no chef espanhol Ferran Adrià (Foto:Carlos I van/O Globo)

O aparador que virou mesa e a bancada que saiu da parede na 1cozinha gourmet', inspirada no chef espanhol Ferran Adrià (Foto:Carlos I van/O Globo)

“Esse espaço une o design mais arrojado com materiais naturais”, diz Roberta.

A mostra, gratuita, fica em cartaz até 18 de março de 2011.

Um espaço para reunir os amigos e torcer pelo Brasil na Copa

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No projeto da dupla Eliane Fiúza e Henrique Medeiros, o clima aconchegante ganaha destaque com um grande sofá e um tapete (Foto: Divulgação)

No projeto da dupla Eliane Fiúza e Henrique Medeiros, o clima aconchegante ganaha destaque com um grande sofá e um tapete (Foto: Divulgação)

Rio de Janeiro - Minutos antes de o jogo do Brasil começar a ser transmitido, os amigos se organizam no sofá, nas cadeiras e até no chão da sala. Alguns ficam em pé, ansiosos com o início da partida. Durante a Copa do Mundo, é comum ver esse tipo de cena. Então, a três meses de começar os jogos, que serão realizados na África do Sul, que tal investir num ambiente aconchegante para reunir a turma toda? Arquitetos apresentam alguns cantinhos com equipamentos de TV e sofás especiais para quem quer acompanhar o campeonato em grande estilo.

Para dar maior comodidade aos torcedores, os arquitetos Eliane Fiúza e Henrique Medeiros planejaram um ambiente com um grande sofá (de 3,20 metros de largura por 1,80 metro de comprimento), revestido de camurça. Nele, cabem até oito pessoas. Sobre o piso, o tapete com fios longos ajuda a deixar o ambiente mais aconchegante, além de contribuir para a melhora da acústica do espaço. A TV é de 54 polegadas e, se a turma quiser que a imagem fique ainda maior, um telão embutido no teto pode ser baixado.

Iluminação simples e bem direcionada no projeto da arquiteta Emmilia Dias Cardoso

Iluminação simples e bem direcionada no projeto da arquiteta Emmilia Dias Cardoso

“É importante colocar o sofá numa distância proporcional ao tamanho da TV, para que os telespectadores consigam enxergar bem as imagens. O ideal é que essa distância varie entre 3 e 6 metros. No caso deste ambiente, nós transformamos um quarto da residência num anexo da sala. Assim, mesmo sendo o espaço bem grande, o tamanho da TV permite que os visitantes assistam aos programas de qualquer ponto, inclusive da varanda”, explica Eliane.

A iluminação é um capítulo à parte. Neste projeto, foi utilizado um sistema de automação que permite a criação de variadas cenas no ambiente. Ao ligar a TV, as luzes são reduzidas automaticamente para se adequar ao momento. Para a hora do lanche, do jantar, ou mesmo das conversas despretensiosas, há outro tipo de iluminação.

Na sala desenhada pela arquiteta Emmília Dias Cardoso, com tons claros predominantes, dois sofás e uma espreguiçadeira acomodam os telespectadores. A mesinha de centro, espelhada, serve de apoio para petiscos e bebidas. E o jogo de luzes também foi planejado meticulosamente: com lâmpadas led dicróicas, o projeto ganhou uma iluminação dirigida e com alta definição de cores, ideal para destacar objetos decorativos e, claro, tornar a exibição de programas, jogos e filmes no grande telão mais gostosas.

Projeto de Andrea Chicharo com móveis de madeira escura em diálogo com piso e sofás em tons claros

Projeto de Andrea Chicharo com móveis de madeira escura em diálogo com piso e sofás em tons claros

Já no ambiente projetado pela arquiteta Andréa Chicharo, os móveis de madeira ipê dão o clima intimista ao ambiente, e criam um contraste suave com o piso de mármore e o sofá, revestido de camurça. E para tornar os jogos mais animados, a arquiteta incluiu no espaço uma TV de LCD com equipamento de home theater.

“Nos móveis, optei pelo revestimento de madeira escura para poder contrastar com o tom do ambiente predominantemente claro e criar um bom diálogo com o equipamento de TV e som”, explica a arquiteta.

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(Fotos: Verônica Lima/Divulgação)

Pinguins de geladeira estão na moda (Fotos: Verônica Lima/Divulgação)

Lembra daquele pinguim que a sua avó tinha em cima da geladeira e você achava de mau gosto? Pois é, como dizem os mais velhos “Quem desdenha quer comprar”. E não é que eles têm razão! Hoje é justamente isso que acontece com os brasileiros. Há jovens que pagam muito para ter em casa uma geladeira dos anos 50, uma vitrola ou um bidê no banheiro.

Em alguns casos o brega pode até ganhar uma nova funcionalidade dentro da casa. Tem muita gente transformando a geladeira herdada da avó em armário ou adega. Há ainda aqueles que mudam o visual do objeto e o deixa mais moderninho e cheio de charme.

Confira os 10 objetos ultrapassados que vêm sendo o centro das atenções na decoração contemporânea:

(Foto: Anna Carolina de Oliveira)

Pratos podem agregar muita personalidade e sofisticação à decoração (Foto: Anna Carolina de Oliveira)

PRATOS DECORATIVOS - Símbolo de tradição no passado, esses objetos especiais não são uma arte esquecida no tempo. Há ainda quem valorize uma boa coleção de pratos no século XXI. Especialistas afirmam que essas peças podem agregar muita personalidade e sofisticação à decoração.

ESPADA DE SÃO JORGE - A Espada de São Jorge é uma espécie que antigamente foi muito usada em jardins e fachadas. Segundo a paisagista Lidiane Lourenço, a planta era colocada nas residências porque as pessoas acreditavam ser uma espécie protetora do lar.

“Ficou fora de uso por algum tempo, mas de uns tempos para cá, voltou a ser usada em vários tipos de estabelecimentos, residenciais e comerciais também. É uma herbácea muito resistente e de fácil manutenção.”

PINGUIM DE GELADEIRA - Os pequenos objetos perambularam entre o luxo e o lixo. Na década de 40 era chique ter um pinguim de porcelana em cima dos refrigeradores; nos anos 60 o item foi popularizado e passou a ser cafona, já no período dos anos 90 ele teve uma volta triufal e a sua aparição resultou em uma nova releitura da arte, denominada de ‘Kitsch’ (arte popular).

No século XXI, eles continuam sendo vendidos, colecionados e relançados. Quem admira a arte e é bem humorado deve comprar um pinguim e colocá-lo em cima da geladeira. Profissionais afirmam que a  decoração da casa diz muito sobre o dono do imóvel.

(Foto: Divulgação)

Modelo de banheira de estilo vitoriana da Doka Bath (Foto: Divulgação)

BANHEIRA - Os modelos antigos do século XIX, em estilo vitoriano, fazem tanto sucesso que atualmente empresas fabricam uma releitura dessas peças com ou sem hidromassagem. Além disso, algumas marcas resolveram trocar os  tradicionais pés metálicos por uma base feita em quarrycast - uma espécie de pedra calcária rara.

Charmosa, pode ser usada como um mobiliário e oferece um resultado incrível ao ambiente. Uma peça nova pode custa quase R$ 9 mil.

(Foto: Ulisses Cavalcante)

Uma questão antiga de higiene pessoal (Foto: Ulisses Cavalcante)

BIDÊ - É um item muito antigo, muitos acham ultrapassado, mas tem gente por aí que faz questão de ter um no banheiro. Aqueles que gostam, têm o item instalado em casa por questão de higiene pessoal.

A artigo é uma invenção francesa do final do século XVII ou no começo do XVIII, embora não se saiba exatamente a data e o inventor dizem por aí que o primeiro foi encomendado por uma rainha francêsa que sentiu-se ’suja’ por não ter um recipiente para lavar suas partes íntimas.

A mais antiga referência do objeto que se tem notícia foi em 1710. Por volta de 1900, graças os investimentos no sistema de encanamento das cidades, o bidê saiu do quarto e foi para o banheiro.

(Foto: Divulgação)

Uma cristaleira com cara de geladeira (Foto: Divulgação)

GELADEIRA - Uma geladeira antiga não precisa ter necessariamente a função de gelar. Muitas pessoas compram este objeto raríssimo para servir de armário ou cristaleira na sala, dando muita personalidade e estilo ao ambiente.

Para quem quer comprar um refrigerador com visual dos anos 50 que tenha a função de gelar é possível encontrar um novinho nas lojas de decoração e eletrodomésticos. A releitura costuma ter um preço um pouco salgado. Já as peças antigas podem ser encontrados em feirinhas como a da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, por um preço mais em conta.

AZULEJO - As cores e desenhos dos azulejos fora de moda estão totalmente  modernos. Não é fácil encontrar à venda azulejos antigos e fora de linha. Mas ainda restam algumas lojinhas espalhadas pelo País. O comum é decorar um ambiente usando mais de um modelo, mesclando cores e desenhos. É importante que tenha uma hamornia entre eles para o efeito ficar impecável.

LUSTRES - Quando mais antigo mais bonito. Os lustres nunca saem de moda, até mesmo os mais velhos. Basta, apenas, tomar os cuidados necessários e fazer sempre uma manutenção para conservá-los. As antiguidades são mais elegantes, costumam ser grandes e normalmente de cristais.  

Se você herdou ou comprou uma lustre grande e não tem espaço para ele na sua casa,  as lojas especializadas em restauração pode ajudá-lo. Ele pode ter o tamanho reduzido para se harmonizar com o local em que será instalado.

VITROLA - A venda de vinis como adornos de decoração tem aumentado bastante nos últimos anos. Ter uma vitrola do tempo da vovó para ouvir aqueles LPs antigos com os amigos é questão de bom gosto.  

Diferente do que muitos pensam, ter os móveis antigos decorando o ambiente não faz a casa ser simples. Atualmente, essas peças oferecem muito requinte aos cantos do imóvel. 

TELEFONE - Apesar do design ultrapassado, os telefones do século XIX ainda fazem muito sucesso quando usados para enfeitar ambientes. Eles são bem maiores do que os atuais e usá-los não era, digamos assim, tão agradável. Lembra como era difícil ter que discar número por número? Por isso, telefone antigo só mesmo como mobiliário.

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Mark Hampton mudou a Casa Branca

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Biblioteca decorada nos anos 70, o vermelho, faz contraste com a porcelana azul e branca (Reprodução)

Biblioteca decorada nos anos 70, o vermelho, faz contraste com a porcelana azul e branca (Reprodução)

Mark Hampton, o celebrado decorador americano, morreu em 1998, aos 58 anos, tendo feito jus ao ditado francês, ‘Il faut meubler l’interieur de soi même’ ou seja, ‘É preciso mobiliar o interior de si mesmo’. Um estudioso que entendia de música e literatura, escrevia livros com conteúdo, dava palestras com leveza, pintava aquarelas como ninguém, teve durante anos uma coluna na House and Garden e tinha prazer em ensinar e dividir com os outros o que sabia. Palladio, Lutyens, Sir John Soane e David Adler eram mestres admirados e tema recorrente.

Não só conhecia profundamente estilo e gênero, arquitetura, design e os mais importantes edifícios do mundo por dentro e por fora, como era um atento observador do trabalho dos grandes criadores, não só os de ontem, mestres e predecessores, mas também o de seus contemporâneos. É dele o charmoso Legendary Decorators of the Twentieth Century, ilustrado com aquarelas de interiores feitas de próprio punho e publicado em 1992 pela Doubleday.

Nascido e criado em Indiana, onde estudou artes plásticas e história da arte, voltou-se inicialmente para o modernismo, mais na linha Studio 54 e nas pegadas de David Hicks, de quem se tornou representante em Nova York, em 1967. Sem abandonar o colorido do mestre inglês e a consciência dos novos tempos, e tendo trabalhado com Sister Parish e Albert Hadley e também na famosa McMillen Inc. durante alguns anos, preferiu partir para um mundo decorativo que buscava inspiração no passado, e logo percebeu que era possível ser tradicional e descontraído ao mesmo tempo, e que espontaneidade e nostalgia podem caminhar juntas.

O que soasse pretensioso seria sinal de vulgaridade. Para ele, era fundamental que o ambiente emanasse bem-estar. Não lhe interessava assumir um estilo tipo “marca registrada”. Sabia o que fazia, e o porquê. Concordava com a frase de um de seus mentores que dizia que “o perfeito designer de interiores é aquele que, depois do trabalho pronto, tal qual um mágico, se subtrai e desaparece”. Brilhante em qualquer estilo, versátil como poucos, faria o projeto de acordo com as circunstâncias do cliente. Para ele, decorar não deve ser uma questão de ego, pirotecnia ou de impor a própria vontade sobre a do cliente. “A qualidade é o que vai tornar o trabalho duradouro.”

Em 1976 já era dono de seu próprio nariz e, com o boom econômico dos anos 80, não lhe foi difícil encontrar uma clientela disposta a gastar com antiguidades do século 18 e 19, tapetes orientais, chintz estampados e gravuras botânicas e arquiteturais. Sua memória visual e o profundo conhecimento que tinha em matéria de estilos fez com que logo estivesse restaurando e decorando espaços públicos e privados. Seu prazer maior era poder decorar um salão de belas proporções. Se arquitetonicamente bem resolvido, meio caminho já estaria percorrido.

Rigoroso em matéria de ordem e proporção, conseguia que elementos aparentemente discordantes convivessem em sintonia como se fizessem parte de um mesmo mundo orgânico. Podia criar um espaço com look anos 30, com cores cremosas e alouradas, e enchê-lo de antiguidades românticas, ou dar a uma casa de campo americana um jeito bem english country house com direito a papel William Morris na sala de jantar. No quarto dos donos de uma grande casa na Flórida, criou um look neoclássico que evocava os trópicos em alto estilo. Nesse espaço, para lembrar o mar e o céu, juntou os mais diversos tons claros de azul. Já em outro importante apartamento na Park Avenue, resolveu homenagear Elsie de Wolfe. Escolheu, para as paredes da enorme sala de jantar com lareira, um papel imitando as famosas treliças da legendária decoradora.

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O HOME DOS PRESIDENTES - Clientes importantes não faltaram. Para Nancy e Ronald Reagan fez o Green Room na Casa Branca e, também desta sala, um retrato em aquarela que ilustrou o cartão de Natal do casal presidencial em 1983. George e Bárbara Bush foram clientes assíduos e fiéis. Para eles, enquanto figuras públicas, decorou os espaços privados e o Oval Office da Casa Branca, a Blair House onde os presidentes americanos hospedam dignitários estrangeiros, a casa presidencial de Camp David e a casa do vice-presidente em Massachusetts Avenue. Mais tarde, em Houston, no Texas, fez a residência particular do casal, a casa de praia e a Biblioteca e o Museu Presidente George Bush.

Para os Clinton, fez o Blue Room, onde até então tinha sido mantida a decoração feita pelo famoso Stephane Boudin a pedido de Jackie Kennedy nos anos 60. Mais tarde confessou ter sido esse o seu maior arrependimento, apagar na Casa Branca uma obra já histórica desse grande mestre.

Para Estée Lauder fez três grandes casas e, para Pamela Harriman, quando embaixadora dos Estados Unidos em Paris, toda a parte privada da embaixada.

Mark Hampton deixou claro que, em nosso dia a dia, é possível aliar estilo e charme, e que privilégio e discrição são perfeitamente compatíveis: “O papel do decorador, hoje, é equilibrar o desejo de beleza, de chique e de glamour com as necessidades mais prosaicas da domesticidade”. Dizia também que o minimalismo é para os muito jovens.

Elegante, bonito e agradável no trato, desde que entrou nunca deixou a lista dos homens mais elegantes do mundo feita anualmente pela famosa jornalista Eleanor Lambert. O livro Mark Hampton on Decorating, editado pela Random House, vale a leitura.

Dicas para arrumar quadros pelos ambientes

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(Foto: Divulgação)

Projeto de Gisele Taranto e Izabela Lessa (Foto: Divulgação)

Rio de janeiro - Aquela parede branca e sem vida da casa pode ser bem vestida com pinturas, gravuras ou fotografias. Mas não vale sair pendurando imagens sem antes fazer um projeto para escolher os melhores locais para cada peça. É preciso ter paciência, visão geométrica, senso harmônico e, claro alguma habilidade com o martelo. A combinação dos tipos de moldura e a distância entre as imagens são fundamentais para criar um resultado harmonioso.

Na sala, a parede onde fica o sofá, móvel de maior destaque do ambiente, é, a princípio, a mais atraente para pendurar todo tipo de obra de arte. De acordo com a arquiteta Monique Granja, o quadro deve ficar a uma altura de 20 a 25 centímetros acima do sofá e não deve ter uma largura maior que a do móvel. No caso da combinação de pequenos quadros numa só parede, a dica é criar uma linguagem que estabeleça uma ligação entre eles.

“É preciso ter cuidado com a escolha das molduras e dos tipos de imagens ou pinturas que serão usados numa mesma parede. Se o morador optar por uma moldura antiga, por exemplo, todos os quadros devem ser emoldurados com materiais dessa linha. Se a pessoa pendurar todas as imagens sem buscar uma ligação e uma distância equivalente entre elas, vai acabar poluindo visualmente o espaço’, opina a arquiteta.

As paredes livres e sem móveis recostados ou qualquer outra interferência podem ser ótimos locais para brincar com quadros e fotos, podendo alguns deles ser fixados até mesmo a uma altura próxima ao chão.

“Toda a distribuição de quadros exige um toque de ousadia, pois é ela que vai dar a graça à parede. Um quadro perto do chão pode ser esse toque”, acrescenta Jaime Vilasseca, proprietário da loja de molduras Vilasseca.

Aos que estão planejando pendurar quadros em casa pela primeira vez, uma dica é fazer um desenho proporcional no papel. Mas, nos casos de falta de habilidade para o desenho, há ainda outras opções. Uma delas é recortar papel kraft no mesmo tamanho das molduras e colá-los com fita adesiva na parede para simular a arrumação. Ou, então, espalhar as obras no chão em frente à parede para ensaiar o arranjo.

E, caso prefira dispensar o uso de pregos, por que não usar a imagens apenas encostadas na parede, no chão, ou numa prateleira? O arquiteto Luiz Fernando Grabowsky exemplifica com o projeto de um quarto, feito em parceria com a Todeschini Ipanema, em que uma das paredes dá um lugar a um painel de madeira laqueada de branco com saliências para apoiar quadros e revistas. Com esse recurso, lembra Grabowsky, o morador pode mudar com facilidade os objetos em exposição e assim compor rapidamente um novo cenário no ambiente.

Outra opção é escolher quadros com fitas adesivas fixadoras. Mas elas devem ser usadas com cautela, já que a durabilidade do produto pode variar de acordo com condições específicas, lembram os especialistas. Paredes úmidas ou com pinturas soltas e ambientes extremamente quentes, por exemplo, podem impedir a perfeita fixação da fita e causar acidentes.

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